NACIONAL
Governo federal dobra valores de projetos de infraestrutura com incentivo fiscal no setor portuário
O governo federal dobrou os valores de projetos de infraestrutura com incentivo fiscal, no setor portuário, beneficiados pelo Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI) e pelas debêntures incentivadas e de infraestrutura. O valor total de projetos do setor portuário incentivados por REIDI de 2023 a agosto de 2025 foi de R$ 28 bilhões, acima do valor total dos projetos do período de 2019 a 2023, que somou R$ 14 bilhões. No caso das debêntures, o valor desde 2023 chegou a R$23 bilhões, contra R$ 17 bilhões.
“Em menos de dois anos e meio do governo Lula, já ultrapassamos R$ 28 bilhões, mais que o dobro do período anterior”, disse o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ao fazer um balanço dos incentivos em evento realizado nesta quarta-feira (15), no Ministério. “Queremos acelerar cada vez mais os projetos aqui do ministério, porque isso dialoga com o fôlego fiscal das empresas e com a política pública de incentivo a novos investimentos”, complementou.
Na ocasião, o ministro entregou a empresários do setor certificados de participação nesses programas, que são ferramentas estratégicas do governo para atrair capital privado e acelerar a modernização e expansão dos portos em todo o Brasil. “Nosso objetivo é que essa política de crédito se torne uma política de Estado, garantindo previsibilidade ao setor produtivo”, reforçou Costa Filho.
O REIDI, criado pela Lei 11.488, de 2007, é um pilar na estratégia de fomento do governo. O programa concede incentivos fiscais com a suspensão da cobrança de PIS/Pasep e Cofins na aquisição de bens e serviços para obras de infraestrutura.
Já as Debêntures Incentivadas, regulamentadas pela Lei 12.431, de 2011, são títulos de dívida emitidos por empresas para financiar projetos de longo prazo. O mecanismo oferece incentivos fiscais aos investidores, tornando os projetos mais atrativos.
Presente no evento, Tomé Franca, secretário-executivo da pasta, destacou a importância dos projetos desenvolvidos pela pasta. “Estamos reforçando políticas que estimulam novos investimentos privados, tanto nos arrendamentos quanto nos terminais portuários. Essas iniciativas geram emprego, renda e fortalecem quem acredita no país e no setor portuário brasileiro”.
O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, falou sobre a melhoria da infraestrutura brasileira a partir de incentivos fiscais. “Esses avanços estão associados a políticas públicas consistentes e sólidas, que oferecem ao mercado segurança e instrumentos para investir, como o fortalecimento do Fundo da Marinha Mercante e os mecanismos de incentivos fiscais, como REIDI e debêntures. Nosso foco é permitir que o setor privado invista com confiança e solidez, ampliando a infraestrutura e o nível de serviço dos portos brasileiros”.
Investimento
Em 2024, o governo federal aprimorou o instrumento com a sanção da Lei 14.801, que criou as novas debêntures de infraestrutura, ampliando o potencial de atração de investimentos. Apenas no último ano (agosto de 2024 a outubro de 2025), R$ 3,7 bilhões em projetos portuários foram viabilizados por meio do programa.
A política de incentivos do Governo Federal reforça o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, criando um ambiente de negócios seguro e atrativo para que a iniciativa privada invista na modernização da infraestrutura logística do país.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Ministério do Turismo divulga lista de agências credenciadas para atender turistas chineses no Brasil
O Ministério do Turismo divulgou nesta segunda-feira (27) o resultado do chamamento público extraordinário aberto no mês passado para o cadastramento de agências de turismo interessadas em atuar no planejamento e na recepção de turistas chineses no Brasil. Ao todo, 299 empresas efetuaram o cadastramento.
A medida, que busca qualificar a oferta turística nacional de olho nesse mercado estratégico, acontece no momento em que o Brasil estuda adotar a política de reciprocidade de exigência de visto. Desde o ano passado, a China não exige o visto de turistas brasileiros. As agências habilitadas terão validade de um ano para atuação.
No total, 325 agências estão aptas, hoje, a oferecer o serviço. Outras empresas que estavam habilitadas em editais anteriores tiveram o cadastro renovado – para essas, especificamente, não era necessário aderir ao chamado extraordinário lançado em março.
Acesse AQUI a lista de agências selecionadas.
Entenda
A iniciativa é prevista em um Memorando de Entendimento assinado no ano de 2004 pelo Ministério do Turismo e o Ministério da Cultura e Turismo da República Popular da China.
Conforme o acordo entre os dois países, cabe à parte brasileira designar ou recomendar agências nacionais que serão responsáveis por organizar viagens em grupo de visitantes chineses ao Brasil.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, celebrou a quantidade de estabelecimentos que seguem interessados em atrair chineses para o Brasil.
“É um mercado estratégico e muito importante, que pode levar o turismo brasileiro a um outro patamar. Estamos intensificando nossos esforços de olho na China, em um momento em que há um grande fortalecimento na relação bilateral entre os dois países”, afirmou o ministro.
O credenciamento das agências faz parte do Programa ADS China (“Approved Destination Status”, em inglês), que regulamenta a recepção de turistas chineses em viagens internacionais de grupos.
O resultado divulgado nesta segunda mostra que a quantidade de empresas interessadas no mercado chinês segue praticamente no mesmo patamar dos editais anteriores.
A chamada pública exigiu que as empresas interessadas estivessem regularmente inscritas no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos), além de aceitar os termos de responsabilidade.
Os estabelecimentos selecionados atuarão, por exemplo, na disponibilização de linhas de atendimento telefônico para consulta e assistência em caso de emergência para turistas chineses, além de um guia de turismo para cada grupo de chineses em viagem ao Brasil.
Mercado estratégico
A atração de turistas da China ao Brasil será tratada durante o Salão do Turismo, principal evento do setor no país, que neste ano acontece de 7 a 9 de maio em Fortaleza, no Ceará.
No evento, um seminário sobre o Ano Cultural Brasil-China 2026 vai reunir especialistas e representantes do setor com o objetivo de apresentar aspectos estratégicos do mercado chinês, incluindo conectividade, cultura, gastronomia, tecnologia e barreiras linguísticas.
O seminário está marcado para o dia 8 de maio (sexta-feira), às 10h, dentro das atividades do Salão. Após a conferência, haverá um debate entre os participantes, a fim de aprimorar a experiência dos turistas chineses no Brasil.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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