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Círio de Nazaré, Dia das Crianças e Oktoberfest: saiba como curtir o que o Brasil tem de melhor em outubro

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De Novo Airão (AM), a Blumenau (SC), outubro é um mês que revela, mais uma vez, a diversidade da cultura brasileira. Pelo país, o feriado do Dia de Nossa Senhora Aparecida abre uma janela para viagens em família, festivais gastronômicos e culturais, que mostram a riqueza de cada região, fazendo deste o momento ideal para planejar uma viagem e se encantar com as tradições do Brasil.

O grande destaque do mês é o Círio de Nazaré, em Belém (PA), a maior festividade católica do Brasil e uma das maiores do mundo. Neste ano, o evento conta com um apoio institucional inédito de R$ 2 milhões do Ministério do Turismo, um reconhecimento que reforça a importância e a força do turismo religioso como vetor de desenvolvimento e geração de renda.

Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, o mês de outubro reflete a riqueza do Brasil. “De Norte a Sul, o mês de outubro mostra a imensa diversidade do nosso país. Temos o Círio de Nazaré, uma das mais belas manifestações de fé do mundo, que temos o orgulho de apoiar pela primeira vez. Temos a Oktoberfest e festivais gastronômicos que valorizam nossos sabores, opções não faltam para quem quer conhecer o nosso Brasil”, afirma o ministro.

A Agência de Notícias do Turismo destaca algumas atrações do Calendário de Eventos do Ministério do Turismo. Clique aqui, confira a lista completa e programe sua próxima viagem!

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Região Norte
Círio de Nazaré (Belém/PA): A maior festa religiosa do Brasil, que reúne milhões de fiéis em uma grandiosa demonstração de fé, acontece de 07 a 12 de outubro.
Festival Gastronômico de Aniversário de Ariquemes (Ariquemes/RO): A cidade celebra seu aniversário com os melhores sabores da culinária local nos dias 18 e 19 de outubro.
Eco Festival do Peixe-boi (Novo Airão/AM): Evento que celebra a cultura local e a importância da preservação do peixe-boi, de 24 a 26 de outubro.

Região Nordeste
Festival Gastronômico e Cultural da Lagosta (Pitimbu/PB): A culinária à base de lagosta é a estrela deste festival, que agita o litoral paraibano de 18 a 26 de outubro.
Festival Canções e Sabores do Sertão (Pão de Açúcar/AL): Música e gastronomia se encontram para celebrar a cultura sertaneja nos dias 10 e 11 de outubro.
Motofest Tianguá (Tianguá/CE): Um dos maiores encontros de motociclistas da região, com shows e exposições de 09 a 11 de outubro.

Região Centro-Oeste
Festival Nordestino de Quirinópolis (Quirinópolis/GO): A cultura nordestina é celebrada no coração do cerrado com muita música e comida típica, de 10 a 12 de outubro.
Festival Gastronômico de Tilápia (Aparecida do Taboado/MS): A cidade promove um dia inteiro dedicado a pratos feitos com tilápia, no dia 18 de outubro.
Festival Expomix Brasil (Brasília/DF): A capital federal recebe um grande festival com diversas atrações culturais e musicais, de 24 a 26 de outubro.

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Região Sudeste
Vila Velha Motofest (Vila Velha/ES): Encontro de motociclistas que agita a cidade com shows e confraternização nos dias 03 e 04 de outubro.
Festa de Nossa Senhora dos Remédios (Arraial do Cabo/RJ): A tradicional festa da padroeira da cidade conta com uma extensa programação religiosa e cultural, de 09 a 19 de outubro.
39° Festival da Batata (Ouro Branco/MG): A cidade mineira celebra sua principal cultura agrícola com um festival repleto de gastronomia e shows, de 23 a 26 de outubro.

Região Sul
2º Encontro de Turismo de Campo Largo (Campo Largo/PR): Evento voltado para o debate e o fortalecimento do turismo na região, acontece no dia 08 de outubro.
40ª Feira do Livro (Cachoeira do Sul/RS): A tradicional feira literária da cidade promove a cultura e a leitura de 08 a 10 de outubro.
40ª Oktoberfest Blumenau (Blumenau/SC): A maior festa alemã das Américas celebra a cultura, a música, a dança e, claro, o chope, de 08 a 26 de outubro.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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