MATO GROSSO
Oficina coordenada pela Empaer reúne 50 produtores selecionados no projeto Agricultores do Futuro
O primeiro dia de evento contou com a participação de 50 produtores, que interagiram, trocaram experiências e apresentaram anseios e expectativas de melhoria em suas propriedades.
A programação começou com a abertura pelo coordenador do projeto, o engenheiro agrônomo Fabrício Tomaz Ramos, que destacou a importância do empenho dos agricultores e produtores familiares. Ele apontou como exemplo uma iniciativa parecida no município de Aripuanã, o projeto “Sistemas Agroflorestais manejados participativamente com tecnologias agroecológicas” – que está dando certo com geração de renda fixa e qualidade de vida para seis famílias com o mesmo perfil do projeto Agricultores do Futuro.
“Nosso foco é mostrar que é possível viver do que se produz e evidenciar para os jovens que com dedicação e organização é possível viver no campo”, enfatizou.
Segundo Fabrício, o prazo para consolidar e assistir essas famílias é de um ano. “O diferencial desses produtores é que já produzem e vendem no comércio local, mas têm uma infinidade de problemas e deficiências, que podemos auxiliar com o projeto, tornando as famílias autossuficientes”, destacou.![]()
A oficina irá consolidar o diagnóstico de cada propriedade identificando os pontos fortes, os problemas e as demandas a serem trabalhadas no período estabelecido em 14 propriedades.
Claudenice Gonçalves Lagares, por exemplo, produz hortaliça orgânica, mas tem dificuldade na comercialização, além de sempre perder parte da produção por diferentes motivos. “Vendo parte dos produtos para a Universidade Federal de Mato Grosso e nas feiras livres na cidade, mas perco 40% porque sobra. Preciso de auxilio também no combate as pragas como pulgões e cupim, além de outros detalhes”, frisou.
A oficina
Foi feita uma dinâmica para a interação entre os participantes e para conhecer a realidade de cada propriedade, destacando o que almeja cada participante. Cada família fez a explanação da sua realidade e do que deseja com o auxílio do projeto.
Participaram da primeira oficina produtores dos Projetos de Assentamento Agroana Girau, Carandazinho, JV Cumbaru e Santo Onofre e das Comunidades: Santa Helena, Campina II, Bittencourt, Frei Manoel e Rodeio.
As oficinas serão realizadas até 15 de outubro nos municípios de Nobres, Planalto da Serra, Nova Brasilândia, Rosário Oeste, Chapada dos Guimarães, Acorizal, Jangada, Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Barão de Melgaço, Santo Antônio do Leverger e Campo Verde. A segunda edição será no município de Acorizal nesta sexta-feira (22).
Estiveram também na abertura, realizada no Sindicato Rural de Poconé, o prefeito Tatá Amaral, o secretário de Agricultura Amarildo Schmieleski e o diretor de agricultura Dito Rosulino, além da equipe da Empaer do escritório local, que auxilia na condução do projeto no município.![]()
O projeto
Participam do projeto 140 produtores familiares do Vale do Rio Cuiabá e entorno, que foram selecionados de acordo com o objetivo da iniciativa que é fortalecer a agricultura familiar e criar caminhos para os jovens permanecerem no campo.
O projeto conta também com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Territorial – Campinas e da Fundação de Amparo à Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Mato Grosso (Fundaper).
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Conselheiros do TCE-MT publicam nota de solidariedade a Waldir Júlio Teis após exoneração da Escola Superior de Contas
Os conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), divulgaram nota pública de solidariedade ao conselheiro Waldir Júlio Teis, exonerado na segunda-feira (21) da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do órgão. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo.
No documento, os signatários afirmam que a medida causa “grave preocupação institucional” pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros do Tribunal. Eles defendem que, em uma Corte de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro.
Segundo a nota, nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições. Os conselheiros ressaltam ainda que as prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos.
Os autores do manifesto consideram que medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger a Corte. Por essa razão, manifestam firme discordância com a decisão e defendem sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.
Segue integra da nota:
NOTA DE SOLIDARIEDADE AO CONSELHEIRO WALDIR JÚLIO TEIS
Os conselheiros abaixo assinados vêm a público manifestar sua solidariedade ao Conselheiro Waldir Júlio Teis, diante de sua exoneração da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por ato da Presidência do TCE-MT.
A medida causa grave preocupação institucional pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros desta Corte.
Em um Tribunal de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro. Nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições.
As prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos. Medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte.
Por essa razão, manifestamos nossa firme discordância com a decisão adotada e defendemos sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.
Cuiabá-MT, 22 de setembro de 2026.
Antonio Joaquim
Conselheiro – TCE/MT
Guilherme Maluf
Conselheiro – TCE/MT
Alisson Alencar
Conselheiro – TCE/MT
Fonte: TCE
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