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Ministro Wolney Queiroz defende inclusão e inovação no encerramento do Fórum Regional de Seguridade Social das Américas

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacou – ao participar do Simpósio de Alto Nível sobre Políticas para as Américas nesta sexta-feira (27) – que o desafio mais urgente para o país é a ampliação da cobertura previdenciária em um cenário de mudanças aceleradas no mundo do trabalho. O debate ocorreu no contexto do Fórum Regional de Seguridade Social para as Américas 2026, sediado em São Paulo.

Queiroz enfatizou que o avanço das plataformas digitais e a persistência da informalidade exigem que os modelos tradicionais de proteção sejam repensados para incluir trabalhadores em ocupações atípicas. “O futuro da seguridade social será, sem dúvida, mais digital. Mas ele também precisará ser mais humano, mais inclusivo e mais responsivo às necessidades da população”, afirmou o ministro Wolney Queiroz durante o Fórum Regional de Seguridade Social para as Américas 2026.

Brasil como referência em inclusão

O ministro apresentou dados que colocam o Brasil em posição de destaque na região, com uma cobertura previdenciária próxima de 70% da população ocupada e mais de 76 milhões de contribuintes. Ele atribuiu esses resultados a instrumentos de sucesso, como o Microempreendedor Individual (MEI) e o segurado facultativo de baixa renda.

A transformação digital também foi apontada como um marco, permitindo que a maioria dos serviços seja acessada de forma remota e automatizada. “A tecnologia permite chegar a populações que antes estavam excluídas. Permite reduzir custos administrativos e aumentar a eficiência”, ressaltou o ministro.

O simpósio reuniu autoridades de diversos países, como os ministros da Guatemala e da Jamaica, além de representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O foco central foi o envelhecimento demográfico e a necessidade de proteger trabalhadores em ocupações atípicas e plataformas digitais.

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Debates matinais e cooperação internacional

A programação da manhã também trouxe discussões cruciais sobre a proteção de trabalhadores imigrantes, sazonais e de plataformas, além de analisar os desafios do envelhecimento da população ativa. Especialistas debateram como a participação de pessoas com mais de 55 anos no mercado de trabalho — que chega a 25% em algumas partes das Américas — exige novas estratégias de empregabilidade e adaptação dos postos de trabalho.

Envelhecimento e proteção social

A sessão plenária “Envelhecimento da população e emprego: desafios e oportunidades” também marcou o terceiro dia de debates no Espaço Paulista. Mediado pelo secretário de Regime Geral da Previdência Social, Benedito Brunca, o painel discutiu como o aumento da expectativa de vida impacta a participação das pessoas idosas no mercado de trabalho.

Brunca apresentou dados detalhados sobre a rede de proteção brasileira, destacando que o sistema beneficia atualmente 28 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Desse total, 25 milhões recebem benefícios previdenciários e 3 milhões contam com benefícios assistenciais, garantindo uma cobertura abrangente tanto nas áreas urbanas quanto rurais. No Brasil, 82% da população idosa (60+) está protegida. Na área rural, a cobertura dessa população chega a 90,3%. O secretário enfatizou ainda que a regra da aposentadoria brasileira permite que as pessoas continuem trabalhando, o que favorece a inclusão produtiva.

O impacto social dessas políticas foi um dos pontos altos do debate. Em 2023, os repasses feitos com benefícios previdenciários e assistenciais (BPC/LOAS) retiraram da pobreza 30,2 milhões de indivíduos. As transferências reduziram significativamente a proporção de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza – aquelas com renda familiar per capita inferior a meio salário-mínimo.

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Serviços ao público e encerramento

O último dia do Fórum também abordou a evolução dos serviços presenciais e a importância da multicanalidade. Os debates reforçaram que, embora o futuro seja digital, o atendimento humano permanece indispensável para garantir a inclusão de grupos vulneráveis e com dificuldades de acesso tecnológico.

O evento terminou com uma cerimônia oficial, consolidando o Fórum como um espaço essencial para a cooperação internacional rumo à Proteção Social Universal e ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2030.

Programação

Confira a programação completa do último dia (27/3) de evento.

MANHÃ

  • 9h às 10h30 – Estratégias para proteger todas as categorias de trabalhadores – Espaço Paulista
  • 10h30 às 11hINTERVALO PARA CAFÉ E NETWORKING – Átrio
  • 11h às 12h – Envelhecimento da população e emprego: desafios e oportunidades – Espaço Paulista
  • 12h às 13h – Serviços presenciais ao público: evolução em um contexto multicanal – Espaço Paulista
  • 13h às 14h30ALMOÇO – Espaços Luis Coelho e Augusta (4º andar)

TARDE

  • 14h30 às 16h – Simpósio de Políticas de Alto Nível para as Américas com a participação do Ministro da Previdência Social – Espaço Paulista
  • 16h às 17h – Cerimônia de Encerramento

Fonte: Ministério da Previdência Social

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MEC Idiomas: aprenda inglês e espanhol gratuitamente

O Ministério da Educação (MEC) lançou o MEC Idiomas, plataforma gratuita que disponibiliza oferta de cursos de inglês e espanhol com lições interativas, acompanhamento de progresso e certificados. A ferramenta já reúne 212.302 usuários ativos em todo o país.  

Dois formatos – portal e aplicativo – o MEC Idiomas é uma plataforma de aprendizagem bilíngue autoinstrucional do nível básico ao avançado que tem como objetivo ser o primeiro ponto de contato digital entre o estudante de línguas iniciante e o idioma de sua escolha, acompanhando seu aprendizado até níveis mais avançados.  

Inicialmente, os idiomas oferecidos são Inglês e Espanhol. As aulas estão organizadas em 6 níveis (A1 a C2); 4 a 6 módulos por nível, cada um deles com 10 a 15 aulas. Desde o lançamento, estão disponíveis cerca de 800 aulas.  

O MEC Idiomas oferece diversas ferramentas para os estudantes: teste de proficiência; trilha de aprendizagem (aula e reforço); teste ao fim dos módulos; fale e pratique; agente de Inteligência Artificial para dar apoio e tirar dúvidas e praticar conversação; e comunidades de aprendizado.   

Passo a passo para usar a plataforma:  

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• Basta acessá-lo via portal ou via aplicativo MEC Idiomas e fazer login com o Gov.br;   

• Escolher o idioma que quer aprender – inglês ou espanhol;   

• Fazer o teste de proficiência disponível que avalia o grau de conhecimento do estudante;  • Fazer os exercícios de fixação e de ‘gamificação’, ao final de cada aula, que incentivam a concluir aulas e módulos e passar de nível.   

Idiomas Sem Fronteiras (IsF) – o aplicativo está inserido no ecossistema do Idiomas Sem Fronteiras (IsF), compondo uma política de ensino bilíngue já consolidada. A parceria permite a oferta de cursos de especialização para a rede pública de ensino. A oferta dos cursos do IsF, que duram de 48 horas a três meses, acontece duas vezes ao ano. O intuito é melhorar os índices de proficiência e produções científicas. Serão disponibilizados R$ 1,68 milhão por ano para a iniciativa, que impactará 16 mil alunos por semestre. 

As ações da Rede IsF tem como objetivo central desenvolver uma política linguística nacional para o ensino superior, fortalecendo a formação de professores de línguas estrangeiras e promovendo a capacitação linguística de estudantes, docentes e técnicos administrativos das Instituições de Ensino Superior (IES). Também contempla a formação de estrangeiros em língua portuguesa e o apoio à capacitação de professores da Educação Básica. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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