NACIONAL
Ministro Silvio Costa Filho fala da importância da aviação civil para o desenvolvimento do País
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou, nesta terça-feira (5), em evento no Tribunal de Contas da União (TCU), a importância da aviação civil para o turismo e o desenvolvimento do País. Costa Filho participou da abertura do seminário “Aviação Civil: Conquistas e Desafios”, em que discutiu as realizações implementadas no transporte aéreo, a conectividade e a concorrência no mercado e os custos setoriais e sustentabilidade financeira no setor aeroviário.
“Temos uma ampla agenda para fortalecer o turismo no país. Não podemos falar em fortalecimento da aviação se nós não falarmos da importância da aviação no turismo brasileiro, já que a cada quatro turistas que chegam à cidade, ao município, é uma oportunidade de trabalho que é gerada para a população”, afirmou o ministro.
Ele lembrou que as concessões ao setor privado no setor de aviação começaram no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, e que hoje, praticamente em todas as capitais, os aeroportos são concedidos à iniciativa privada. “O Brasil hoje é um grande player internacional na agenda das concessões, que gera emprego e movimenta a economia do país. É por isso que, através do Tribunal de Contas, nós criamos o programa AmpliAR”, afirmou o ministro, referindo-se ao Programa de Investimentos Privados em Aeroportos Regionais.
Na primeira etapa do programa, serão ofertados 19 aeroportos localizados em 11 estados das regiões da Amazônia Legal e do Nordeste. Os investimentos iniciais nesses terminais somam R$ 1,35 bilhão. O objetivo é promover a inclusão de localidades distantes e ampliar a acessibilidade da população ao transporte aéreo.
“É por isso que a agenda das concessões foram fundamentais e agora a gente precisa avançar muito na agenda do desenvolvimento da aviação regional. Porque, hoje, nós temos o crescimento do agronegócio, o crescimento do turismo, a necessidade da requalificação dos aeroportos regionais”, reforçou o ministro, lembrando ainda do papel estratégico dos aeroportos para a inclusão social.
Silvio Costa Filho citou ainda o programa Investe + Aeroportos, para estimular o desenvolvimento dos terminais aeroportuários do Brasil e gerar receitas comerciais aos aeroportos concedidos. “Isso significa, nesses próximos cinco anos, mais de R$ 10 bilhões de investimentos nos aeroportos do Brasil, em escolas, lojas, estacionamentos, hotéis, terminais de cargas, por exemplo”, explicou o ministro. “Agora é a hora de potencializar o que a gente tem. Então esses aeroportos, eles vão ser hubs de desenvolvimentos nas cidades do Brasil, gerando oportunidades para o povo brasileiro”, acrescentou.
O ministro ponderou também sobre os desafios que a aviação civil enfrenta, não só no Brasil, especialmente após a pandemia. Segundo, as empresas enfrentam três problemas cruciais: a falta de crédito para financiar as companhias, a judicialização e o preço do querosene de aviação.
“Primeiro, nunca houve crédito para as companhias aéreas no Brasil. Então, nós estruturamos o FNAC, que vai ofertar R$ 4 bilhões por ano às companhias aéreas, com capital de giro para que as aéreas possam comprar novas aeronaves no Brasil” afirmou. “O segundo ponto: desde o primeiro momento a gente tem discutido a necessidade do QAV, que é o combustível da aviação brasileira, e, em dois anos e meio, houve uma redução do QAV em mais de 20%. E o terceiro ponto, que é uma preocupação, é a judicialização”, acrescentou.
Costa Filho encerrou seu discurso, abordando a necessidade de se discutir, também com o TCU a ampliação das operações de baixo custo (low cost) e a cabotagem aérea no Brasil. “Esse debate precisa ser mais bem discutido com as aéreas e com o setor, e nós deixarmos nesses próximos anos um legado geracional. Eu acho que esse é um grande desafio do Tribunal de Contas e do Ministério, sabermos onde nós estávamos, onde nós estamos hoje e aonde nós precisamos chegar.”
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Parque Nacional de Ubajara: santuário de grutas, biodiversidade e paisagens deslumbrantes no Ceará
Localizado na região noroeste do Ceará, o Parque Nacional de Ubajara é mais um dos vários destinos que o Brasil oferece para quem busca ecoturismo e contemplação da natureza. Abrangendo áreas dos municípios de Ubajara, Tianguá e Frecheirinha, a unidade protege um total de 6.299 hectares de uma rica zona de transição entre a Caatinga e a Mata Atlântica.
Criado em 1959, o parque destaca-se pela sua relevância ambiental e por abrigar um dos maiores patrimônios espeleológicos do país, com cavernas, grutas, fendas e outras formações subterrâneas. Situada na Serra da Ibiapaba, a unidade tem como um dos seus grandes atrativos o passeio de teleférico no tradicional bondinho, que oferece uma vista panorâmica da vegetação e dos paredões rochosos.
Para os amantes de caminhadas e de aventura ao ar livre, o parque oferece opções para diversos perfis de visitantes. O público conta com percursos como a Trilha da Samambaia, o Circuito das Cachoeiras, o Mirante do Pendurado e a Trilha Ubajara-Araticum, além da grande travessia do Parque Nacional de Ubajara. A unidade também contempla praticantes de cicloturismo, por meio da Trilha Cara Suja – Bike.
Caminhos pela região
O Parque Nacional de Ubajara também se integra à Trilha Caminhos da Ibiapaba. O itinerário conecta o norte do Piauí à região da Ibiapaba, no Ceará, tendo mais de 300 quilômetros. A rota engloba unidades de conservação, ecossistemas da Caatinga e da Mata Atlântica, bem como sítios históricos e arqueológicos, promovendo a conservação ambiental e o desenvolvimento do turismo sustentável na região.
Toda esta imponência geológica é cercada por uma expressiva riqueza natural. Por isso, o parque é palco de diversos programas de pesquisa, monitoramento e conservação da biodiversidade do bioma Caatinga, servindo de refúgio para a vida silvestre e de espaço para atividades contínuas de educação ambiental e integração comunitária.
Como chegar
A principal porta de entrada para o Parque Nacional de Ubajara é a sede administrativa na cidade de Ubajara, com acesso pela rodovia estadual CE-187 (Rodovia da Confiança). Partindo da capital do estado, Fortaleza, o trajeto rodoviário segue em direção à região da Serra da Ibiapaba.
Por se tratar de uma unidade de conservação sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a visita aos seus atrativos segue protocolos operacionais que garantem a segurança dos turistas e a preservação do patrimônio natural.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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