ECONOMIA
Portaria MDIC define critérios de acesso aos R$ 21,2 bilhões do Move Brasil ampliado
Portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), publicada em edição extra do Diário Oficial da União da terça-feira (5/5), definiu os critérios de acesso ao novo crédito de R$ 21,2 bilhões do Move Brasil, recursos que poderão ser usados por pessoas físicas e jurídicas para financiar a compra de caminhões, ônibus e implementos rodoviários (reboques e carrocerias) novos, a juros abaixo dos de mercado.
A ampliação do programa, que já contava com R$ 10 bilhões desde o final do ano passado, foi definida em Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 30 de abril.
Veja também – Governo amplia Move Brasil, que terá R$ 21,2 bi para aquisição de caminhões e ônibus
Assim como da primeira etapa do Move Brasil, o uso do financiamento para compra de caminhões e caminhões-tratores seminovos é permitido apenas para autônomos de cooperativados, e desde que os veículos tenham sido fabricados a partir de 2012.
Também nesta terça-feira, resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu taxas, prazos e demais condições das linhas de financiamento.
Sustentabilidade e conteúdo local
A portaria do MDIC determina que, para serem elegíveis ao financiamento, ônibus, caminhões e implementos – novos ou seminovos – respeitem limites máximos de emissão de poluentes, bem como índices de conteúdo local em consonância com as diretrizes do BNDES, banco operador dos recursos.
Uma novidade em relação à regulamentação anterior do Move Brasil é possibilidade de o usuário do financiamento apresentar a Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em meio digital (ATPV-e) para fim de comprovação das exigências do programa, desde que o documento assegure a rastreabilidade do bem e contenha os códigos atribuídos a veículos produzidos no Brasil, entre outras informações.
Por fim, a portaria também define os critérios para veículos velhos sejam admitidos como contrapartida na operação de financiamento, caso em que a taxa de juros do empréstimo deverá ser ainda menor. São eles:
I – estar em condições de rodagem;
II – possuir licenciamento regular relativo ao ano de 2024 ou a ano posterior; e
III – ter sido fabricado há mais de vinte anos, conforme o ano de fabricação registrado no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).
Quem optar por essa modalidade, deverá entregar ao banco financiador, em até 180 dias, a certidão de baixa do veículo velho enviado a recicladora autorizada.
Os prazos de financiamento variam conforme o público e buscam atender a reivindicações do setor de transportadores autônomos de carga, considerando também o funcionamento das linhas do programa em sua primeira edição. Na nova proposta os novos prazos de financiamento, conforme a categoria, foram definidos da seguinte maneira:
– Até 120 meses, com até 12 meses de carência, para transportadores autônomos;
– Até 60 meses, com até 6 meses de carência, para empresas.
Em todas as operações manteve-se a restrição de valor máximo do financiamento de até R$ 50 milhões por mutuário.
As condições das linhas de financiamento – juros, prazos, carência – foram definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
ECONOMIA
Sem política industrial, o Brasil não avança na geração de emprego e renda’, afirma Márcio Elias Rosa
O ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, defendeu a indústria nacional como base do desenvolvimento econômico e social na abertura da Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos (FEIMEC), nesta terça-feira (5/5), em São Paulo (SP). No evento, destacou a adoção de uma política industrial ativa no país, com foco em inovação, produtividade e ampliação do comércio exterior.
A principal mensagem foi a necessidade de fortalecer a política industrial como eixo do crescimento do país. “Sem política industrial, o Brasil não avança na geração de emprego e renda”, afirmou o ministro.
Na mesma linha, ressaltou a relação entre desenvolvimento econômico e social. “O desenvolvimento econômico é a base para o desenvolvimento social”, disse Márcio Elias Rosa.
Ao abordar o cenário recente da indústria brasileira, elemencionou as mudanças na política de ex-tarifários e na redução de impostos de importação para máquinas e equipamentos.
Na agenda de comércio exterior, indicou a ampliação de mercados como prioridade e afirmou que o Brasil vai “em busca de acordos internacionais” para fortalecer a competitividade das empresas brasileiras.
Também destacou iniciativas de fomento à indústria, com foco na modernização do parque produtivo e no aumento da produtividade, sustentadas por inovação, qualificação da mão de obra e investimentos.
Por fim, reforçou a importância de manter políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico. “O Brasil não pode parar”, concluiu.
FEIMEC
A Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos (FEIMEC) é um dos principais eventos da indústria de manufatura da América Latina, reunindo tecnologias, soluções e lançamentos em máquinas, equipamentos, automação industrial e serviços. Realizada a cada dois anos, a feira é estratégica para negócios, networking e atualização tecnológica, ao conectar fabricantes nacionais e internacionais, fornecedores, distribuidores e profissionais do setor.
Promovida pela ABIMAQ e organizada pela Informa Markets, a FEIMEC se consolidou como a maior e mais completa feira do setor industrial na América Latina.
FIESP
Na segunda-feira (4/5), Márcio Elias Rosa participou de reunião na Fiesp com o presidente da entidade, Paulo Skaf, acompanhado de diretores da federação, em agenda do ministério.
Na pauta, desafios e oportunidades para a indústria brasileira, além da cooperação em defesa comercial conduzida pelo MDIC.
Também se reuniu com representantes da Rhodia Solvay, da ABRAFAS e da Nilit, com foco em temas da indústria têxtil no país.
Ainda na Fiesp, reuniu-se com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e com integrantes do Conselho Superior do Agronegócio da FIESP.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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