FORTALECIMENTO DA FAMÍLIA

Que cada homem valorize e respeite sua esposa”, afirma Virginia Mendes durante Casamento Abençoado

Cerimônia oficializou gratuitamente a união civil de mais de 900 casais neste domingo, em Cuiabá

A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, fez um apelo direto aos noivos durante o Casamento Abençoado realizado neste domingo (22.02), no Ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá.

Idealizadora da iniciativa, ela ressaltou que o casamento não pode ser compreendido apenas como a formalização de um vínculo civil, mas como um compromisso diário que exige maturidade, responsabilidade e, sobretudo, respeito. Destacou que a base de uma união sólida está na valorização da mulher dentro do lar, no reconhecimento de sua dignidade, de sua história e de sua contribuição para a construção da família.

“Que cada homem valorize, respeite e cuide da sua esposa. O casamento é compromisso diário, é parceria e proteção. A base da família começa dentro de casa, com atitudes”, afirmou.

O Casamento Abençoado reuniu mais de 900 casais e garantiu a oficialização gratuita da união civil, assegurando segurança jurídica e acesso a direitos como benefícios sociais, direitos previdenciários, sucessórios e patrimoniais.

Promovida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania, a ação integra a política pública de fortalecimento da família e promoção da cidadania.

Leia Também:  Graças a Virginia Mendes avançamos em assistência social em Araputanga”, afirma primeira-dama do município

Durante o evento, Virginia Mendes também ressaltou que a iniciativa é resultado de um trabalho conjunto, construído a muitas mãos, com a participação de diversos órgãos estaduais, parceiros institucionais e equipes técnicas.

“Esse momento é fruto da união de esforços. Agradeço aos municípios parceiros e à Setasc. Quando trabalhamos juntos, conseguimos transformar vidas de forma concreta”, declarou.

O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, reforçou o impacto social da ação.

“A regularização civil amplia direitos e fortalece a estrutura familiar. É uma medida que garante proteção e inclusão”, disse.

A cerimônia foi marcada por emoção e simbolismo, consolidando as uniões no âmbito legal e reafirmando o compromisso do Governo de Mato Grosso com a proteção das famílias.

Propaganda

MULHER

O primeiro tapa quase nunca é o começo da violência Por: Virginia Mendes

Quando um caso de violência contra a mulher ganha as manchetes, muita gente imagina que tudo começou com um tapa. Mas, na maioria das vezes, não é assim. A agressão física costuma ser o último estágio de uma violência que começou muito antes, de forma silenciosa, disfarçada de cuidado, amor ou ciúme.

Primeiro vêm os comentários sobre a roupa. Depois, as críticas às amizades, à família, ao trabalho e às redes sociais. Aos poucos, o controle sobre horários, decisões e escolhas se torna parte da rotina. O ciúme deixa de ser sentimento e passa a ser posse. É aí que mora o perigo.

A violência psicológica não deixa, necessariamente, marcas no corpo, mas pode destruir a autoestima, a liberdade e a saúde emocional da mulher. Humilhações, ameaças, chantagens, manipulação e isolamento fazem com que muitas vítimas percam a confiança em si mesmas e acreditem que não conseguirão sair daquela situação.

Por isso, é preciso reconhecer os sinais antes que a violência evolua para agressões físicas e, em casos extremos, para o feminicídio.

Todo relacionamento tem conflitos e divergências. O que não pode ser normalizado é o desrespeito. Se uma mulher muda a maneira de se vestir, deixa de conviver com a família ou passa a medir cada palavra por medo da reação do companheiro, ela não está vivendo uma relação saudável. Isso não é amor.

Leia Também:  Em Confresa, Virginia Mendes destaca mais de R$ 9,5 milhões em investimentos do SER Família e anuncia novos avanços

E há uma verdade que precisa ser repetida: a culpa nunca é da vítima. Nenhuma roupa, escolha ou comportamento justifica uma agressão. A única pessoa responsável pela violência é quem decide praticá-la.

Ao longo da minha caminhada, ouvindo mulheres e acompanhando histórias de superação, muitas vezes escutei a mesma frase: “Eu não percebi quando tudo começou”. É justamente por isso que a informação é tão importante. Precisamos falar sobre os primeiros sinais para que as mulheres possam reconhecê-los e buscar ajuda antes que seja tarde.

Também precisamos fortalecer a rede de apoio. Familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho devem estar atentos. Muitas mulheres permanecem em silêncio por medo, vergonha, dependência financeira ou pela esperança de que o agressor mude. Acolher, orientar e incentivar a denúncia pode salvar vidas.

Defendo que o Brasil avance na prevenção, na proteção das vítimas e na punição dos agressores. É preciso investir em educação e acolhimento, mas também discutir o endurecimento das leis. Defendo a reforma da Constituição para permitir a prisão perpétua para feminicidas e autores de crimes hediondos. Crimes tão graves exigem respostas à altura de sua brutalidade.

Leia Também:  Renata Abreu convida Virginia Mendes para comandar o Podemos Mulher nacional; “já apanho muito com fake news, preciso avaliar melhor”, diz ao comentar possível candidatura - Assistam 

Mas nenhuma punição será suficiente se continuarmos chegando tarde. Precisamos agir diante dos primeiros sinais, antes que o controle vire agressão e que a agressão termine em tragédia.

Se você vive uma relação marcada pelo medo, pelo controle, pelas ameaças ou pelas humilhações, pedir ajuda não é fraqueza. É coragem. Você não está sozinha.

Denuncie. O silêncio protege o agressor, nunca a vítima. O Ligue 180 oferece orientação e encaminhamento para a rede de proteção. Em situações de risco imediato, acione a Polícia Militar pelo 190.

A violência doméstica não começa com o primeiro tapa. Muitas vezes, começa com palavras, controle em diversas situação, entre elas a patrimonial e violência psicológica. Reconhecer os primeiros sinais pode salvar uma vida.

Virginia Mendes é economista, ex-primeira-dama de Cuiabá, ex-primeira-dama de MT idealizadora do programa SER Família.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA