NACIONAL
Cinco caminhos para o ensino superior que começam com o Enem
Realizado pelo Ministério da Educação (MEC), através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) abriu inscrições nesta segunda-feira, 26 de maio. Os candidatos poderão se inscrever exclusivamente através da Página do Participante, até o dia 6 de junho. As provas objetivas e de redação serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro.
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Leia mais: Inscrições do Enem 2025 abertas
Criado em 1998, o Enem faz uma avaliação do desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo dessas mais de duas décadas, o exame se tornou a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As inscrições para os três processos seletivos do primeiro semestre de 2026 acontecem em períodos distintos, sendo um seguido do outro, na seguinte ordem cronológica: Sisu, Prouni e Fies. Depois disso, os cronogramas seguem simultaneamente, ou seja, o resultado final de uma seleção pode sair só depois do término do período das inscrições de outra. Por isso, quem se inscreve em todas as seleções tem mais chances de ser aprovado.
Confira abaixo mais detalhes sobre as seleções
Sisu – Quem faz o Enem pode se inscrever para concorrer a vagas em instituições públicas de ensino superior pelo Sisu. A maioria das instituições participantes são universidades e Institutos Federais. Na última edição, foram ofertadas 261.779 vagas para 6.851 cursos de graduação em 124 instituições de todas as regiões do país.
A seleção é feita com base na média das notas obtidas no exame, respeitando o limite de vagas disponíveis para cada curso e modalidade de concorrência, e leva em conta os perfis social e econômico dos estudantes conforme a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012).
Poderá participar da seleção do Sisu em 2026 quem fizer o Enem em 2025 e não zerar a redação. Também é preciso ter o ensino médio completo, ou seja, treineiros não podem se inscrever no Sisu.
Prouni – O Prouni oferece bolsas de estudo integrais (100%) e parciais (50%) para graduação em instituições privadas. O público-alvo do programa é o estudante sem diploma de nível superior.
Para concorrer à bolsa integral, é preciso ter renda familiar bruta mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa. Para a bolsa parcial, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa. Os candidatos também precisam atender a outras condições, como ter feito o ensino médio em escola pública ou ter sido bolsista em escola particular, entre outras. Além dos critérios socioeconômicos, é preciso ter feito o Enem nos últimos dois anos, ter nota média superior a 450 pontos e ter tirado acima de 0 na redação. As inscrições para a edição do segundo semestre de 2025 se abrem em breve, e quem realizou as provas em 2023 ou 2024 pode participar.
Para se inscrever nos processos seletivos do Prouni de 2026, o estudante poderá utilizar as notas do Enem de 2025 ou 2024. Em todos os processos seletivos, o candidato pode optar por concorrer às bolsas destinadas à ampla concorrência ou às cotas para pessoas com deficiência e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas.
Neste ano, o Prouni completa 20 anos, com mais de 3,5 milhões de estudantes beneficiados entre 2005 e 2025, sendo 2,5 milhões com bolsas integrais. Do total, a maioria é de mulheres (57%) e negros (55%). Atualmente, 651.390 estudantes contam com bolsas do Prouni para cursar o ensino superior. Eles estão matriculados em 1.856 instituições privadas de ensino superior.
Fies – As notas do Enem também podem ser usadas para concorrer a vagas ofertadas para o ensino superior pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que possibilita a estudantes de baixa renda cursar faculdades particulares por meio de financiamento, que começa a ser cobrado após a conclusão do curso. Desde 2024, o Fies reserva vagas para candidatos autodeclarados pretos, pardos, indígenas e quilombolas, assim como para pessoas com deficiência (PCDs).
Para participar, é preciso ter renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos. A nova edição do programa, o Fies Social, reserva metade das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Com o Fies Social, é possível financiar até 100% do valor dos cursos, até o limite dos valores exigidos por tipo de curso. Para participar, o estudante precisa ter feito o Enem, qualquer edição desde 2010, obter nota média superior a 450 pontos e não zerar a redação.
Neste ano, são ofertadas mais de 112 mil vagas, em dois processos seletivos do Fies. O primeiro, para cursos com início das aulas no primeiro semestre, foi encerrado recentemente. O segundo, para aulas que têm início no segundo semestre.
Seleções próprias – Além disso, os resultados individuais do Enem podem ser utilizados como critério único ou complementar de processos seletivos próprios realizados por cada instituição de ensino, seja pública ou privada.
Universidades portuguesas – Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Parque Nacional de Ubajara: santuário de grutas, biodiversidade e paisagens deslumbrantes no Ceará
Localizado na região noroeste do Ceará, o Parque Nacional de Ubajara é mais um dos vários destinos que o Brasil oferece para quem busca ecoturismo e contemplação da natureza. Abrangendo áreas dos municípios de Ubajara, Tianguá e Frecheirinha, a unidade protege um total de 6.299 hectares de uma rica zona de transição entre a Caatinga e a Mata Atlântica.
Criado em 1959, o parque destaca-se pela sua relevância ambiental e por abrigar um dos maiores patrimônios espeleológicos do país, com cavernas, grutas, fendas e outras formações subterrâneas. Situada na Serra da Ibiapaba, a unidade tem como um dos seus grandes atrativos o passeio de teleférico no tradicional bondinho, que oferece uma vista panorâmica da vegetação e dos paredões rochosos.
Para os amantes de caminhadas e de aventura ao ar livre, o parque oferece opções para diversos perfis de visitantes. O público conta com percursos como a Trilha da Samambaia, o Circuito das Cachoeiras, o Mirante do Pendurado e a Trilha Ubajara-Araticum, além da grande travessia do Parque Nacional de Ubajara. A unidade também contempla praticantes de cicloturismo, por meio da Trilha Cara Suja – Bike.
Caminhos pela região
O Parque Nacional de Ubajara também se integra à Trilha Caminhos da Ibiapaba. O itinerário conecta o norte do Piauí à região da Ibiapaba, no Ceará, tendo mais de 300 quilômetros. A rota engloba unidades de conservação, ecossistemas da Caatinga e da Mata Atlântica, bem como sítios históricos e arqueológicos, promovendo a conservação ambiental e o desenvolvimento do turismo sustentável na região.
Toda esta imponência geológica é cercada por uma expressiva riqueza natural. Por isso, o parque é palco de diversos programas de pesquisa, monitoramento e conservação da biodiversidade do bioma Caatinga, servindo de refúgio para a vida silvestre e de espaço para atividades contínuas de educação ambiental e integração comunitária.
Como chegar
A principal porta de entrada para o Parque Nacional de Ubajara é a sede administrativa na cidade de Ubajara, com acesso pela rodovia estadual CE-187 (Rodovia da Confiança). Partindo da capital do estado, Fortaleza, o trajeto rodoviário segue em direção à região da Serra da Ibiapaba.
Por se tratar de uma unidade de conservação sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a visita aos seus atrativos segue protocolos operacionais que garantem a segurança dos turistas e a preservação do patrimônio natural.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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