NACIONAL

UFMT abre seleção para licenciatura intercultural indígena

Publicados

em

O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) publicaram, na sexta-feira (4), edital para o processo seletivo específico dos cursos de licenciatura em educação intercultural indígena destinados à Terra Indígena Capoto-Jarina, no Território Etnoeducacional (TEE) Mẽbêngôkre, em Mato Grosso. As inscrições vão até 20 de setembro. 

A publicação do edital formaliza uma etapa da iniciativa apresentada pelo MEC e pela UFMT em junho, durante visita à Aldeia Piaraçu, na Terra Indígena Capoto-Jarina. Na ocasião, foi apresentada às comunidades a proposta de oferta de formação superior para professores indígenas no próprio território, construída em diálogo com lideranças e educadores locais. 

A oferta também atende a uma reivindicação histórica pela presença da educação superior no território. Durante as discussões para a construção do processo seletivo, Mayalú Kokometi Waurá Txucarramãe, neta do cacique Raoni Metuktire e filha do cacique Megarom, destacou a relação da iniciativa com uma solicitação feita há anos pelo líder Raoni. Em mensagem enviada à equipe da UFMT responsável pela inciativa, Mayalú disse: “parabéns, professora, por fazer parte dessa realização. Ele sempre pediu que o pessoal trouxesse uma faculdade para o território”. 

Ao todo, são 60 vagas, distribuídas igualmente entre três cursos: 20 para educação intercultural indígena – pedagogia; 20 para educação intercultural indígena – linguagem e humanidades; e 20 para educação intercultural indígena – ciências da natureza e matemática. O edital estabelece que não haverá redistribuição de vagas remanescentes entre os cursos. 

A seleção é voltada a jovens e adultos provenientes de escolas das comunidades indígenas Mẽbêngôkre/Kayapó, Tapayuna, Trumai e Yudjá que compõem a Terra Indígena Capoto-Jarina. As vagas são prioritárias para candidatos que ainda não tenham diploma de graduação e que sejam professores nas escolas das aldeias do território. 

Leia Também:  MEC debate ciclo de políticas voltadas à alfabetização

A iniciativa está vinculada ao Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Indígenas (Prolind) e à Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE), instituída pela Portaria MEC nº 539, de 24 de julho de 2025. A PNEEI-TEE estabelece diretrizes para uma educação escolar indígena multilíngue, específica, diferenciada e intercultural, considerando as organizações sociais, culturais e territoriais dos povos indígenas. 

Formação vinculada ao território – Os cursos serão presenciais e organizados pela pedagogia da alternância, entre Tempo Universidade e Tempo Comunidade. A formação terá carga horária de 3.344 horas, distribuídas em oito semestres, no mínimo, e 12, no máximo. As atividades presenciais serão realizadas no campus da UFMT, em Cuiabá, e em etapas descentralizadas nas aldeias centrais da Terra Indígena Capoto-Jarina, conforme organização e pactuação com as lideranças locais. 

A organização do calendário também considera a rotina das comunidades. Os componentes curriculares teóricos e práticos serão concentrados em períodos letivos especiais, preferencialmente nos meses de janeiro, julho e dezembro, respeitando o calendário das escolas das aldeias e sendo pactuados com a comunidade indígena local. 

A proposta retoma uma questão apresentada pelas lideranças durante a visita do MEC à Aldeia Piaraçu: a dificuldade de deixar seus territórios para acessar a educação superior. Tendo isso em vista, a licenciatura foi estruturada para contribuir com a formação de educadores que atuam nas escolas indígenas, articulando conhecimentos científicos aos processos próprios de ensino e aprendizagem das comunidades. 

Leia Também:  Mais de 56 mil perícias foram realizadas em 2025 no formato de mutirão

O estágio curricular supervisionado, de 400 horas, será realizado diretamente nas escolas indígenas de origem dos estudantes. O edital também prevê a participação das comunidades indígenas no acompanhamento pedagógico dos cursos, por meio dos campos de extensão e de mecanismos de autoavaliação institucional. 

Seleção – O processo seletivo será realizado em duas etapas. A primeira, eliminatória, prevê a análise documental e a comprovação de residência ou atuação na Terra Indígena Capoto-Jarina, pertencimento étnico, vínculo com a educação escolar indígena local e conclusão do ensino médio. 

A segunda etapa é classificatória e considera o rendimento escolar e a carta de intenção dos candidatos, incluindo aspectos relacionados ao envolvimento com a comunidade e à atuação na educação escolar indígena do território. Os procedimentos foram previamente discutidos, pactuados e validados em assembleia geral com professores e lideranças na Aldeia Piaraçu, realizada em abril de 2026. 

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas conforme as orientações previstas no edital. Entre os documentos exigidos estão identificação pessoal, certificado de conclusão do ensino médio e/ou equivalente, histórico escolar, comprovante ou declaração de residência ou atuação na Terra Indígena Capoto-Jarina, assinada por liderança da aldeia, e carta de intenção. 

O cronograma prevê a divulgação da lista de inscrições deferidas e indeferidas em 22 de setembro, resultado preliminar em 25 de setembro e divulgação do resultado final e homologação em 30 de setembro. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

Propaganda

NACIONAL

Dia D mobiliza escolas de todo o país para transformar resultados do Ideb

Publicados

em

O que os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dizem sobre a aprendizagem dos estudantes? Quais conhecimentos precisam ser retomados? Quais alunos precisam de mais apoio? E o que a escola pode fazer, a partir desses dados, para melhorar? 

Essas são algumas das perguntas que orientarão o Dia D de Apropriação dos Resultados do Ideb nas Escolas, promovido pelo Ministério da Educação (MEC). A mobilização integra o Brasil Aprende+, estratégia do MEC para apoiar as redes de ensino na análise dos resultados e na definição de ações para fortalecer a aprendizagem. 

Entre 18 de agosto e 2 de setembro, o MEC promoveu reuniões técnicas com estados, municípios prioritários e equipes das redes de ensino de todo o país para apresentar a estratégia, analisar os resultados e orientar as redes sobre as próximas etapas da mobilização. 

Agora, o trabalho chega às escolas. O Dia D será um momento de leitura coletiva dos resultados, identificação dos principais desafios e planejamento das ações. Gestores, coordenadores pedagógicos e professores poderão analisar os dados de suas unidades, identificar as aprendizagens que precisam de maior atenção e definir prioridades. 

Leia Também:  Enem 2025: mais de 249 mil inscritos de São Paulo são concluintes do ensino médio público

Cada rede de ensino poderá escolher o melhor dia dentro do período de 8 a 11 de setembro, considerando seu calendário e sua realidade local. As aulas devem ser mantidas regularmente durante a realização do Dia D. A orientação é utilizar o tempo de planejamento para organizar as reuniões de apropriação dos resultados. 

Ferramentas para o Dia D 
 
Para apoiar esse trabalho, o MEC disponibiliza a Caixa de Ferramentas do Brasil Aprende+, que será utilizada pelas equipes durante o processo de análise e planejamento:  

Com esses instrumentos e ferramentas, as equipes poderão aprofundar a leitura dos resultados, identificar quais habilidades e conhecimentos precisam ser priorizados e planejar as ações pedagógicas de acordo com as necessidades de cada escola. 

Leia Também:  Bahia, Pernambuco e Alagoas seguem no topo do ranking das operadoras de turismo

A partir da análise, cada escola poderá construir ou adaptar seu plano de ação, definindo prioridades, metas, ações, responsáveis e formas de acompanhar os resultados. Os planos de ação das escolas devem ser enviados para as respectivas redes de ensino até 10 de outubro. Já as redes terão até 30 de outubro para inserir no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec) o plano de ação da rede. 

Assim, o Dia D transforma os dados da avaliação em um momento de diagnóstico e tomada de decisão pedagógica, conectando os resultados do Ideb ao planejamento das escolas. 

E o trabalho continua depois da mobilização: redes e escolas deverão acompanhar as iniciativas desenvolvidas, analisar os avanços e ajustar o planejamento sempre que necessário. E o MEC desenvolverá novas ações de formação, a partir da análise dos planos de ação das redes, aprimorando a astsistência técnica e a assistência financeira, com foco na melhoria da aprendizagem. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA