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Polícia Civil cumpre 13 ordens judiciais contra facção criminosa no Médio-Norte de MT

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A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira (20.2) a Operação Sangria II, com foco na desarticulação de integrantes de um grupo criminoso com atuação no médio-norte de Mato Grosso.

A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado de Sinop, resultou no cumprimento de 13 ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva, quatro quebras de sigilo telefônico e quatro medidas de bloqueio de bens e valores, cumpridas nos municípios de Sinop, Itaúba e Colíder.

Entre os principais alvos está um investigado de 27 anos que possuía dois mandados de prisão em aberto e diversas passagens por crimes graves, incluindo homicídio. Conforme apurado, ele exercia papel relevante na estrutura da facção criminosa, com ligação direta a ações violentas atribuídas ao grupo.

As medidas de bloqueio de bens e valores têm como objetivo atingir o núcleo financeiro da facção, enfraquecendo sua capacidade operacional.

Os presos estão sendo encaminhados às unidades policiais e permanecem à disposição da Justiça.

Operação Sangria

A Operação Sangria II integra as ações estratégicas da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, e também compõe o planejamento permanente da Operação Pharus, inserida no programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, do Governo do Estado.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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