AGRONEGÓCIO

Senar Sergipe capacita produtores sobre manejo de ordenha, melhoramento genético e utilização de adubos orgânicos

Publicados

em


Com o objetivo de capacitar o homem do campo, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Sergipe leva informação por meio dos técnicos de campo e instrutores em diversos municípios sergipanos. A última semana foi marcada pela difusão do conhecimento sobre manejo de ordenha, melhoramento genético, utilização de adubos, além das aulas de informática básica aos jovens aprendizes. 

Em clima de despedida, alguns grupos de produtores da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), após dois anos de assistência, realizaram os últimos dias de campo nos municípios Nossa Senhora da Glória e Tobias Barreto. Nesta quinta-feira (10), na Fazenda Lagoa da Mata do produtor de leite, Carlos Alberto, a médica veterinária Diana Matos finaliza com o sentimento de dever cumprido, “Percebemos a importância da ATeG, quando verificamos há dois anos, a carência de informações no campo e aqui tivemos a oportunidade de levar conhecimento ao produtor, melhorando a produtividade e consequentemente a rentabilidade da família.”, explica.

Enquanto uns se despedem, outros realizaram o primeiro dia de Campo, foi o que aconteceu no grupo também da ATeG de bovinocultura de corte. O primeiro encontro dos produtores rurais, das regiões do Baixo São Francisco, Grande Aracaju, Sul, Médio Sertão e Agreste aconteceu no último sábado (05), no município de Itabaiana, região Agreste de Sergipe.

Leia Também:  Presidente do IA destaca o sucesso do setor, neste Dia Mundial da Agricultura

“Estamos sendo ajudados, em seis meses de assistência, já consigo contabilizar os dados da propriedade, o que antes nem fazia, agora fazemos o balanço geral, além da discussão que se faz dos temas, está sendo espetacular. O dia de campo trouxe a troca de experiências e a oportunidade de apresentar um pouco do que faço na minha propriedade”, explica Francisco Máximo, da Fazendo Barro Preto.

Enquanto os experientes produtores trocam informações e aprendem a contabilizar, os jovens aprendizes são capacitados. A semana foi também de oportunidade para os jovens da Aprendizagem Rural em Fruticultura, no município de Rio Real, eles estão no módulo de  Informática Básica, com o instrutor Antônio Plínio e as aulas seguem até o dia 16, uma parceria com a Maratá e o Senar Bahia.

Na plataforma online, também teve aula na Aprendizagem Rural , no curso de Administração Rural que segue até o dia 16, os aprendizes terão aula do módulo de Redação Técnica, as empresas contratantes desses grupo de jovens aprendizes são Granja Pitanga, Fazenda Oiteirinhos, Itograss, Agropecuária São José, Fazenda Cachoeira/Haras FJ, Fazenda Carcará.

Em parceria com prefeituras e instituições

Leia Também:  Abertura de mercados para o Brasil em 13 parceiros comerciais


A realização de cursos é possível através de algumas parcerias, sejam elas com prefeituras ou instituições. Em parceria com as prefeituras, está acontecendo o curso de aperfeiçoamento de Informática Básica em Umbaúba, disponibilizado em parceria com a prefeitura e o Sindicato de Indiaroba, região sul de Sergipe.

Outro curso de Produção e utilização de adubos e corretivos foi finalizado esta semana, em parceria com a prefeitura de Boquim. Diante dos altos preços dos fertilizantes, o engenheiro agrônomo Eugênio Santos falou sobre os adubos orgânicos, uma boa alternativa para continuar com um solo fértil e boa produtividade, sem gastar muito.

O engenheiro apresentou sobre os adubos sustentáveis, como utilizar os resíduos gerados na propriedade de forma eficiente, de acordo com cada atividade, como esterco bovino, de ovelha, de galinha.

Outra parceria entre prefeituras aconteceu no povoado Quissamã, em Nossa Senhora do Socorro, onde aconteceu um evento sobre Segurança e Aplicação de Agrotóxicos, no mesmo tema, mas já no município de Arauá e em parceria com o Banco do Nordeste, com a Eng. Agronoma Leilane Meira.

Também em parceria com o Banco do Nordeste, a Formação Profissional Rural sobre Manejo de Gado Leiteiro, com Annelise Aragão.

Fonte: CNA Brasil

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Vacilos do Trump faz Brasil se aproximar da liderança mundial no agro

Publicados

em

A distância que durante décadas separou Brasil e Estados Unidos no comércio mundial do agronegócio praticamente desapareceu. Em 2025, os norte-americanos exportaram o equivalente a cerca de R$ 883 bilhões em produtos agrícolas, enquanto as vendas brasileiras chegaram a aproximadamente R$ 871 bilhões. Uma diferença de apenas 1,4% entre dois países que começaram este século em posições muito distantes.

Os dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram mais do que uma aproximação circunstancial. Enquanto o Brasil ampliou produção, produtividade e presença em novos mercados, as exportações norte-americanas cresceram em ritmo bem menor e passaram a enfrentar dificuldades em destinos estratégicos.

Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou R$ 871 bilhões, considerando a conversão dos valores divulgados oficialmente. Foi o maior resultado da série histórica e representou crescimento de 3% sobre o ano anterior.

Os Estados Unidos encerraram o mesmo período com aproximadamente R$ 883 bilhões em exportações agrícolas.

A diferença de cerca de R$ 12 bilhões é pequena diante do tamanho do comércio dos dois países e mostra quanto a posição relativa mudou.

No início dos anos 2000, as exportações agrícolas americanas eram mais de duas vezes e meia superiores às brasileiras. Em apenas cinco anos, enquanto as vendas externas dos Estados Unidos cresceram aproximadamente 14%, as brasileiras avançaram 68%.

O movimento continua em 2026.

Entre janeiro e julho, o agronegócio brasileiro exportou aproximadamente R$ 533 bilhões, novo recorde para o período. Somente em julho foram cerca de R$ 84 bilhões, também a maior marca já registrada para o mês.

Parte da aproximação pode ser explicada por uma diferença estrutural entre os dois concorrentes.

Os Estados Unidos possuem uma fronteira agrícola praticamente consolidada e enfrentam limitações para aumentar significativamente sua área cultivada. Na pecuária bovina, o rebanho norte-americano está próximo dos menores níveis das últimas sete décadas, situação que reduziu a disponibilidade de animais e aumentou a necessidade de importação de carne.

O Brasil ainda possui maior capacidade de crescimento da produção, seja pela incorporação de áreas já abertas, seja principalmente pelo aumento da produtividade e pela possibilidade de realizar duas ou até três safras na mesma área durante o ano.

Leia Também:  Alunos do curso técnico do Senar-AC participam de visita técnica à Granja Carijó

Essa vantagem aparece com clareza na soja.

Brasil e Estados Unidos estão entre os grandes responsáveis pela oferta mundial da oleaginosa, mas o Brasil assumiu a liderança tanto na produção quanto nas exportações e passou a ocupar uma parcela crescente do mercado chinês.

A China é justamente onde a diferença entre os dois países se tornou mais evidente.

Em 2025, os chineses compraram aproximadamente R$ 285 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. O país asiático respondeu sozinho por 32,7% de tudo o que o setor exportou.

No comércio agrícola norte-americano ocorreu o movimento contrário.

A China, que durante anos esteve entre os principais compradores dos Estados Unidos, caiu para a sexta posição entre os destinos do agro americano em 2025. As vendas recuaram 66% em apenas um ano, para aproximadamente R$ 43 bilhões.

O próprio USDA associa essa retração às tarifas recíprocas e à redução das compras chinesas de soja norte-americana.

A disputa comercial entre Washington e Pequim acelerou uma mudança que já vinha ocorrendo por razões produtivas. Diante das tarifas impostas aos produtos americanos, importadores chineses aumentaram a procura por fornecedores alternativos, e o Brasil estava em posição privilegiada para atender essa demanda.

O efeito ultrapassou a soja.

O Brasil ampliou participação internacional em carnes, algodão, milho e outros produtos agropecuários e passou a disputar mercados que historicamente tinham forte presença dos Estados Unidos.

Na carne bovina, a inversão é particularmente significativa. O Brasil consolidou-se como maior exportador mundial, enquanto os Estados Unidos, pressionados pela redução de seu rebanho, aumentaram as importações para abastecer o próprio mercado.

Essa situação levou recentemente o governo norte-americano a ampliar em 300 mil toneladas a quantidade de carne bovina magra que poderá entrar no país dentro da cota com tarifa reduzida até o fim deste ano, criando uma oportunidade adicional para fornecedores como o Brasil.

Leia Também:  Plano Safra 2026/27 será lançado terça e deve ficar entre R$ 570 e R$ 652 bi

A política comercial adotada pelo governo Donald Trump acrescentou uma nova variável a essa disputa.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingiram também produtos brasileiros e criaram dificuldades para cadeias que dependem mais diretamente daquele mercado. Café, carnes, suco de laranja e determinados produtos industrializados estão entre os segmentos mais expostos às decisões de Washington.

O efeito sobre o conjunto do agronegócio brasileiro, entretanto, é limitado pela diversificação dos destinos.

Em 2025, os Estados Unidos compraram aproximadamente R$ 59 bilhões em produtos do agro brasileiro, equivalentes a 6,7% das exportações do setor. A China comprou quase cinco vezes esse valor.

Essa diferença ajuda a explicar por que medidas comerciais americanas podem provocar impactos severos em determinadas cadeias sem necessariamente interromper o crescimento das exportações do agronegócio como um todo.

Também mostra por que a abertura de mercados passou a ter peso estratégico para o Brasil. Quanto maior o número de compradores disponíveis para carnes, grãos, fibras, café, frutas e produtos processados, menor a dependência de decisões comerciais tomadas por um único país.

Para o produtor rural, a aproximação dos Estados Unidos no ranking mundial não representa apenas uma disputa estatística. Mercados adicionais significam mais alternativas para escoar a produção e podem aumentar a concorrência entre compradores, especialmente nas cadeias em que o Brasil já possui grande excedente exportável.

Há, porém, um risco nessa trajetória. A crescente concentração das vendas brasileiras na China aumenta a exposição às decisões do país asiático. Quase um terço das receitas do agro brasileiro no exterior depende atualmente daquele mercado.

Por isso, o próximo passo da expansão brasileira passa não apenas por vender mais, mas por diversificar compradores e aumentar o valor agregado dos produtos exportados.

A distância para os Estados Unidos, de qualquer forma, nunca foi tão pequena. Depois de décadas perseguindo o maior exportador agrícola do mundo, o Brasil chega à segunda metade de 2026 em condições de disputar uma posição que, no início deste século, parecia muito distante.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA