POLICIAL
Balanço da Operação Tiradentes da PRF em Mato Grosso
Ao longo do período da Operação Tiradentes, a Polícia Rodoviária Federal intensificou as fiscalizações nas rodovias federais do estado do Mato Grosso. Com atenção especial a prevenção e redução da gravidade dos acidentes de trânsito, porém sempre atentos em combater a criminalidade nas rodovias federais.
Embora o número de acidentes tenha sido o mesmo que em 2019, houve uma significativa redução dos índices envolvendo pessoas feridas, 83% de diminuição em relação ao mesmo período da última operação. No total foram registrados 25 acidentes, 6 pessoas ficaram feridas e 5 vítimas fatais.
O reforço no policiamento e na fiscalização resultaram em 4.096 pessoas fiscalizadas e 3.981 veículos verificados.
Apesar de todo o esforço e intensificação das ações, foram registrados vários flagrantes de desrespeito às leis de trânsito e condutas imprudentes nas rodovias federais que cortam o estado do Mato Grosso.
Durante as fiscalizações, foram feitos mais de dois mil testes de alcoolemia que resultaram em 62 casos de embriaguez ao volante. Além disso, foram constatados 124 condutores sem utilizar o cinto de segurança e 136 infrações de ultrapassagens indevidas.
Conscientização no trânsito
Responsável por grandes tragédias nas rodovias federais, as ultrapassagens indevidas provocam muitas mortes todos os anos no Brasil. Muitos dos acidentes fatais decorrem de colisões frontais que foram provocadas por ultrapassagens. Por esse motivo que a PRF chama a atenção aos riscos da manobra quando realizada de forma irresponsável.
As principais infrações de trânsito flagradas pelos policiais ainda são as que tem maior gravidade e podem resultar em acidentes com vítimas fatais. Os dados ainda demonstram que o comportamento de muitos condutores coloca em risco a segurança de todos os usuários das rodovias, sendo necessária a conscientização de cada cidadão envolvido no trânsito.
Criminalidade
Além das fiscalizações voltadas para a segurança no trânsito, a PRF atuou no combate à criminalidade, cumprindo mandados de prisão, recuperando veículos roubados/furtados, detendo pessoas pelos mais variados tipos de crimes e combatendo o tráfico de drogas. Foram apreendidos mais de 30 kg de maconha, 16 pessoas foram detidas por diversos crimes e 4 veículos foram recuperados.
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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