NACIONAL
Governo do Brasil institui grupo técnico para estudar reatores nucleares de potência no país
O Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB) instituiu, nesta quarta-feira (07/01), por meio da Resolução CDPNB nº 43, um Grupo Técnico que será responsável por estudar a infraestrutura nacional para implantação de reatores nucleares de potência no país. A análise foca especialmente na adoção de Pequenos Reatores e Microrreatores Modulares que podem ser instalados em terra.
Coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o grupo terá o prazo de 180 dias para conclusão dos trabalhos. Ao final desse período, será apresentado ao Comitê um documento técnico com os principais desafios e oportunidades relacionados à infraestrutura nacional para reatores nucleares de potência, considerando aspectos tecnológicos, institucionais, regulatórios e ambientais.
O grupo é composto por representantes de diversos órgãos e entidades do Governo do Brasil, além de instituições dos setores nuclear e energético. A iniciativa integra as ações para o fortalecimento do planejamento energético de longo prazo e diversificação da matriz energética brasileira.
O CDPNB tem a missão de acompanhar e supervisionar a implementação das ações do setor nuclear, promovendo a atuação integrada e coordenada entre Ministérios, órgãos, autarquias, empresas públicas e entidades representativas. O colegiado também é responsável por formular políticas públicas para o setor, propor melhorias ao Programa Nuclear Brasileiro e monitorar o planejamento e a execução das iniciativas conjuntas voltadas ao fortalecimento e ao desenvolvimento do programa no país.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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NACIONAL
Inep lança manual explicativo sobre o Enamed
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), lançou o manual “Enamed – Da Matriz de Referência ao Resultado do Participante”, voltado a estudantes, egressos e instituições de ensino superior responsáveis pelos cursos de medicina. A publicação reúne em um só lugar informações úteis sobre o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), compilando aspectos técnicos, pedagógicos e logísticos.
Na prática, o manual pretende responder a três perguntas centrais: o que é avaliado; como as provas são elaboradas; e como as notas são calculadas. O manual também deixa clara uma distinção importante para as instituições: a diferença entre o resultado individual do estudante e o resultado do curso.
O documento apresenta o detalhamento de todos os componentes que estruturam a Matriz de Referência Comum para a Avaliação da Formação Médica (Portaria Inep nº 478/2025). Explica também, de forma didática, como cada questão nasce do cruzamento desses elementos com situações concretas do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida garante que as diferentes edições sigam o mesmo padrão de competências com total isonomia técnica em relação aos critérios usados na elaboração das provas.
Outro trecho do manual detalha como as provas são elaboradas, desde a produção dos itens por docentes de medicina selecionados por chamada pública até a montagem final do caderno pelas comissões do Inep. Todo esse processo resulta em uma prova com 100 questões objetivas baseadas em casos clínicos e situações-problema. O documento explica ainda o modelo estatístico usado no cálculo das notas: a Teoria de Resposta ao Item (TRI), no Modelo de Rasch, e como é definido o ponto de corte que separa os participantes Proficientes dos Não Proficientes, fixado em 60 pontos na escala do exame.
A nota do estudante e o conceito do curso são informações diferentes. Uma das explicações centrais do manual destaca que o Conceito Enade não é a média das notas da turma, mas o percentual de concluintes que alcançaram o nível Proficiente, convertido em uma escala de 1 a 5.
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Conceito Enade |
Concluintes proficientes |
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1 |
menos de 40% |
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2 |
de 40% a menos de 60% |
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3 |
de 60% a menos de 75% |
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4 |
de 75% a menos de 90% |
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5 |
90% ou mais |
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Segundo o manual, só entram nesse cálculo os concluintes regularmente inscritos pela instituição, presentes ao exame e com resultado válido; cursos com menos de dez concluintes nessa condição ficam Sem Conceito (SC).
Enamed – O Enamed é a modalidade do Enade voltada aos cursos de graduação em medicina. Instituído pela Portaria MEC nº 330/2025 e depois incorporado à legislação pela Medida Provisória nº 1.370/2026, é realizado pelo Inep em parceria com a HU Brasil e aplicado de forma descentralizada nos municípios-sede dos cursos avaliados. Sua função vai além de medir o desempenho individual: o exame também verifica se a formação está alinhada às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e às necessidades do SUS, além de subsidiar políticas públicas e apoiar a avaliação, a regulação e a supervisão dos cursos de medicina. A partir de 2026, o Enamed passa a ter duas etapas: uma ao final do quarto ano, antes do internato, e outra ao final do sexto ano.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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