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MEC inaugura nova escola padrão FNDE na Bahia

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O município de Itaguaçu da Bahia (BA) ganhou um novo espaço dedicado à educação com a inauguração da Escola Municipal Dr. José Jorge Peregrino de Carvalho. Construída com recursos do Novo Plano de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a nova unidade de ensino foi inaugurada pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no dia 9 de junho. A escola segue o projeto padrão FNDE, com foco em acessibilidade, conforto e eficiência na infraestrutura escolar. 

Com investimento de R$ 3,9 milhões, a escola conta com 12 salas de aula modernas e tem capacidade para atender até 780 estudantes nos turnos matutino e vespertino, ou 390 alunos em tempo integral. O modelo adotado é o “Espaço Educativo Urbano 12 Salas”, que oferece ambientes funcionais e sustentáveis para o ensino e a aprendizagem. 

A unidade dispõe de biblioteca, laboratório, auditório, sala do grêmio, sala dos professores, diretoria, coordenação, pátio coberto, quadra poliesportiva e um refeitório acolhedor estrutura que reflete o compromisso com uma educação pública de qualidade e com o desenvolvimento da cidade. 

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Além de seguir os critérios técnicos do FNDE, o projeto foi concebido levando em conta a orientação solar, tem ventilação cruzada e aproveitamento dos ventos predominantes, garantindo conforto térmico e economia de energia elétrica, especialmente importante em regiões de clima quente como o semiárido baiano. 

A cerimônia de inauguração contou com a presença da presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, do prefeito de Itaguaçu, Adão Alves de Carvalho Filho, autoridades locais, representantes da comunidade escolar e moradores da cidade, que celebraram juntos um marco histórico para a educação no município. A nova escola representa mais que um prédio: é símbolo de esperança e do compromisso coletivo com o futuro de Itaguaçu da Bahia. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE 

Fonte: Ministério da Educação

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Equidade racial cresce e fortalece inclusão nas escolas

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Os dados do Diagnóstico de Equidade Racial de 2026, elaborado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação (MEC), mostram avanços na superação das desigualdades étnico-raciais e no enfrentamento ao racismo nos ambientes de ensino. 

O documento aponta que o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial passou de 48,1%, em 2024, para 69,2%, em 2026.  

O aumento de 21,1 pontos percentuais nas ações de formação sobre Educação para as Relações Étnico-raciais (Erer) demonstra o avanço de iniciativas voltadas à promoção da equidade racial e à redução das desigualdades, além de contribuir para a valorização da diversidade no ambiente escolar. 

Na prática, o Diagnóstico Equidade mapeia a implementação da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) nas redes de ensino. A Pneerq regulamenta a Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas brasileiras. A legislação foi posteriormente ampliada pela Lei nº 11.645/2008, que incluiu a temática indígena. 

O ensino das culturas afro-brasileira, africana e indígena conecta o aprendizado escolar às vivências, histórias e identidades culturais dos estudantes, tornando o processo de ensino mais significativo e inclusivo. 

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A presença de referências culturais diversas em sala de aula pode ampliar as possibilidades de identificação dos estudantes com o conhecimento e contribuir para uma educação que reconheça diferentes trajetórias e experiências. Há também a disponibilização de materiais como o Protocolo de Identificação e Resposta ao Racismo para apoiar a implementação de ações de enfrentamento ao racismo nas instituições de ensino.  

Nesse contexto, a Pneerq tem o objetivo de implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola. 

A implementação da Pneerq nas redes de ensino contribui para que as redes públicas contem com o Valor Aluno Ano por Resultado (VAAR), que é uma das modalidades de complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)

O VAAR destina recursos adicionais às redes públicas de ensino que cumprem cinco condicionalidades relacionadas à gestão e apresentam evolução em indicadores de atendimento e aprendizagem, com redução das desigualdades educacionais.

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Enfrentar barreiras – As políticas de equidade buscam enfrentar barreiras que afetam a aprendizagem e que ainda estão presentes nas redes públicas de ensino. A amazonense Lorena Castro, mulher negra e formada em Economia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), afirma que enfrentou situações de racismo durante a educação básica. Aos 30 anos, ela carrega uma experiência que ainda marca sua trajetória: durante a vida escolar, enfrentou o isolamento por ser negra. 

“Nas periferias, o ensino é feito pensando que as pessoas devem aprender apenas o básico para sobreviver, e não que elas podem ter um futuro a partir do estudo”, disse. 

O afastamento dos colegas não aconteceu por uma escolha dela, mas em um ambiente em que a cor da pele se tornou motivo de exclusão. Para Lorena, o avanço das políticas de equidade no ensino básico é fundamental para que mais pessoas negras tenham oportunidades de ocupar espaços de maior prestígio e renda na sociedade. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi   

Fonte: Ministério da Educação

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