ELEIÇÕES 2026

PT reúne militância em MT e traça estratégia para tentar reduzir vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula

Presidente estadual do partido, Rosa Neide, convocou reunião para discutir ações no segundo turno; em Mato Grosso, Lula terminou a primeira etapa da disputa com 29,18% dos votos, contra 65,15% de Flávio Bolsonaro

Publicados

em

O Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso reuniu sua militância nesta segunda-feira (5) para discutir os primeiros passos da estratégia de campanha para o segundo turno da eleição presidencial. A reunião foi convocada pela presidente estadual da sigla e deputada federal eleita, Rosa Neide, com o objetivo de organizar ações para ampliar a votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado.

Embora Mato Grosso não seja considerado um dos principais colégios eleitorais do país pelo número de votos, o desempenho de Lula no primeiro turno acendeu um sinal de alerta para a legenda. O presidente ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) no estado, com uma diferença expressiva.

No resultado nacional, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos, enquanto Lula alcançou 45,16%. Em Mato Grosso, entretanto, a distância foi maior: Flávio obteve 65,15%, contra 29,18% de Lula.

Além da diferença percentual, outro dado preocupa a militância petista. Lula registrou 52.067 votos a menos em Mato Grosso na comparação com o primeiro turno de 2022, uma redução de aproximadamente 8,2%.

Leia Também:  Mesa Diretora lamenta falecimento do radialista Dirceu Carlino

Abstenção entra no radar do PT

Uma das estratégias discutidas pela legenda deverá ser a tentativa de mobilizar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.

Em Mato Grosso, a abstenção chegou a 22,20%, o equivalente a 585.668 eleitores. Para o PT, parte desse eleitorado pode representar uma oportunidade de ampliar a votação de Lula no segundo turno.

A avaliação é que, caso a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, consiga mobilizar uma parcela desses eleitores, Lula poderá melhorar seu desempenho entre os mato-grossenses.

O partido também deverá contar com o trabalho direto da militância, principalmente diante da composição política do estado após o primeiro turno.

PT terá desafio de ampliar presença nas ruas

Com a eleição para o governo estadual definida já no primeiro turno, a disputa presidencial passa a concentrar parte das atenções da militância petista em Mato Grosso.

A legenda terá, porém, uma estrutura considerada mais limitada para a reta final da campanha. O PT não elegeu senador no estado e ficou com bancadas minoritárias na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e na Câmara dos Deputados.

Leia Também:  Wilson quer barrar práticas abusivas de consignatárias contra servidores públicos

Outro desafio apontado é a necessidade de organizar a mobilização sem depender de grandes deslocamentos ou de uma estrutura ampla de viagens. A estratégia, portanto, deverá envolver ações locais e articulação direta com os eleitores.

Rosa Neide convoca reunião

Diante do resultado considerado negativo para Lula em Mato Grosso, Rosa Neide convocou dirigentes e militantes para uma reunião no diretório estadual do PT, em Cuiabá.

O encontro deve servir para definir as primeiras ações do partido no segundo turno e estabelecer como a militância pretende atuar nas ruas para tentar diminuir a vantagem de Flávio Bolsonaro.

A presidente estadual da sigla terá cerca de 20 dias para coordenar a reação do partido e buscar uma recuperação no desempenho de Lula no estado.

O segundo turno será uma nova oportunidade para o PT reorganizar sua estratégia e tentar transformar parte da abstenção e dos votos de outros candidatos em apoio ao atual presidente.

Propaganda

POLÍTICA MT

“Figuras” da eleição ficam de fora das urnas em MT; veja quem não conseguiu se eleger

Apresentadores, empresários, candidatos com apelidos inusitados e nomes conhecidos do eleitorado mato-grossense disputaram vagas, mas terminaram a eleição sem mandato

Publicados

em

A eleição deste ano em Mato Grosso também chamou atenção pela presença de candidatos conhecidos do público por suas atividades profissionais, atuação nas redes sociais ou por apelidos adotados durante a campanha. Apesar da notoriedade, vários deles não conseguiram votos suficientes para conquistar uma cadeira no Legislativo.

Entre os nomes que ficaram pelo caminho estão apresentadores de televisão, empresários, representantes do agronegócio, lideranças religiosas e candidatos que apostaram em apelidos chamativos para conquistar o eleitorado.

Arthur Garcia não consegue vaga na Assembleia

Na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o apresentador do SBT Cuiabá, Arthur Garcia (Novo), foi um dos candidatos mais conhecidos. Ele recebeu 4.700 votos, mas não conseguiu se eleger.

Outro nome ligado ao agronegócio foi Hugo Garcia (PSDB), presidente da Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir-MT). Ele recebeu 422 votos e terminou como suplente.

Hugo ganhou destaque em agosto após ser alvo de um mandado de busca e apreensão durante a Operação Mandato Espúrio, que apura supostas movimentações financeiras irregulares superiores a R$ 1 milhão envolvendo entidades ligadas ao setor.

Rígivaldo Cardoso também ficou de fora

Outro candidato que ganhou notoriedade durante a campanha foi Rígivaldo Cardoso (Novo), conhecido como Régis Cardoso.

Ele entrou na política após perder a esposa, Cleci Calvi Cardoso, e duas filhas adolescentes, além de outra filha de 19 anos, assassinadas e violentadas sexualmente em novembro de 2023, em um crime que ficou conhecido como Chacina de Sorriso.

Leia Também:  Pivetta cobra Wellington após promessa de renúncia: “Vai renunciar ou mentiu de novo?”  

Régis recebeu 2.935 votos, mas não foi eleito.

“Bolsonaro da Shopee” recebe 2.142 votos

Na disputa por uma vaga na Câmara Federal, um dos nomes que mais chamou atenção foi Vilmar Rigo (Novo), que adotou o apelido de “Bolsonaro da Shopee”, em referência à semelhança física com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Apesar da estratégia de campanha e da repercussão do apelido, Vilmar recebeu 2.142 votos e não conseguiu sequer uma vaga na suplência.

Procurador Mauro tenta a décima eleição

Entre os candidatos já conhecidos do eleitorado mato-grossense estava Procurador Mauro (PSD), que disputou novamente uma vaga na Câmara Federal.

Ele recebeu 15.112 votos, mas ficou sem mandato. Esta foi a décima eleição disputada por Mauro.

Antes filiado ao Psol, partido que possui pouca representatividade em Mato Grosso, ele mudou de legenda e concorreu pelo PSD, utilizando o slogan “Agora vai”.

Professor Haroldo e Fernando Japidinho também não se elegem

Outro nome conhecido da televisão, Professor Haroldo (Novo), que também atuava como apresentador da TV Vila Real, recebeu 17.531 votos, mas não conseguiu conquistar uma cadeira na Câmara Federal.

Também disputou uma vaga o empresário Luis Fernando Medeiros Lima, conhecido como Fernando Japidinho (Republicanos). Ele recebeu 4.823 votos e terminou como suplente.

Já Ana Paula de Oliveira Dantas, a A Carequinha (Novo), conhecida nas redes sociais pelo trabalho de conscientização e luta contra o câncer, recebeu 4.569 votos e não foi eleita.

Leia Também:  Mesa Diretora lamenta falecimento do radialista Dirceu Carlino

Candidatos ligados à religião também ficaram de fora

A disputa contou ainda com representantes de segmentos religiosos.

Khauanny Garcia Rodrigues de Moura, a Mãe Kaká Garcia (Psol), mãe de santo e sacerdotisa de terreiro de religião afro-brasileira, recebeu 609 votos e não foi eleita.

O padre Sebastião (PSD) recebeu 1.997 votos e terminou como suplente.

Na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, a indígena Eliane Xunakalo (PT) recebeu 3.427 votos e ficou como suplente. Luciene Kayabi (PP) teve 243 votos e também terminou como suplente.

Apelidos chamativos não garantiram eleição

Outros candidatos com nomes de campanha inusitados também tentaram chegar ao Legislativo estadual, mas não conseguiram.

Entre eles estão:

  • Pirata do Mato Grosso, Marcos Roberto Alves Estouco (Agir), com 1.109 votos;
  • Chocolate, Antônio da Silva Sales (PDT), com 43 votos;
  • Cowboy do Povo, Roberto Bernardo dos Santos Filho (PSDB), com 252 votos, terminando como suplente;
  • Duíco da Manga, Carlos Henrique da Silva (PSOL), com 37 votos;
  • Pezão, Alex Sandre Bezerra Leite (PSOL), com apenas 6 votos;
  • Pica-Pau, Gleison da Costa Santos (Rede), com 125 votos;
  • Preta das Domésticas, Erdelice dos Santos (PDT), com 178 votos.

Apesar da visibilidade conquistada por alguns dos candidatos, nenhum dos nomes citados conseguiu transformar a popularidade, a exposição pública ou os apelidos de campanha em uma vaga no Legislativo.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA