NACIONAL
Ações do MEC são destacadas para gestores públicos no CE
Para apresentar as ações e os programas desenvolvidos pelo Ministério da Educação (MEC) desde o início de sua gestão, o ministro da Educação, Camilo Santana, participou nesta segunda-feira, 16 de junho, do XIII Seminário de Gestores Públicos – Prefeitos 2025, em Fortaleza (CE). Com o tema “Eficiência e Transparência: inovação na gestão das políticas públicas”, o evento foi voltado para novos prefeitos, gestores públicos, servidores, representantes políticos e cidadãos. O encontro está disponível no YouTube do seminário.
Inicialmente, Santana destacou a importância do regime de colaboração e do pacto federativo entre a União, os estados e os municípios para a execução das políticas educacionais, em benefício da população. “É nos municípios que as coisas acontecem no dia a dia. É onde acontecem as cobranças da população pela saúde, segurança, educação, infraestrutura, saneamento. Portanto, vocês são fundamentais nesse processo”, reforçou.
Em sua exposição, o ministro da Educação destacou ações realizadas em parceria com o estado do Ceará e os seus municípios, como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA), o Programa Escola em Tempo Integral, o Escolas Conectadas, o Pé-de-Meia e o Mais Professores para o Brasil. “Elas só existem com o regime de colaboração e a parceria dos municípios e dos estados brasileiros. As políticas acontecem nos municípios e nos estados, principalmente no ensino fundamental, que é de responsabilidade do município”, apontou.
Camilo Santana lembrou que o MEC é o coordenador das políticas públicas de educação, mas são os estados e municípios que as executam, como a construção de novas creches em suas cidades, escolas de tempo integral e o pagamento do Pé-de-Meia, por exemplo. “Hoje, só no Ceará, 290 mil jovens cearenses já recebem o Pé-de-Meia, são 64 mil aqui em Fortaleza”, disse.
O estado do Ceará pode ser uma referência em algumas áreas da educação, considerou o ministro. “A gente procurou, ao longo desses dois anos e seis meses, levar experiências do regime de colaboração com o estado para todo o país. Hoje nós temos um grande programa, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Nós temos mais de 7.300 coordenadores da alfabetização em todo o Brasil. O recurso é passado para os municípios e as metas estabelecidas para que a gente possa alcançar a alfabetização das crianças na idade certa”, afirmou.
Dentro do programa Mais Professores, Santana reforçou que já estão em andamento ações como a Prova Nacional Docente, para auxiliar estados e municípios a selecionar professores para as suas redes; o Pé-de-Meia Licenciaturas, para incentivar os estudantes a ingressar e permanecer em cursos de licenciatura; e o Carteira Nacional de Docente no Brasil – este último, em análise na Câmara dos Deputados.
“Vamos ter uma carteira para o professor, da mesma forma que o advogado tem, que o médico tem, para reconhecer e valorizar o papel do professor nesse país. Às vezes, para garantir a meia entrada no cinema, o professor leva até o contracheque para provar sua profissão”, comentou o ministro. O objetivo do projeto é que o MEC passe a emitir uma carteira para os profissionais, em reconhecimento à docência no Brasil.
Outros projetos destacados pelo ministro foram o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate). “Nós reajustamos os valores de todos os programas dos municípios brasileiros em relação ao Pnae e ao Pnate”, afirmou.
Santana ainda ressaltou o fato de que a educação foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), por meio do PAC Educação. “Nós selecionamos, no primeiro edital do ano passado, 1.178 creches, 648 escolas de tempo integral e 1.500 ônibus escolares, financiados 100% pelo MEC”, relatou. O ministro também abordou os investimentos em creches no Ceará, que somam R$ 368 milhões; e a construção de 55 escolas de tempo integral, no valor R$ 581 milhões, para o estado e os municípios.
A apresentação do ministro Camilo Santana também incluiu programas para equidade e inclusão, como a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Pneepei), o Programa Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades para acesso de estudantes da rede pública de ensino à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tencológica (PartiuIF), e a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP).
Foram citados ainda lançamentos futuros, como o MEC Idiomas, com cursos gratuitos de línguas; o MEC Livros, para acessar obras por meio de um QRCode e baixar livros; além da plataforma MEC Enem, que vai ajudar os estudantes a se preparar para o exame.
“O presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] vai assinar, nos próximos dias, o Prêmio MEC da Educação Brasileira, para reconhecer os esforços de todas as redes públicas desse país. Sejam professores, educação infantil, ensino médio, educação técnica, tempo integral, num grande momento nacional”, concluiu.
Evento – O Seminário de Gestores Públicos é considerado um dos maiores eventos de gestão pública do Brasil. Focado em temas de impacto direto na administração pública, o seminário acompanha as principais transformações do setor. O evento ainda se apresenta como um ponto de encontro para gestores públicos, servidores, representantes políticos e cidadãos, promovendo um diálogo contínuo sobre as necessidades e desafios da gestão pública no Ceará e no Brasil.
Assessoria de Comunicação do MEC
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Alunos nota mil inspiram preparação para a redação do Enem 2026
De Fortaleza (CE), Carlos Eduardo Gomes transformou a conquista da nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em oportunidade e orientação a outros estudantes. De Virginópolis (MG), Samille Leão reservava tempo para responder simulados e reproduzir, em casa, as condições do dia da prova. De Jaguaribe (CE), Elivandro Rodrigues, professor, participa do exame anualmente para compreender melhor os desafios enfrentados por seus alunos. Três trajetórias que podem inspirar quem se prepara para o Enem 2026.
Esses caminhos se encontram na nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”, recém-divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O material explica os critérios de avaliação e apresenta redações de participantes da edição anterior, acompanhadas de comentários pedagógicos.
Para Carlos Eduardo, o apoio da família foi decisivo na trajetória até a universidade e na realização do sonho de cursar medicina. “Sempre acreditaram muito em meu potencial de conseguir chegar em uma universidade, de cursar medicina, que sempre foi meu sonho”, conta, ao falar dos avós e das tias.
A conquista também ampliou o alcance de um projeto de mentoria de redação que Carlos já desenvolvia. Assim, ele passou a atuar na preparação de quase uma centena de estudantes a partir de seu próprio projeto e a integrar uma iniciativa da Secretaria de Educação voltada a alunos do oitavo e do nono ano. “Antes, eu buscava me inspirar em outras histórias, outras trajetórias. E saber que hoje eu sou uma dessas inspirações é uma grande realização para mim”, afirma.
Na preparação de Samille, estudante de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os simulados tinham lugar na rotina, inclusive durante feriados e encontros de família. “Eu simulava como se fosse o dia do Enem”, lembra. Para manter a concentração, ela pedia que ninguém entrasse em seu quarto enquanto fazia a prova.
Ao recordar o caminho até a nota máxima, Samille destaca a dedicação e a importância das relações pessoais durante os estudos. “O que eu gostaria que as pessoas lembrassem. quando elas conhecessem minha história. é que é possível, sim, realizar nossos sonhos com dedicação e paciência”, diz.
Multimídia
Elivandro Rodrigues encontrou no próprio exame uma forma de aprimorar o trabalho em sala de aula. A inspiração veio de uma professora de física que fazia o Enem todos os anos para orientar melhor os estudantes. “Meu propósito não é simplesmente tirar nota mil. Eu quero ajudar meus alunos”, explica. Para ele, analisar os próprios erros também ajuda a identificar dificuldades e a preparar os alunos para a prova.
A nota máxima trouxe reconhecimento ao professor e abriu caminho para a criação de um espaço presencial de ensino em sua cidade. “Isso me abriu uma porta aqui na cidade para ter um local presencial, ter um reforço, ter um curso de redação”, relata.
Multimídia
As experiências dos três mostram como a prática, o apoio de outras pessoas e a reflexão sobre a aprendizagem podem fazer parte da preparação para a escrita.
Cartilha – A relação entre conhecimento e argumentação recebe atenção especial na nova cartilha do MEC. O documento alerta para o uso do chamado “repertório de bolso”, ou seja, referências memorizadas e empregadas de forma genérica, sem conexão efetiva com a discussão. De acordo com a cartilha, inserir uma citação de maneira automática ou forçada pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos ao tema.
A orientação da cartilha é selecionar referências pertinentes e explicar como elas contribuem para o argumento. Livros, filmes, acontecimentos históricos e outros conhecimentos construídos ao longo da formação podem ser utilizados, desde que façam sentido no texto.
Além disso, também há a recomendação de leitura cuidadosa da proposta e dos textos motivadores antes de definir o posicionamento que será defendido.
Para ajudar os participantes a compreender essas exigências, o material detalha as cinco competências avaliadas: domínio da escrita formal da língua portuguesa; compreensão do tema e da estrutura dissertativo-argumentativa; organização de informações e argumentos; uso dos recursos linguísticos que conectam as ideias; e elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Cada competência pode receber até 200 pontos.
Na cartilha, há uma seleção com redações de estudantes das cinco regiões do país que obtiveram boas notas no Enem 2025. Os comentários apontam como cada participante desenvolveu o tema, articulou o repertório e apresentou sua proposta de intervenção, oferecendo referências para a revisão e o aprimoramento da própria escrita.
Também foram disponibilizadas versões com orientações específicas para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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