NACIONAL
MME e EPE publicam planejamento para garantir segurança energética dos sistemas isolados
O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicaram, nesta terça-feira (30/12), o Planejamento do Atendimento aos Sistemas Isolados para o ciclo 2026 a 2030. O documento apresenta as projeções de mercado e indica o balanço entre oferta e demanda de energia elétrica para os próximos cinco anos, com foco na segurança do suprimento e no planejamento de leilões de expansão ou substituição de usinas.
O planejamento publicado reúne as principais informações dos Sistemas Isolados (SISOL) e apresenta dados detalhados por localidade, como déficits de potência e previsões de interligações, perdas, entre outros. Dessa forma, o estudo permite identificar as necessidades futuras de expansão dos parques geradores ou da substituição das usinas atuais, visando garantir a segurança do suprimento de energia elétrica em regiões não conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
De acordo com a publicação, cerca de 1,965 milhões de pessoas são atualmente atendidas em 160 Sistemas Isolados, 52 sistemas a menos em relação ao ano de 2022. A redução apresentada demonstra o avanço em resultados concretos promovidos pelo Programa Energias da Amazônia, que tem como objetivos a descarbonização, a melhoria da qualidade e segurança e a redução dos custos de geração nos sistemas isolados situados na Amazônia Legal. A expectativa é que a participação das fontes fósseis seja reduzida ainda mais nos próximos anos, provocando uma diminuição dos custos efetivos de geração no SISOL. Com isso, espera-se, ainda, a manutenção da trajetória de queda das emissões de gás carbônico (CO2) decorrentes da geração de energia elétrica nas localidades.
Avanço nas localidades atendidas pelo SIN
O Planejamento do Atendimento aos Sistemas Isolados para o ciclo 2026 a 2030 destaca que, entre 2018 e 2025, 110 localidades foram interligadas ao SIN, somando mais de 1,2 milhão de pessoas atendidas. Apenas entre 2023 e 2025, foram 36 localidades interligadas, totalizando 1 milhão de habitantes, incluindo a última capital do país a ser interligada ao SIN – Boa Vista, no estado de Roraima. Essa interligação, concluída em setembro de 2025, resultou em numa carga de energia nos Sistemas Isolados cerca de 50% menor que a verificada no ano de 2025. Até o fim de 2030 estão previstas mais 16 interligações de sistemas isolados ao SIN.
Dentre outros resultados do programa Energias da Amazônia, destacados no planejamento, está o Leilão SISOL 2025, realizado em setembro. O certame contratou projetos híbridos, combinando geração a diesel, solar e sistemas de armazenamento, para seis localidades, sendo cinco no Amazonas e uma no Pará. O leilão inovou ao exigir participação mínima de 22% de fontes renováveis nas soluções contratadas, contribuindo para a redução de custos e emissões. Como resultado inovador também foi ressaltada a contratação em leilão do maior sistema de BESS (Battery Energy Storage System) do país, com 30 megawatt (MW), associado à planta solar fotovoltaica em Jacareacanga, no estado do Pará.
O planejamento também destaca a aprovação de projetos pelo Comitê Gestor do Programa de Redução Estrutural de Custos de Geração de Energia na Amazônia Legal e de navegabilidade do rio Madeira e do rio Tocantins (CGPAL) para atendimento a 14 localidades isoladas. Essas ações incluem a hibridização de usinas a diesel com fontes solares e baterias, além da modernização da iluminação pública.
PASI amplia transparência do setor
A publicação enfatizou, ainda, a importância do Portal de Acompanhamento e Informações dos Sistemas Isolados (PASI), que apresenta, de forma interativa, os dados do planejamento do SISOL, permitindo análises dinâmicas e a consulta de informações projetadas até 2035. A ferramenta amplia a transparência e facilita o acesso da sociedade, de agentes do setor e de formuladores de políticas públicas a dados sobre carga, demanda, perdas, custos de geração e emissões de CO₂.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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NACIONAL
Adesão à Ficha Digital de Hóspedes cresce 20% no feriadão e já supera 4 mil meios de hospedagem
A adesão de meios de hospedagem à nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes em formato 100% digital avançou 20% desde a última sexta-feira (17), elevando para 4.077 o número de meios de hospedagem de todo o país que já proporcionam um check-in mais ágil aos seus clientes.
A plataforma, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite que o processo de identificação em hotéis, pousadas, resorts e outros estabelecimentos do ramo seja antecipado via sistema Gov.br e concluído rapidamente, por meio da leitura de QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.
A utilização integral do sistema, inspirado na praticidade dos check-ins aeroportuários e que vinha sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025, passou ser obrigatória desde segunda-feira (20).
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, enfatiza que a modernização na hotelaria brasileira vai além da simples digitalização de documentos, impactando diretamente na percepção de qualidade do destino Brasil.
“Nosso objetivo central é o bem-estar do viajante. Com a Ficha Digital de Hóspedes, estamos acabando com as filas e oferecendo um acolhimento muito mais digno e seguro nos meios de hospedagem de todo o país. Com a adesão total ao sistema – que estamos incentivando desde o fim do ano passado –, a própria hotelaria ganha uma gestão mais inteligente e reduz custos operacionais”, ressalta o ministro.
O Ministério do Turismo segue orientando o setor quanto à transição para o novo sistema, por meio de várias ações educativas. O órgão disponibiliza um vídeo com as etapas do processo (acesse aqui) e uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. (Acesse aqui).
Balanço nos Estados
O Ministério lembra que o processo de transição para a nova FNRH Digital exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.
Os estados de São Paulo (782), Minas Gerais (373), Rio de Janeiro (401), Santa Catarina (351) e Rio Grande do Sul (296) seguem no topo das Unidades da Federação com mais estabelecimentos já adequados.
Na região Nordeste, destaque para Bahia (262) e Ceará (230). Já no Norte, o Pará mantém a liderança, com 75 empreendimentos que concluíram a migração, seguido do Amazonas (60). No Centro-Oeste, o Mato Grosso continua à frente, com 114 meios de hospedagem já adaptados, bem como Goiás (119).
Monitoramento
O Ministério do Turismo vem acompanhando a adoção do modelo pelo setor em todo o país, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro de 2026 para a última segunda-feira.
Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito a ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa.
A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.
A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.
Combate a fake news
A implantação da ficha digital nada mais é que: passar para um sistema único e oficial o que já era informado pelos meios de hospedagem por diversas formas e maneiras (fichas de papel, e-mail, planilhas etc.).
Desde segunda-feira (20), as empresas estão sendo obrigadas a enviar os dados por meio de uma plataforma, o que torna os processos de check-in mais ágeis e seguros.
A concentração das informações na FNRH Digital é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e totalmente controlado.
A nova FNRH representará economia de tempo e de custos operacionais a meios de hospedagem de todo o país, além de proporcionar dados estratégicos em tempo real que aprimorarão a gestão dos próprios negócios do setor e o planejamento de políticas públicas e investimentos que melhor atendam às necessidades do segmento hoteleiro e dos visitantes.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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