MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Gaeco investiga servidores de Sinop por ligação com facção
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Sinop, a 451 km de Cuiabá, cumpriu, nesta terça-feira (2), quatro mandados de busca e apreensão contra dois servidores da Prefeitura, que integravam cargos de confiança e são suspeitos de ligação com a facção criminosa Comando Vermelho.
A ação faz parte da Operação “Aliança Oculta”, que investiga a possível influência da organização criminosa na estrutura administrativa do município de Sinop.
As investigações começaram após a apreensão de celulares com traficantes em operações anteriores do Gaeco, com autorização da Justiça. Durante a análise do conteúdo dos aparelhos e de documentos apreendidos, a perícia identificou que festas populares vinham sendo realizadas com recursos da facção.
Esses eventos, embora apresentados como entretenimento, eram usados para promover a organização criminosa, atrair jovens e ampliar sua influência nas comunidades.
Os investigadores identificaram que grupos criminosos promovem ações públicas para ganhar aceitação social e fortalecer a atuação. Os servidores da Prefeitura de Sinop seriam responsáveis por facilitar ações do grupo, inclusive com o uso da estrutura pública para obtenção de vantagens e expansão das atividades criminosas.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos celulares, documentos e mídias digitais, que passarão por perícia e serão objetos de uma nova investigação que segue em andamento.
A ação contou com o apoio do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, do 3º Comando Regional da Polícia Militar, da 26ª Companhia Independente de Força Tática e da Polícia Judiciária Civil de Sinop.
O Gaeco é uma força-tarefa permanente formada por integrantes do Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, que atuam de forma integrada no combate ao crime organizado.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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