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Polícia Civil cumpre mandados de buscas e de prisão em investigação de duplo homicídio em Várzea Grande

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), deflagrou na manhã desta quinta-feira (23.10) a Operação Recuperandos, para cumprir cinco ordens judiciais relacionadas à investigação de um duplo homicídio ocorrido em uma clínica de recuperação em Várzea Grande.

Entre as ordens judiciais, estão quatro mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária, todas contra G.B.M., de 26 anos, alvo da investigação.

A ação é um desdobramento da investigação sobre o duplo homicídio que vitimou Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Reibeiro Batista, de 30 anos, ocorrido em 28 de agosto, em uma casa de recuperação no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande.

Na ocasião, as vítimas, oriundas da cidade de Cáceres, estavam no alojamento, quando três homens encapuzados pularam o muro, entraram no local, renderam as pessoas presentes. Em seguida, os suspeitos levaram os internos para debaixo de uma árvore e efetuaram vários disparos contra as vítimas, que não resistiram aos ferimentos e morreram no local.

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Segundo o delegado da DHPP responsável pelas investigações, Rogério Gomes, todo o material apreendido será analisado em conjunto com os demais elementos da investigação. “O objetivo é identificar os demais envolvidos, todas as suas circunstâncias e motivação do crime”, disse o delegado.

Após a prisão e interrogatório, o investigado será submetido a exame de corpo de delito e posteriormente será encaminhado ao sistema Penitenciário, onde ficará à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Vídeo mostra prisão de Angeliquinha sob forte escolta policial na Bolívia

Foragida de Mato Grosso foi localizada em Santa Cruz de la Sierra após mais de um ano e apresentada às autoridades bolivianas

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Um vídeo divulgado após a prisão de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, mostra o momento em que ela é conduzida sob forte escolta policial em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. As imagens registram agentes armados durante a operação e a apresentação da mulher diante de autoridades locais.

No início da gravação, policiais aparecem em frente a um imóvel durante a movimentação que antecedeu a condução da foragida. Em seguida, Angeliquinha é vista com as mãos contidas e cercada por agentes enquanto é retirada do local. Ela também aparece diante de autoridades bolivianas, acompanhada por policiais da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN). 

A prisão ocorreu na terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, após uma ação conjunta entre investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso e autoridades bolivianas. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Angeliquinha foi localizada em via pública, e não dentro da residência onde estava vivendo. 

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Durante a abordagem, segundo a Polícia Civil, ela apresentou um documento brasileiro falso com identidade diferente. A identificação facial e informações repassadas previamente às autoridades permitiram confirmar a identidade da mulher. 

Angeliquinha estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Após a captura, a Polícia Civil abriu uma nova frente de investigação para apurar a atuação dela durante o período em que permaneceu na Bolívia. 

De acordo com o delegado, Santa Cruz de la Sierra é considerada uma região estratégica para organizações criminosas brasileiras. A investigação deverá analisar dados telemáticos para verificar quais atividades Angeliquinha teria desempenhado durante o período em que esteve escondida no país.

A Polícia Civil afirma ainda que ela teria mantido contato com integrantes de uma facção criminosa e continuado exercendo influência sobre atividades do grupo mesmo enquanto estava foragida. Essas informações fazem parte da investigação conduzida pelas autoridades. 

Segundo a Polícia Civil, Angeliquinha possui condenações que, somadas, ultrapassam 260 anos de prisão e tinha seis mandados de prisão em aberto. Entre as condenações está uma pena de 99 anos e 11 meses relacionada a homicídios, ocultação de cadáver e organização criminosa. 

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Após a prisão, ela permanece submetida aos procedimentos legais das autoridades bolivianas antes de ser encaminhada ao Brasil para o cumprimento das determinações judiciais. 

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