MATO GROSSO
“Acabou o cheiro de esgoto, modificou bastante”, afirma moradora após canalização do Córrego do Barbado
Investimento também prolongou em 700 metros a Avenida do Barbado – Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT
A cozinheira Jeanne de Figueiredo ressaltou que, antes da obra, o mau cheiro vindo do córrego que separa os dois bairros era predominante. “Era impossível comer. Tinha muito mau cheiro do esgoto. Tinha muita pessoa andando nos fundos. Hoje não, hoje modificou bastante. Agora a gente fica mais sossegado, mais tranquilo. Agora só show de bola”, afirmou Jeanne.
A avenida, que tem 700 metros de extensão, foi construída em pista dupla, com ciclofaixa e iluminação em LED, proporcionando mais segurança e conforto.![]()
Aposentado relatou dificuldades com animais peçonhentos antes dessa obra – Foto: Secom-MT
O aposentado Atílio Alves da Guia também relatou as dificuldades que os moradores enfrentaram com enchentes e animais peçonhentos, já que o córrego era um canal de esgoto, onde acumulava muito lixo.
“Já sofremos muito aqui com doenças, porque tinha muitos insetos na beira do córrego. Antes, nós estávamos esquecidos. Essa obra para nós é muito importante”, disse Atílio.
O córrego foi concretado e canalizado, melhorando as condições de saneamento.![]()
Foi feita a canalização e a concretagem do córrego – Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT
Além de eliminar o mau cheiro, a obra na avenida facilita o deslocamento rápido entre a Ponte Sérgio Mota e a região da Avenida dos Trabalhadores, conectando diretamente as avenidas das Torres, Arquimedes Pereira Lima e Fernando Corrêa da Costa.
“Uma obra como essa aqui, que o Mauro Mendes fez para a comunidade do Pedregal e do Renascer, é uma das melhores obras”, comentou o calheiro Castorino Castro.
A obra também melhorou o acesso para quem precisa se deslocar para a região do Cristo Rei, em Várzea Grande, e vice-versa, beneficiando a população e contribuindo para um trânsito mais rápido e organizado.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.
Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.
Modo de atuação
De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.
No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.
Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.
Lavagem de dinheiro
As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.
Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.
O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.
“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.
Operação Janus
O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.
Fonte: Governo MT – MT
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