NACIONAL
MEC lança programa de inclusão e acessibilidade na Rede Federal
O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta quarta-feira, 10 de maio, o Programa ProDiversidade. A iniciativa tem como objetivo fortalecer práticas inclusivas, garantir acessibilidade, promover autonomia e enfrentar o capacitismo nas instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
O seminário de lançamento do programa reuniu especialistas, gestores e coordenadores dos Núcleos de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napnes) das instituições de ensino, em Brasília, com transmissão pelo canal do MEC no YouTube.
Os cursos podem ser acessados na Plataforma Digital de Formação Continuada (PlaforEDU), por meio de acesso via portal Gov.br. O ProDiversidade foi estruturado em 10 dimensões temáticas e 18 trilhas formativas, disponibilizando inicialmente 51 cursos para qualificar docentes e técnicos. O programa está relacionado ao Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Novo Viver Sem Limite.
O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, destacou o alcance estratégico da ação: “o ProDiversidade tem potencial de ampliar a atuação da Rede Federal. Como o nosso foco é garantir não apenas o acesso, mas a permanência e a autonomia dos estudantes com necessidades específicas, nossas expertises têm que transcender as instituições e chegar às redes estaduais. Estamos na vanguarda no que diz respeito às ações de equidade e diversidade, que podem servir de exemplo para a sociedade”.
Apoio – Para o diretor de Desenvolvimento da Rede Federal, Charles Okama de Souza, a iniciativa é uma resposta à necessidade de suporte das equipes que atuam na ponta. “O primeiro ponto é dar apoio aos servidores, tendo em vista a complexidade do tema, principalmente àqueles que estão na gestão de muitas ações institucionais, como os professores em sala de aula e os técnicos específicos dos Napnes”, explicou o diretor, ressaltando que a ação capacitará profissionais para compreenderem de legislação ao uso de tecnologias assistivas.
A importância central da qualificação dos servidores foi enfatizada por Betânia Ramos, presidente da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), instituição que é parceira na oferta de cursos do programa. Ela destacou que leis e vontade política são fundamentais, mas insuficientes sem o preparo técnico das equipes. “Para que a gente consiga implementar o que a lei manda, a gente tem que ter pessoas capacitadas. Porque quem faz as coisas acontecerem são as pessoas”, pontuou Betânia. Segundo ela, “um programa de formação continuada para a inclusão, para a diversidade e a acessibilidade é um marco dentro da educação técnica”.
Especialistas – O seminário contou ainda com a participação do reitor do IF Fluminense, Victor Saraiva, representando o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif); com a pró-reitora de Extensão do Instituto Federal do Ceará, instituição parceira do programa, Ana Uchoa; além de especialistas em educação inclusiva e tecnologias assistivas da Rede Federal: Dalmir Pacheco de Souza (Ifam), Andréa Poletto Sonza (IFRS), Rutiléia Maria Portes (IFTM), John Kenede Batista Lima (Ifac), Franclin Costa do Nascimento (IFB), Valter Lenine Fernandes (IFSul) e Leandro Guedes (IFMS).
Seminário de lançamento do Programa ProDiversidade | Manhã
Seminário de lançamento do Programa ProDiversidade | Tarde
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
CNE orienta redes de ensino sobre organização do calendário escolar durante a Copa do Mundo Feminina de 2027
A Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou, por unanimidade, o Parecer CNE/CEB nº 7/2026, que dispõe sobre a aplicação do artigo 67 da Lei nº 15.421/2026 e a organização dos calendários escolares das redes pública e privada para o ano letivo de 2027. O documento orienta os sistemas de ensino sobre a organização dos calendários escolares em razão da realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil, programada para ocorrer entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027.
A manifestação atende a consultas encaminhadas ao colegiado por entidades representativas do setor educacional e de gestores municipais e estaduais, como Foncede, Undime, Anec e FNP.
Impacto local – Nos municípios que receberão partidas da Copa e nas regiões metropolitanas ou áreas diretamente impactadas pela realização do Mundial, os sistemas de ensino deverão promover os ajustes necessários nos calendários escolares, considerando as particularidades locais e o calendário oficial da competição.
A orientação também prevê autonomia para estados e municípios que não serão diretamente impactados pelos jogos. Nesses locais, os sistemas de ensino poderão decidir pela adoção, total ou parcial, das medidas previstas na legislação, de acordo com suas realidades e necessidades educacionais.
A orientação permite, portanto, que a organização do calendário escolar considere o impacto efetivo da competição em cada território. Nas oito cidades-sede e áreas diretamente envolvidas com os jogos, os sistemas de ensino deverão considerar a programação da Copa no planejamento das atividades escolares. Nas demais localidades, caberá às redes avaliarem as medidas mais adequadas à sua realidade.
As cidades-sede são Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Compatibilização com a LDB – O posicionamento do CNE fundamenta-se no artigo 23, § 2º, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/1996), que faculta aos sistemas de ensino a adaptação do calendário às peculiaridades locais. O colegiado reforça que os ajustes temporários para 2027 devem abranger os cursos de qualificação e de educação profissional técnica de nível médio, assegurando rigorosamente o cumprimento do número mínimo anual de dias letivos e da carga horária estabelecida na legislação educacional.
Trâmite e vigência – A súmula do Parecer CNE/CEB nº 7/2026 foi publicada no Diário Oficial da União. Para que o parecer passe a produzir efeitos formais em âmbito nacional, o ato aguarda a homologação por parte do Ministério da Educação (MEC).
Precedente da Copa de 2014 – A orientação para 2027 segue um procedimento já adotado pelo CNE na preparação para a Copa do Mundo de 2014, também realizada no Brasil.
Em 5 de dezembro de 2012, o CNE aprovou o Parecer CNE/CEB nº 21/2012, que tratou dos ajustes dos calendários escolares durante o período da Copa do Mundo FIFA 2014.
Naquele ano, as redes de ensino também adotaram diferentes formas de organização. Algumas ampliaram o período de férias para abranger a competição, enquanto outras optaram pela suspensão das aulas nos horários ou dias de jogos.
Assessoria de Comunicação Social dos Ministérios da Educação e do Esporte, com informações do CNE
Fonte: Ministério da Educação
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