INVESTIGAÇÃO NO STF
Lobista diz que gastava cerca de R$ 100 mil por mês com despesas de Lulinha; caso é investigado no STF
Diálogos atribuídos a Roberta Luchsinger fazem parte de inquérito que apura suposta atuação envolvendo contratos da Dataprev; defesa do filho de Lula afirma que mensagens foram tiradas de contexto
Uma conversa atribuída à lobista Roberta Luchsinger com o empresário Cléber Ribas passou a integrar um inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e trouxe novos elementos para uma investigação que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o conteúdo divulgado nesta terça-feira (25), Roberta teria afirmado que eram gastos cerca de R$ 100 mil mensais com despesas relacionadas a Fábio Luís, incluindo referências ao pagamento de passagens aéreas.
O diálogo teria ocorrido em 25 de agosto de 2025 e integra a investigação que busca esclarecer uma suposta atuação de Roberta e Lulinha na viabilização de contratos envolvendo a Dataprev, empresa pública de tecnologia ligada ao governo federal.
Em um dos trechos atribuídos à lobista, ela menciona dificuldades para continuar arcando com determinados custos e afirma que “a casa por mês a gente gasta em torno de 100 mil”. Na mesma conversa, há referências a passagens destinadas a Fábio.
Outro diálogo mostra Roberta questionando quando determinado pagamento seria realizado e mencionando novamente despesas com passagens. Na sequência, conforme o material divulgado, Cléber Ribas teria respondido que verificaria a situação.
Os investigadores ainda procuram esclarecer quem seria a pessoa identificada nas conversas como “Freitas” e qual seria exatamente a origem e a destinação dos valores mencionados. A apuração também busca estabelecer o contexto completo das mensagens.
Defesas contestam interpretação
A defesa de Lulinha contesta a interpretação dada às conversas. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que não pode confirmar a autenticidade das mensagens e sustentou que, mesmo que sejam verdadeiras, teriam sido apresentadas fora de contexto.
Segundo a defesa, não haveria nos autos elementos que permitam concluir que Roberta gastava R$ 100 mil por mês diretamente com Fábio Luís. O advogado também classificou as interpretações sobre o material como não conclusivas.
A defesa de Cléber Ribas também questionou o vazamento de trechos das comunicações e afirmou que a divulgação fragmentada não permitiria compreender integralmente o contexto dos diálogos.
Os advogados sustentam ainda que contratos de empresas ligadas ao empresário com o governo federal foram celebrados regularmente, seguindo procedimentos administrativos previstos em lei e sem favorecimento.
O caso permanece sob investigação, e as autoridades ainda trabalham para esclarecer a relação entre os valores citados nas conversas, as despesas mencionadas e os contratos que estão sob análise.
NACIONAL
Desenrola Fies: prazo para renegociar dívidas vai até 16 de setembro
O prazo para adesão ao Desenrola Fies 2026, programa que estabelece condições para renegociação de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), termina em 16 de setembro. A iniciativa é voltada para estudantes com contratos do Fies firmados até 2017 que estavam na fase de amortização em 4 de maio de 2026, contemplando contratos adimplentes e inadimplentes, conforme as condições previstas para cada perfil.
A renegociação é realizada junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal. A solicitação deverá ser realizada pelos canais digitais da instituição financeira responsável pelo contrato.
Não estão aptos à renegociação os estudantes que contrataram o Fies a partir de 1º de janeiro de 2018, no âmbito do Desenrola Fies, assim como aqueles com contratos nas fases de utilização ou de carência. A data de 4 de maio de 2026 é utilizada como referência para verificar a situação do contrato e aplicar critérios como o tempo de inadimplência e o enquadramento do estudante no Cadastro Único (CadÚnico).
Condições – As condições oferecidas variam de acordo com a situação de cada contrato. Os descontos disponíveis devem ser consultados nos canais oficiais dos agentes financeiros responsáveis pelo financiamento: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Dependendo do perfil da dívida, os benefícios podem ser aplicados tanto para a quitação à vista quanto para o pagamento parcelado, conforme as regras específicas de cada faixa de renegociação.
Estudantes com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes também podem participar. Após a formalização da renegociação e o pagamento da parcela de entrada, ocorre a retirada do nome do estudante e dos fiadores desses cadastros, quando aplicável.
Como renegociar – O procedimento pode ser realizado pelos aplicativos oficiais dos agentes financeiros ou presencialmente em qualquer agência do banco responsável pelo contrato. Não é necessário comparecer à mesma agência onde o financiamento foi originalmente contratado.
Quem possui contrato administrado pelo Banco do Brasil pode utilizar o aplicativo BB. Para contratos da Caixa Econômica Federal, a renegociação está disponível no aplicativo Fies Caixa. Em situações específicas, como parcelamentos mais longos que exigem fiador, o estudante poderá ser orientado pelo sistema a procurar atendimento presencial.
A apresentação da proposta, no entanto, não conclui o processo. A renegociação somente é efetivada após o pagamento da parcela de entrada. Caso esse pagamento não seja realizado, a proposta é cancelada.
Cada contrato pode passar por apenas uma renegociação durante a vigência do Desenrola Fies. O prazo para aderir às condições oferecidas pelo programa termina em 16 de setembro.
Canais de atendimento – Para contratos do Banco do Brasil, os estudantes podem obter informações pelo aplicativo BB ou pelos telefones 4004-0001 e 0800 729 0001.
Na Caixa Econômica Federal, o atendimento está disponível pelo aplicativo Fies Caixa e pelos telefones 4004-0104 e 0800 104 0104.
Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que possuírem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e aderirem ao programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
Fonte: Ministério da Educação
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