POLÍCIA FEDERAL

PF intensifica ações da Missão Redentor II e prende 14 pessoas em três dias no RJ

Brasília/DF. A Polícia Federal deflagrou, entre esta quarta-feira (11/3) e segunda-feira (9/3), três fases da Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular núcleos de uma organização criminosa formada por agentes públicos e operadores financeiros que atuavam para favorecer facções do tráfico de drogas e milícias no estado do Rio de Janeiro. A ação se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II.

Ao longo dos três dias, foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro e em municípios da Região Metropolitana. Entre os presos estão dois delegados – um da Polícia Federal e outro da Polícia Civil do Rio de Janeiro -, dois policiais civis e sete policiais militares. Um dos investigados encontra-se foragido no exterior, com medidas em andamento para inclusão na Difusão Vermelha da Interpol.

Durante as diligências, foram apreendidas armas e acessórios, munições, cerca de R$ 50 mil em espécie, celulares e outros dispositivos eletrônicos, um veículo e documentos diversos. As decisões judiciais também determinaram bloqueio de bens, suspensão de atividades empresariais e o afastamento imediato dos servidores públicos investigados de suas funções.

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Operação Anomalia

Cada etapa da Operação Anomalia foi direcionada à desarticulação de diferentes núcleos da organização criminosa identificada pelas investigações:

Primeira fase (9/3) – As ações tiveram como alvo um grupo responsável por negociar vantagens indevidas em troca de informações e influência para beneficiar um traficante internacional de drogas. Na ocasião, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão no Rio de Janeiro.

Segunda fase (10/3) – A investigação avançou sobre um núcleo composto por policiais civis e operadores financeiros, que utilizavam a estrutura estatal para extorquir integrantes de facções criminosas, além de praticar corrupção e lavagem de capitais. Foram cumpridos quatro mandados de prisão e três de busca e apreensão, em adição ao bloqueio de valores em contas bancárias e criptoativos vinculados aos investigados.

Terceira fase (11/3) – A última etapa teve como alvo policiais militares cooptados pelo crime organizado para facilitar a logística de traficantes e milicianos, blindar criminosos e ocultar recursos ilícitos, utilizando as prerrogativas da função para tal. Com apoio da Corregedoria da PMERJ, foram cumpridos sete mandados de prisão e sete de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Nilópolis.

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Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais, entre outros delitos. Todo o material apreendido será submetido à análise pericial, com o objetivo de aprofundar as apurações e identificar outros envolvidos no esquema.

Combate ao crime organizado

As apurações são conduzidas no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal e voltada ao enfrentamento de grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, com foco na desarticulação de suas conexões com agentes públicos, operadores financeiros e estruturas políticas.

Coordenação-Geral de Comunicação Social da PF
[email protected]

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

PF combate desvio de recursos e fraudes em licitações no ES

São Mateus/ES. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (7/5), a operação Desbaste, com o objetivo de cumprir dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Estadual, no âmbito de investigação que apura a prática de crimes contra a Administração Pública em São Mateus/ES.

Entre os alvos das medidas está um ex-secretário municipal, em razão da existência de indícios de participação em esquema de fraudes em licitações, em desvio de recursos públicos, em corrupção e em lavagem de capitais.

Durante cumprimento das ordens judiciais, foram realizadas buscas que resultaram na apreensão de mídias digitais, de documentos, de veículos e de joias, elementos que serão analisados no curso das investigações. As apreensões também visam viabilizar a recuperação de ativos, com o objetivo de promover o ressarcimento do erário.

No decorrer das diligências, um dos investigados foi preso em flagrante delito pela posse ilegal de arma de fogo de calibre permitido, sendo conduzido à Delegacia da Polícia Federal para os procedimentos de polícia judiciária.

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Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, de peculato, de corrupção, de lavagem de dinheiro e de organização criminosa.

Comunicação Social da Polícia Federal no Espírito Santo
Instagram: @pfespiritosanto

E-mail: [email protected]

 

Fonte: Polícia Federal

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