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Evento discute perspectivas contemporâneas da educação híbrida

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O campus da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) recebe desta quarta-feira, 15 de outubro, até sexta-feira (17) a 2ª Expo Rieh, evento da Rede de Inovação para Educação Híbrida (Rieh), iniciativa do Ministério da Educação (MEC) para promover a implementação de estratégias de educação híbrida no ensino médio pelas redes de ensino do país. Representantes da Secretaria de Educação Básica do MEC (SEB) participaram da mesa de abertura do evento, transmitida ao vivo no canal do MEC no YouTube.   

O objetivo da mesa foi discutir a garantia do direito à educação para jovens do ensino médio e refletir sobre o papel da educação híbrida nesse contexto. O encontro também abordou suas implicações para o futuro da juventude e ofereceu caminhos para planejar e implementar práticas pedagógicas híbridas nas escolas no contexto da Política Nacional do Ensino Médio.  

O diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica, Alexsandro Santos, destacou a importância de políticas coerentes para a formação docente, de modo que os professores possam mediar a relação dos alunos em ambientes físicos e digitais. Ao modelar um ambiente híbrido de aprendizagem, damos aos alunos o direito à realidade física, o direito à realidade das salas de aula e o direito às múltiplas possibilidades que o digital permite, afirmou.  

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Valdirene Alves de Oliveira, coordenadora-geral de Ensino Médio, pontuou que educação híbrida é diferente de ensino à distância e a modalidade não foi pensada para concorrer com o trabalho dos professoresO que estamos fazendo aqui é pensar o ensino médio e sua política, junto com a formação dos professores. É algo histórico! O MEC conta muito com essa rede que está mobilizando o ensino médio no país todo para melhorar a formação dos professores”, completou Lucianna Magri, coordenadora-geral de formação de professores.  

O encontro segue até o final da semana. Na quinta-feira (16), a programação contará com oficinas ao longo de todo o dia e, na sexta-feira (17), será realizada a mesa de encerramento.  

RIEH A Rede de Inovação para Educação Híbrida é uma estratégia da Política Nacional para Recuperação das Aprendizagens, instituída pelo Decreto nº 11.079, de 23 de maio de 2022, que foi renovada pelo Decreto nº 12.391/2025, e pela da Portaria nº 865/2022.  A implementação da Rede vem ocorrendo desde dezembro de 2022, com o objetivo de garantir apoio técnico e de infraestrutura dos sistemas tecnológicos para o fomento e para o desenvolvimento da educação híbrida na rede pública de ensino em todo o Brasil.  

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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