NACIONAL

MEC abre inscrições para curso de mentoria a diretores escolares

Publicados

em

O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), abriu inscrições para o Curso de Aperfeiçoamento em Mentoria de Diretores Escolares. A iniciativa integra o Programa de Formação Continuada para Diretores Escolares e Técnicos das Secretarias de Educação (Proditec). O prazo de adesão vai até o dia 8 de junho.  

Para participar do curso, as secretarias estaduais e municipais de educação devem acessar o Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). No Módulo PAR 4, estará a opção de adesão ao Proditec, na qual deverão ser indicados os nomes dos respectivos diretores escolares e técnicos das secretarias de educação escolhidos para a formação. O ministério recomenda que essa adesão seja realizada com antecedência.  

O objetivo é fortalecer a atuação de diretores escolares e técnicos das secretarias de educação, promovendo o desenvolvimento da liderança pedagógica, administrativa e colaborativa. O foco será no enfrentamento das questões ligadas à gestão escolar, com base em experiências compartilhadas, diálogo entre pares e valorização da escuta ativa. Assim, busca-se consolidar a a cultura da mentoria como instrumento formativo e estratégico no âmbito das redes públicas de ensino.   

Leia Também:  Aeroporto de Maringá (PR) vai receber R$ 129 milhões de investimentos para obras de modernização

A formação terá carga horária de 210 horas, distribuídas ao longo de 20 semanas, com aulas síncronas semanais, conduzidas por professores especialistas de universidades públicas; e atividades assíncronas, com materiais didáticos, fóruns de discussão e tarefas práticas realizadas em ambiente virtual de aprendizagem.   

No conteúdo programático, estarão temas fundamentais para a gestão escolar contemporânea, como: princípios e práticas de mentoria; cultura colaborativa e escuta ativa; liderança e comunicação institucional; gestão democrática e projeto político-pedagógico; planejamento e uso de recursos financeiros; avaliação educacional; e relações interpessoais e enfrentamento da violência nas escolas.  

 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

Propaganda

NACIONAL

André Mendonça abre sigilo e PF expõe mensagens entre Vorcaro e Moraes sobre operação; banqueiro perguntou se deveria deixar o Brasil – veja documentos da PF 

Decisão do ministro do STF tornou públicos elementos da investigação sobre a relação entre os dois; material reúne mensagens sobre medidas contra o Banco Master, referências a Paulo Gonet e Andrei Rodrigues e contrato milionário com escritório ligado à família de Moraes

Publicados

em

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de retirar o sigilo de elementos da investigação envolvendo o Banco Master trouxe a público novos detalhes sobre a relação e as comunicações atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes.

O material revelado joga luz sobre mensagens nas quais o empresário demonstra preocupação com o avanço das investigações e das medidas judiciais contra o banco, além de trazer referências ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, ligado à família do ministro.

Com a abertura do sigilo determinada por André Mendonça, documentos e registros que estavam restritos à investigação passaram a alimentar o debate público sobre a extensão dos contatos mantidos por Vorcaro e Moraes e, principalmente, sobre aquilo que o banqueiro sabia a respeito das medidas que estavam sendo preparadas contra ele.

É importante destacar que o conteúdo integra material investigativo e que as interpretações apresentadas pela Polícia Federal não equivalem, por si só, a uma conclusão judicial de que houve prática criminosa por parte das pessoas mencionadas.

“Acha que segunda já tenho que estar fora?”

Um dos episódios que mais chama atenção teria ocorrido em 15 de novembro de 2025, dois dias antes da primeira prisão de Vorcaro.

Segundo o material divulgado, o banqueiro teria enviado uma mensagem ao ministro na qual demonstrava preocupação com o avanço das medidas.

“Acha que segunda já tenho que estar fora?”, teria perguntado Vorcaro.

O conteúdo apresentado também registra questionamentos sobre um juiz chamado Ricardo e sobre Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central.

Segundo investigadores, o conteúdo das conversas sugere que Vorcaro buscava informações sobre o andamento inicial da Operação Compliance Zero, incluindo medidas que poderiam atingir o banqueiro e a instituição financeira.

Vorcaro teria pedido tentativa de adiamento

Outro trecho atribuído ao banqueiro menciona diretamente Andrei Rodrigues.

Na véspera de sua primeira prisão, Vorcaro teria perguntado se o diretor-geral da PF teria condições de postergar o cumprimento das medidas cautelares.

“Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível”, escreveu o banqueiro, segundo o material divulgado.

Leia Também:  Luz para Todos leva energia elétrica à Aldeia Indígena Tibá e reforça inclusão energética na Bahia

Em outra mensagem, Vorcaro teria demonstrado preocupação com a gravidade das providências que poderiam ser adotadas e perguntado se existiria alguma possibilidade de bloqueá-las.

A sequência das mensagens passou a ser um dos pontos sensíveis da investigação porque pode ajudar a esclarecer qual era o nível de conhecimento prévio de Vorcaro sobre as medidas que estavam em preparação.

PF aponta referências a Paulo Gonet

O material tornado público também contém referências ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Segundo a investigação, Vorcaro não teria o contato direto de Gonet, mas aparecem registros de aproximação por intermédio de terceiros.

Em 15 de março de 2025, o advogado Ciro Soares teria encaminhado ao banqueiro uma fotografia ao lado do procurador-geral. Logo depois, escreveu: “Liga aqui” e “Ele quer falar com vc”.

Na sequência, aparecem registros de chamadas de voz entre o telefone do advogado e o banqueiro.

O material também menciona a organização de um fórum jurídico em Londres, com despesas custeadas pelo Banco Master.

Segundo a PF, uma referência a “Pedro e Ciro” em uma lista de convidados corresponderia a Pedro Gonet e Ciro Soares.

Ciro Soares negou qualquer ilegalidade, argumentando que não existe irregularidade em convidar empresários, advogados, administradores e palestrantes para seminários e ressaltando que o evento acabou não sendo realizado.

Mensagens de visualização única

Outro ponto destacado pelos investigadores é a maneira como algumas mensagens entre Vorcaro e Moraes teriam sido enviadas.

Segundo a PF, Vorcaro escrevia textos no bloco de notas do celular, fazia uma captura da tela e encaminhava a imagem pelo WhatsApp utilizando o recurso de visualização única.

A investigação sustenta que Moraes responderia de maneira semelhante. As conversas completas, portanto, não teriam sido recuperadas, mas determinadas anotações permaneceram disponíveis para análise.

Em uma delas, atribuída a Vorcaro, o banqueiro teria dito ser “importante reforçar” com Andrei Rodrigues e Paulo Gonet uma orientação para que integrantes subordinados das instituições não fizessem, nas palavras reproduzidas no material, “uma sacanagem” com o Banco Master.

Leia Também:  Seminário discute recursos para educação no Brasil e no mundo

Contrato previa R$ 108 milhões

A investigação também alcança o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes.

A minuta previa 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões, chegando a um valor potencial de R$ 108 milhões ao longo de três anos.

Outro elemento que chamou atenção está nos metadados de uma versão do documento, que indicariam que a última modificação teria sido feita por um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.

O escritório Barci de Moraes apresentou uma explicação para o episódio.

Segundo a manifestação divulgada, o setor de compliance teria solicitado informações a Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia-diretora do escritório, para verificar eventuais impedimentos legais relacionados à contratação do Banco Master.

O escritório sustenta ainda que não existia previsão de atuação no STF e que Moraes jamais havia julgado causa envolvendo o banco. Diante da inexistência de impedimento, segundo essa versão, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios foram prestados.

Abertura do sigilo coloca relação sob escrutínio

A decisão de André Mendonça de abrir o sigilo acrescenta uma nova dimensão ao caso, porque permite que mensagens, documentos e conclusões preliminares da investigação sejam submetidos ao escrutínio público.

O ponto central agora é esclarecer até onde chegou a relação entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, qual era a natureza efetiva das comunicações e de que maneira o banqueiro teria tomado conhecimento de medidas que poderiam atingir o Banco Master.

A divulgação também aumenta a pressão por esclarecimentos sobre as referências a integrantes da cúpula da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.

Os documentos levantam questionamentos relevantes, mas não constituem, isoladamente, prova definitiva de interferência ilegal na investigação. Caberá às autoridades responsáveis estabelecer o contexto das mensagens, confrontar versões e determinar se houve ou não qualquer irregularidade.

Com a retirada do sigilo, o caso Banco Master ganha uma nova frente de repercussão jurídica e política e coloca sob os holofotes a relação entre Vorcaro e integrantes de algumas das instituições mais importantes da República.

Veja documentos e conversas entre o banqueiro e o ministro Alexandre Moraes 

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA