POLICIAL
Índice de inquéritos resolvidos em MT é mais que o dobro da média nacional
Entre janeiro e dezembro do ano passado, 1.003 inquéritos para apurar esse tipo de crime foram concluídos e encaminhados ao Poder Judiciário, dos quais 800 tiveram a autoria identificada.
“O governador Mauro Mendes determinou que a Segurança Pública atue com tolerância zero contra os crimes e os criminosos, e o Governo de Mato Grosso tem investido pesado em tecnologia, câmeras de segurança, armamentos de ponta e pessoal, aumentando o quadro das polícias”, afirmou o secretário de Segurança Pública do Estado, César Roveri.
O relatório também traz dados do primeiro quadrimestre deste ano, mostrando que 74% dos 355 inquéritos policiais instaurados para apurar homicídios dolosos – aquele em que o autor tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte de outra pessoa – foram concluídos com a identificação do autor.
Casos de grande repercussão resolvidos
Um desses crimes solucionados foi o quádruplo feminicídio em Sorriso, que vitimou uma mãe e três filhas em novembro de 2023. A Polícia Civil prendeu o autor no mesmo dia do crime. Ele trabalhava em uma obra próximo à casa das vítimas.
Outro caso destacado foi a prisão do ex-policial militar Almir Monteiro pelo assassinato da advogada Cristiane Castrillon, em agosto de 2023, em Cuiabá. Monteiro tentou apagar as evidências do crime, mantendo o corpo da vítima em seu apartamento por seis horas, mas foi preso horas depois que o corpo foi encontrado no carro dela, no Parque das Águas. A prisão ocorreu após imagens de segurança mostrarem o carro de Cristiane saindo da casa do suspeito, com ele na direção.
Entre outros casos mencionados no relatório está a detenção de três pessoas pelas mortes de três motoristas de aplicativo em abril deste ano, em Cuiabá e Várzea Grande. Nessa investigação complexa, a polícia analisou imagens de câmeras de segurança e identificou um dos autores próximo ao local onde foi encontrado o veículo de uma das vítimas.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

-
POLICIAL5 dias atrásPolícia apreende coleção de Rolex com suplente de deputado durante operação em Cuiabá
-
POLICIAL5 dias atrásOperação Mandato Espúrio mira ex-dirigentes do IMAFIR-MT por transferências suspeitas de mais de R$ 1 milhão
-
POLICIAL5 dias atrásEx-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
-
POLÍTICA MT6 dias atrásCGE esclarece regra acerca da permanência no estacionamento do órgão público de veículo com adesivo Eleitoral
-
POLÍTICA MT3 dias atrásJanaina se revolta com PL do sogro e admite: “Se soubesse, poderia ter saído independente” – veja entrevista
-
POLÍTICA MT6 dias atrásCapivara Play faz sátira com Janaina Riva “Djogando” com eleitores de Lula e Bolsonaro – veja o video
-
POLÍTICA MT3 dias atrásDilmar detona Wellington Fagundes, diz que senador “nunca fez nada por MT” e declara apoio a Pivetta
-
POLÍTICA MT2 dias atrásJustiça manda soltar empresária de Cuiabá presa em operação da PF que investiga tráfico internacional

