Rejeita IA
Na ONU, Trump rejeita controle global da IA e afirma que EUA não limitarão avanço da tecnologia
Presidente americano também falou sobre os conflitos no Irã e na Ucrânia, criticou organismos internacionais e defendeu a ampliação da presença dos Estados Unidos na Groenlândia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (22), durante discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que os Estados Unidos não pretendem limitar o crescimento da inteligência artificial (IA) e rejeitam propostas para a criação de um sistema global de controle da tecnologia. Trump também defendeu que o termo “inteligência artificial” seja substituído por “superinteligência” e classificou os alertas sobre os riscos da tecnologia como exagerados.
Durante o discurso, o presidente americano afirmou que os Estados Unidos devem manter a liberdade para desenvolver a inteligência artificial e criticou iniciativas internacionais que, segundo ele, poderiam limitar o avanço tecnológico do país. Trump também declarou que, enquanto estiver na Presidência, não haverá impostos globais e associou a defesa da liberdade à soberania americana.
Outro tema abordado pelo presidente foi o conflito com o Irã. Trump afirmou que acredita que Estados Unidos e Irã chegarão a um acordo e disse que uma negociação poderá ocorrer após as eleições de meio de mandato americanas. Ele também mencionou o fluxo de petróleo no Golfo Pérsico e afirmou que os Estados Unidos poderão ampliar o fornecimento da commodity a países aliados.
Trump voltou a criticar o regime iraniano e fez acusações contra as autoridades de Teerã relacionadas ao conflito no Oriente Médio. O presidente também afirmou que os Estados Unidos estão preparados para utilizar poder militar para defender interesses nacionais e destacou investimentos recentes nas Forças Armadas americanas.
Ao falar sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, Trump declarou que o conflito será resolvido e voltou a defender uma solução para a guerra. O presidente americano também criticou o Tribunal Penal Internacional e pediu que países aliados dos Estados Unidos deixem de apoiar o organismo.
Outro assunto tratado foi a Groenlândia. Trump afirmou que pretende ampliar a presença americana na ilha do Ártico e mencionou a construção de bases militares na região. A questão envolve também os governos da Dinamarca e da Groenlândia, que mantêm posições próprias sobre a presença militar e a soberania do território.
O discurso ocorreu durante a Assembleia Geral da ONU, que reúne líderes de diferentes países para discutir temas relacionados à segurança internacional, conflitos armados, economia, tecnologia e cooperação entre os Estados.
MUNDO
EUA marcam 25 anos dos atentados de 11 de Setembro com homenagens em diferentes cidades
Cerimônias lembram vítimas, sobreviventes e socorristas; presença de autoridades políticas também provoca debates sobre a memória dos ataques
Os Estados Unidos marcaram nesta sexta-feira (11) os 25 anos dos atentados de 11 de Setembro de 2001 com cerimônias em diferentes pontos do país. A data, que permanece associada à morte de quase 3 mil pessoas, voltou a reunir familiares de vítimas, autoridades e representantes do governo em homenagens marcadas por momentos de silêncio e lembranças.
Em Nova York, o principal ato ocorreu no Memorial Nacional do 11 de Setembro, onde familiares fizeram a tradicional leitura dos nomes das pessoas que morreram nos ataques. O momento começou com o toque de um sino e foi acompanhado por períodos de silêncio relacionados aos principais horários da sequência dos atentados.
A cerimônia contou com a presença dos ex-presidentes George W. Bush, Bill Clinton, Barack Obama e Joe Biden, além do vice-presidente americano, JD Vance. Bush ocupava a Presidência dos Estados Unidos quando os ataques aconteceram.
Trump escolhe o Pentágono
O presidente Donald Trump não participou da cerimônia realizada em Nova York. O republicano esteve no Pentágono, em Washington, onde participou de outra homenagem ao lado do secretário de Defesa, Pete Hegseth.
Durante o discurso, Trump relembrou o sentimento de união que tomou conta dos Estados Unidos depois dos ataques. O presidente também aproveitou a ocasião para abordar questões relacionadas ao Oriente Médio e fazer críticas ao Irã.
Trump destacou a atuação dos militares americanos e afirmou que as forças do país trabalham para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear.
Outra cerimônia foi realizada no Memorial Nacional do Voo 93, na Pensilvânia, em homenagem às vítimas do avião que caiu na região após passageiros e tripulantes reagirem aos sequestradores.
Homenagem se estende às vítimas posteriores
Um dos momentos que ganharam destaque neste ano foi a inclusão de pessoas que adoeceram ou morreram posteriormente em decorrência da exposição à poeira e aos materiais liberados após o desabamento das Torres Gêmeas.
A homenagem reconheceu trabalhadores, socorristas e outras pessoas que estiveram expostas às nuvens de poeira tóxica e desenvolveram doenças ao longo dos anos. Ainda não existe uma estimativa definitiva sobre o número total de pessoas afetadas por problemas de saúde relacionados à exposição.
Ataques provocaram mudanças profundas
Os atentados ocorreram em 11 de setembro de 2001, quando quatro aviões comerciais foram sequestrados por integrantes da Al-Qaeda.
Duas aeronaves atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Outro avião foi lançado contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa americano. A quarta aeronave caiu próximo a Shanksville, na Pensilvânia, depois que passageiros e tripulantes tentaram impedir que os sequestradores alcançassem o destino planejado.
Os ataques provocaram mudanças significativas na política de segurança dos Estados Unidos e tiveram consequências internacionais. O país iniciou uma ampla campanha de combate ao terrorismo, que incluiu as guerras do Afeganistão e do Iraque, além da expansão de mecanismos de vigilância, inteligência e controle de segurança.
Os Estados Unidos localizaram e mataram Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda, no Paquistão, em 2011. Já Khalid Sheikh Mohammed, apontado como responsável pelo planejamento dos ataques, permanecia aguardando julgamento, segundo as informações apresentadas no material.
As mudanças também chegaram ao cotidiano dos americanos. Os procedimentos de segurança em aeroportos foram ampliados, novas estruturas de vigilância foram criadas e bilhões de dólares passaram a ser destinados a ações de contraterrorismo.
Participação de Mamdani divide opiniões
A presença do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, também gerou repercussão. Primeiro muçulmano a ocupar o cargo na cidade, Mamdani participou das homenagens realizadas no Marco Zero.
A participação provocou críticas de opositores e de familiares de vítimas. O ex-governador republicano George Pataki e o ex-prefeito Rudy Giuliani estiveram entre os que questionaram a presença do atual prefeito na cerimônia.
Giuliani, que também participou do evento, chegou a apertar a mão de Mamdani enquanto aguardavam o início da homenagem.
Mamdani afirmou anteriormente que considera a data um momento de respeito às famílias das vítimas, aos socorristas e aos nova-iorquinos que ajudaram outras pessoas depois dos ataques. Ele classificou os atentados como um ato de terrorismo e afirmou amar a cidade e o país.
Times Square também presta homenagem
As homenagens não ficaram restritas aos locais diretamente atingidos pelos ataques. Em diferentes regiões dos Estados Unidos foram realizadas cerimônias e ações simbólicas para lembrar a data.
Em Times Square, em Nova York, dezenas de painéis publicitários interromperam a exibição de anúncios às 9h11. Durante o momento de homenagem, as telas passaram a mostrar apenas o horário.
O 11 de Setembro não é considerado feriado federal nos Estados Unidos, mas o Congresso americano estabeleceu a data como Dia do Patriota e Dia Nacional de Serviço e Memória.
Passados 25 anos, a data continua tendo forte peso na história americana. As homenagens deste ano unem a lembrança das vítimas e dos sobreviventes às discussões sobre os impactos que os atentados provocaram na segurança, na política internacional e na própria sociedade dos Estados Unidos.
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