CANSADO DO LULOPETISMO
Blairo Maggi cansa do governo Lula e declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno
Após apoiar Lula nas eleições de 2022, ex-governador de Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura muda de posição, anuncia voto no candidato do PL e provoca repercussão no cenário político e no agronegócio brasileiro.
O ex-governador de Mato Grosso, ex-senador da República e ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi anunciou que votará em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para o próximo dia 25 de outubro. A decisão representa uma mudança de posicionamento político de uma das personalidades mais influentes do agronegócio brasileiro, que havia declarado apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.
A mudança de lado de Blairo Maggi tem forte significado político, principalmente porque parte de um empresário que conhece profundamente o funcionamento do governo federal, as demandas do setor produtivo e os desafios enfrentados pela economia brasileira.
A manifestação ocorre em um momento decisivo da corrida presidencial e reforça a importância de Mato Grosso no debate político nacional.
DE APOIADOR DE LULA A ELEITOR DE FLÁVIO BOLSONARO
Durante uma conversa em grupo, registrada em imagens, Blairo Maggi inicialmente fez suspense sobre sua escolha para o segundo turno.
“Eu até dia 25 vou decidir meu voto, tá certo?”, afirmou, em tom descontraído.
Na sequência, entretanto, o ex-governador revelou sua preferência eleitoral:
“E ele vai ser pro Flávio. Um abraço.”
A declaração confirma uma mudança significativa de posição. Em 2022, Maggi havia manifestado apoio a Lula. Quatro anos depois, anuncia voto no candidato que representa a oposição ao atual presidente.
O empresário que apoiou o retorno do PT ao Palácio do Planalto agora escolhe Flávio Bolsonaro para comandar o Brasil pelos próximos quatro anos.
Embora Maggi não tenha apresentado, na declaração divulgada, críticas específicas à administração federal, sua escolha representa um afastamento eleitoral do projeto petista que apoiou anteriormente.
O PESO DE BLAIRO MAGGI NO AGRONEGÓCIO
A manifestação do ex-governador possui relevância especial por sua trajetória empresarial e política.
Blairo Maggi governou Mato Grosso entre 2003 e 2010, exerceu mandato no Senado Federal e comandou o Ministério da Agricultura durante a gestão do ex-presidente Michel Temer.
Reconhecido nacionalmente por sua atuação no agronegócio, construiu uma trajetória diretamente ligada à expansão da produção agrícola, à infraestrutura logística e ao fortalecimento econômico de Mato Grosso.
Não se trata, portanto, de uma manifestação qualquer. O anúncio parte de uma liderança com trânsito no setor empresarial, experiência administrativa e influência no debate sobre os rumos da economia brasileira.
Sua decisão pode ampliar a repercussão da candidatura de Flávio Bolsonaro entre representantes do setor produtivo, embora ainda não seja possível afirmar que outros empresários acompanharão seu posicionamento.
MATO GROSSO GANHA PROTAGONISMO NA DISPUTA PRESIDENCIAL
O posicionamento de Maggi também coloca novamente Mato Grosso no centro das articulações políticas nacionais.
Estado responsável por parcela expressiva da produção brasileira de soja, milho, algodão e proteína animal, Mato Grosso possui importância estratégica para qualquer projeto de desenvolvimento econômico do país.
A declaração de voto de um ex-governador com forte ligação ao agronegócio acrescenta um componente simbólico à disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
A escolha de Blairo Maggi mostra que os apoios políticos registrados em 2022 não necessariamente se repetem em 2026, especialmente diante de uma nova conjuntura eleitoral.
O movimento também poderá estimular debates sobre as políticas econômicas, agrícolas e de infraestrutura defendidas pelos dois candidatos.
UMA VIRADA POLÍTICA QUE CHAMA ATENÇÃO
A decisão de Blairo Maggi chama atenção justamente pelo contraste entre os dois momentos eleitorais.
Há quatro anos, o ex-governador optou por apoiar Lula. Agora, diante de uma nova disputa presidencial, anuncia voto no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A mudança tem significado político evidente: Blairo Maggi deixa de apoiar eleitoralmente o projeto representado por Lula e manifesta preferência pela candidatura de oposição.
O anúncio ocorre na reta final do segundo turno, período em que manifestações públicas de lideranças políticas e empresariais ganham visibilidade e passam a integrar o debate sobre a formação de alianças nacionais.
Para Flávio Bolsonaro, a declaração representa o apoio eleitoral de uma personalidade reconhecida no agronegócio. Para o campo político de Lula, evidencia a perda do voto de um apoiador de 2022.
A grande questão agora é saber se Blairo Maggi limitará sua participação à manifestação pessoal de voto ou se terá algum envolvimento nas articulações políticas desta reta final.
O que já está definido é sua escolha para o próximo dia 25 de outubro.
Depois de apoiar Lula em 2022, Blairo Maggi anuncia que votará em Flávio Bolsonaro em 2026, protagonizando uma mudança de posição que ganha destaque no cenário político de Mato Grosso e do Brasil.
POLÍTICA MT
TJ-MT reduz pena de ex-tesoureira condenada por desvio de pagamentos de licença-prêmio
Tânia Maria Martins do Prado teve a pena redimensionada para 2 anos e 8 meses de reclusão, em regime aberto; tribunal manteve a condenação e negou a substituição da prisão por penas restritivas de direitos.
A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reduziu a pena da ex-tesoureira da Câmara Municipal de Barra do Garças, Tânia Maria Martins do Prado, condenada por peculato em um esquema envolvendo pagamentos de licença-prêmio. Os desembargadores identificaram erros no cálculo da pena aplicada em primeira instância e redimensionaram a condenação para 2 anos e 8 meses de reclusão, em regime aberto.
O recurso foi apresentado pela defesa, que questionou a sentença de 3 anos, 6 meses e 15 dias de prisão imposta pela Segunda Vara Criminal de Barra do Garças. Apesar da redução, o colegiado manteve a condenação e a proibição de substituir a pena privativa de liberdade por medidas restritivas de direitos.
ESQUEMA ENVOLVIA REPASSES DE VALORES
De acordo com a denúncia, Tânia teria participado, entre 2001 e 2021, de um esquema com outros três envolvidos: Divino Ferreira Leal, José Roosevelt dos Santos e Luiz Alberto de Oliveira.
A ex-servidora trabalhava como tesoureira do Legislativo municipal e, conforme os autos, se apropriava de valores relacionados ao pagamento de licenças-prêmio. Durante o processo, ela confirmou que recebia os recursos, mas alegou que fazia os repasses por determinação de superiores.
Depoimentos reunidos na ação indicaram que servidores eram orientados a assinar o verso de cheques e devolver os valores, que posteriormente seriam destinados a terceiros.
Uma das testemunhas afirmou que Tânia exigia o endosso dos cheques e ameaçava alterar gratificações de funcionários que se recusassem a cumprir as determinações. Segundo o relato, os servidores temiam represálias em razão da posição ocupada pela então chefe da tesouraria.
DEFESA QUESTIONOU A SENTENÇA
Na apelação, a defesa pediu a anulação da sentença por suposta fundamentação inadequada. Também contestou aspectos relacionados à caracterização do crime, alegando ausência de subtração de valores, questionando a condição funcional da acusada nos períodos considerados e sustentando ausência de dolo.
Os desembargadores, entretanto, entenderam que Tânia teria utilizado sua posição de chefia e a confiança depositada nela no setor financeiro para cometer as irregularidades.
Outro ponto considerado foi a utilização do computador do setor financeiro. Conforme os depoimentos, a operação teria ocorrido a pedido da ex-tesoureira, que também teria solicitado a exclusão de arquivos. Para os magistrados, a conduta indicou possível tentativa de ocultar provas e enfraqueceu a alegação de desconhecimento das irregularidades.
PENA FOI REDUZIDA, MAS CONDENAÇÃO MANTIDA
Ao analisar o recurso, o tribunal deu provimento parcial à apelação para corrigir a dosimetria da pena e afastar a condenação à reparação de danos materiais, por ausência de pedido expresso na denúncia.
A pena definitiva foi estabelecida em 2 anos e 8 meses de reclusão, em regime aberto, além de 13 dias de reclusão, conforme o trecho da decisão reproduzido na reportagem.
Apesar do redimensionamento, os desembargadores mantiveram a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por medidas restritivas de direitos, considerando desfavorável a culpabilidade atribuída à ré.
A decisão mantém a responsabilização criminal da ex-tesoureira, embora com redução da pena inicialmente imposta.
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