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Procurador Hélio Faust recebe homenagem na última reunião do colegiado

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) prestou, nesta quinta-feira (5), uma homenagem ao procurador de Justiça Hélio Fredolino Faust, que se aposenta após quase quatro décadas de dedicação à instituição. A celebração ocorreu durante a reunião ordinária do Colégio de Procuradores de Justiça e foi marcada por depoimentos emocionados e reconhecimento coletivo à trajetória do membro que se tornou referência técnica e humana dentro do Ministério Público.Em discurso, o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, enfatizou o papel fundamental exercido por Hélio ao longo de quase 40 anos de atuação, citando passagens por funções estratégicas, como a coordenação do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), a atuação como procurador-geral adjunto, subprocurador-geral administrativo, integrante de comissões e de inúmeros órgãos deliberativos, além de sua participação recorrente no Conselho Superior do Ministério Público.Segundo o procurador-geral, a forma como o colega conduziu a Corregedoria se tornou um marco na instituição. “Sua liderança firme, mas sempre acolhedora, transformou a cultura correcional deste Ministério Público e nos ensinou que é possível ser exigente sem deixar de ser humano”, afirmou.O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado relembrou sua passagem por Sinop e destacou a importância do trabalho deixado na comarca. “Foi o primeiro promotor de Sinop. Muitas das suas peças me salvaram. Eu fui promotor em Sinop, garoto novo, com pouca experiência, e várias vezes tive que recorrer ao arquivo para consultar suas denúncias e memoriais”, relatou.Para o procurador de Justiça Mauro Benedito Pouso Curvo faltavam palavras para expressar a admiração e o respeito pelo colega. “O senhor é uma pessoa que a todos nós inspira”, declarou. Já a procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos destacou a amizade que construiu com Hélio e reforçou que ele deixa uma história significativa no Ministério Público. A procuradora de Justiça Esther Louise Asvolinsque Peixoto também prestou sua homenagem, dizendo que recebeu de Deus o privilégio de conhecê-lo e tê-lo como exemplo. “O senhor me deu exemplos que nunca vou esquecer”, afirmou.O procurador de Justiça Hélio Fredolino Faust, cuja trajetória é marcada por quase quatro décadas de serviços prestados ao Ministério Público de Mato Grosso, foi o primeiro promotor a atuar na comarca de Sinop, ele ajudou a estruturar a atuação ministerial na região e deixou contribuições que se tornaram referência para gerações de membros.O procurador ingressou na instituição em 1985, como promotor de Justiça em Sinop, e foi promovido por antiguidade para Diamantino (1987), Barra do Garças (1988) e, posteriormente, para Cuiabá, em 1990. Em 1997, alcançou o cargo de procurador de Justiça, consolidando-se como um dos nomes mais respeitados da carreira.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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