ECONOMIA
MDIC assina acordo com instituto internacional para acelerar a descarbonização industrial no Brasil
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV), celebrou, nesta terça-feira (2/9), memorando de entendimento (MoU) com o Instituto de Pesquisa em Sustentabilidade da Schneider Electric, líder global em transformação digital de energia e automação, para avançar na descarbonização da indústria brasileira.
“O MDIC tem trabalhado para promover uma mudanças que garanta a competitividade das empresas brasileiras, alinhando-a à transição internacional para economias com zero emissões líquidas e visando a prosperidade social”, afirmou a secretária da SEV, Julia Cruz, durante solenidade de assinatura do MoU na sede do SRI, em São Paulo.
Ao mesmo tempo, o MDIC e o Instituto apresentaram um relatório com resumos de experiências de trabalhos técnicos internacionais que oferecerá subsídios para um estudo que desenvolverão conjuntamente, com cenários até 2050 sobre a descarbonização orientada pela demanda energética, com projeções para os setores da indústria, transportes e edificações.
“Este relatório contribui para o diálogo nacional por trazer novas perspectivas sobre estratégias do lado da demanda para a descarbonização, além de caminhos para a construção de novos ecossistemas industriais.”, completou a secretária.
Rafael Segrera, presidente da Schneider Electric para a América do Sul, destaca a transição para uma economia de menores emissões. “Devemos ser um exemplo para o mundo e acelerar a disseminação das tecnologias já disponíveis para descarbonizar a indústria”, argumentou Segrera.
Desenvolvido pelo SRI em colaboração com o MDIC, o estudo ainda quantifica impactos sobre matrizes energéticas, emissões e aplicação de tecnologias, com fornecimento de insumos estratégicos para políticas públicas e decisões empresariais.
O estudo contará ainda com outras duas partes, sobre políticas de demanda para o desenvolvimento industrial sustentável do Brasil e sobre intercâmbio colaborativo de especialistas, que devem ser anunciadas em breve.
A pesquisa contará com colaboração da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), de forma a encorajar a articulação entre governo, indústria e setor empresarial na construção de soluções inovadoras para a descarbonização.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
ECONOMIA
Portaria MDIC define critérios de acesso aos R$ 21,2 bilhões do Move Brasil ampliado
Portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), publicada em edição extra do Diário Oficial da União da terça-feira (5/5), definiu os critérios de acesso ao novo crédito de R$ 21,2 bilhões do Move Brasil, recursos que poderão ser usados por pessoas físicas e jurídicas para financiar a compra de caminhões, ônibus e implementos rodoviários (reboques e carrocerias) novos, a juros abaixo dos de mercado.
A ampliação do programa, que já contava com R$ 10 bilhões desde o final do ano passado, foi definida em Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 30 de abril.
Veja também – Governo amplia Move Brasil, que terá R$ 21,2 bi para aquisição de caminhões e ônibus
Assim como da primeira etapa do Move Brasil, o uso do financiamento para compra de caminhões e caminhões-tratores seminovos é permitido apenas para autônomos de cooperativados, e desde que os veículos tenham sido fabricados a partir de 2012.
Também nesta terça-feira, resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu taxas, prazos e demais condições das linhas de financiamento.
Sustentabilidade e conteúdo local
A portaria do MDIC determina que, para serem elegíveis ao financiamento, ônibus, caminhões e implementos – novos ou seminovos – respeitem limites máximos de emissão de poluentes, bem como índices de conteúdo local em consonância com as diretrizes do BNDES, banco operador dos recursos.
Uma novidade em relação à regulamentação anterior do Move Brasil é possibilidade de o usuário do financiamento apresentar a Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em meio digital (ATPV-e) para fim de comprovação das exigências do programa, desde que o documento assegure a rastreabilidade do bem e contenha os códigos atribuídos a veículos produzidos no Brasil, entre outras informações.
Por fim, a portaria também define os critérios para veículos velhos sejam admitidos como contrapartida na operação de financiamento, caso em que a taxa de juros do empréstimo deverá ser ainda menor. São eles:
I – estar em condições de rodagem;
II – possuir licenciamento regular relativo ao ano de 2024 ou a ano posterior; e
III – ter sido fabricado há mais de vinte anos, conforme o ano de fabricação registrado no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).
Quem optar por essa modalidade, deverá entregar ao banco financiador, em até 180 dias, a certidão de baixa do veículo velho enviado a recicladora autorizada.
Os prazos de financiamento variam conforme o público e buscam atender a reivindicações do setor de transportadores autônomos de carga, considerando também o funcionamento das linhas do programa em sua primeira edição. Na nova proposta os novos prazos de financiamento, conforme a categoria, foram definidos da seguinte maneira:
– Até 120 meses, com até 12 meses de carência, para transportadores autônomos;
– Até 60 meses, com até 6 meses de carência, para empresas.
Em todas as operações manteve-se a restrição de valor máximo do financiamento de até R$ 50 milhões por mutuário.
As condições das linhas de financiamento – juros, prazos, carência – foram definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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