POLICIAL
Polícia Civil cumpre sete ordens judiciais contra suspeitos de furtar cooperativa de crédito em São José dos Quatro Marcos
A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (23.9), a “Operação Nada Oculto” com o objetivo de dar cumprimento a sete mandados, sendo três de prisão e outros quatro de busca e apreensão domiciliar, em São José dos Quatro Marcos. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Única da Comarca do Município.
Conforme o delegado Kairo Ribeiro, são alvos da operação quatro homens suspeitos de participar de um furto qualificado, praticado em uma cooperativa de crédito da cidade, em 02 de agosto de 2025.
À época, foram furtados da unidade cooperativa cerca de R$ 42 mil em dinheiro, uma arma de fogo, além de aparelhos celulares e notebooks.
Dentre esses, três tiveram prisão preventiva decretada e todos foram submetidos a buscas domiciliares, voltadas à apreensão de bens, aparelhos eletrônicos e documentos ligados à prática criminosa.
“Importante destacar que um dos investigados já se encontrava recolhido ao sistema prisional, em virtude de outro processo criminal relacionado ao delito de tráfico de drogas”, explicou o delegado.
As diligências tiveram o objetivo de promover a responsabilização dos envolvidos, recuperar bens e coletar elementos probatórios necessários ao esclarecimento integral dos fatos, contribuindo para a segurança da comunidade local.
A operação contou com efetivo de 17 policiais e quatro viaturas, das Delegacias de Polícia de Rio Branco e Mirassol D’Oeste, bem como a de São José dos Quatro Marcos, responsável pela condução dos trabalhos.
Investigação
As investigações apontaram a atuação de associação criminosa voltada à prática de crimes patrimoniais. De acordo com o delegado Kairo Ribeiro, os alvos possuem expressivo histórico de envolvimento em delitos como furto, roubo, tráfico de drogas e associação criminosa.
Dois deles, salientou o delegado, já haviam sido, recentemente, indiciados pelo crime de furto qualificado contra a agência de outra cooperativa de crédito, também em São José dos Quatro Marcos, em 2018.
“A robustez das provas e o histórico criminal dos investigados serviram de fundamento para as medidas cautelares adotadas, em especial diante do risco de reiteração delitiva e da gravidade das condutas em apuração”, disse Kairo.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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