AGRONEGÓCIO
Nesta quinta-feira, dia 7: “Mulheres do agro: seja, faça e aconteça” é foco de evento do Sistema Faesc/Senar-SC
O Sistema Faesc/Senar-SC (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) promove, nesta quinta-feira (07), a live “Mulheres do agro: seja, faça e aconteça”. O evento ocorrerá às 19 horas pelo Microsoft Teams.
A programação contará com as palestrantes Edilene Steinwandter (ex-presidente da Epagri, engenheira agrônoma, graduada pela UDESC) e Laine Valgas (jornalista apresentadora da NSCTV, especialista em Inteligência Emocional e Psicologia Positiva).
As organizadoras do evento Andreia Barbieri Zanluchi (coordenadora do Departamento Sindical da Faesc) e Nayana Setubal Bittencourt (técnica em atividades de Formação Profissional do Senar/SC) explicam que o encontro é destinado às mulheres do agro de SC vinculadas aos Sindicatos Rurais. Para participar é necessário ter o seguinte perfil: ser produtora rural no exercício da atividade; possuir propriedade rural em Santa Catarina; ser associada ao Sindicato Rural (ou dependente de associado); além de ter propósito de contribuir com a Faesc para o crescimento do agronegócio catarinense e o fortalecimento do Sistema Sindical Rural.
Segundo Nayana, além de conhecimentos, o evento trará inspiração às mulheres, pois as palestrantes são grandes referências no Estado como profissionais. “As mulheres estão cada vez mais envolvidas nas atividades econômicas e profissionais de suas propriedades, além de participarem de iniciativas associativistas e de organizações sociais. Queremos que elas estejam cada vez mais preparadas para atuar nas mais diversas atividades que envolvem o agro e, por isso, planejamos essa live com muito carinho”, complementa Andreia.
O presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, é um grande incentivador da promoção de ações que visam o aperfeiçoamento das habilidades empreendedoras das mulheres que atuam campo. “A mulher tornou-se agente de mudanças e transformações, tanto que sua participação como responsável pelos estabelecimentos rurais cresceu significativamente em todo o País. Desejamos que essa situação siga evoluindo e, por isso, queremos fortalecer cada vez mais os programas e eventos destinados às mulheres”.
AGRONEGÓCIO
Dívidas, reforma tributária e sucessão entram no radar jurídico do produtor rural
O aumento do endividamento no campo, a entrada em vigor da reforma tributária e os problemas relacionados a contratos, sucessão familiar e regularização de propriedades colocam as questões jurídicas cada vez mais perto das decisões tomadas pelo produtor rural. Parte desses temas estará no centro da 3ª Conferência Estadual de Direito e Agronegócio, marcada para 17 e 18 de setembro, em Ribeirão Preto (SP).
Promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB SP), o encontro reunirá profissionais do Direito e representantes do agronegócio para discutir mudanças que afetam desde a organização patrimonial das famílias rurais até financiamento, tributação e responsabilidade ambiental.
A recuperação judicial aparece entre os assuntos de maior interesse neste momento. O aumento das dificuldades financeiras de produtores nas últimas safras ampliou as discussões sobre renegociação de dívidas, garantias oferecidas aos credores e os limites para utilização desse instrumento por quem exerce atividade rural.
Contratos agrários também ganham importância em um ambiente de margens mais apertadas. Arrendamentos, parcerias, compra antecipada de produção, financiamentos e operações envolvendo Cédula de Produto Rural (CPR) podem comprometer receitas futuras e exigem atenção às condições assumidas antes da assinatura.
Outra mudança que começa a chegar às contas das propriedades é a reforma tributária. A transição para o novo sistema altera a tributação sobre bens e serviços e terá reflexos sobre aquisição de insumos, comercialização, investimentos e organização das empresas rurais.
O planejamento sucessório será outro eixo dos debates. A transferência da propriedade entre gerações deixou de envolver apenas a divisão das terras. Fazendas que se transformaram em empresas precisam definir administração, participação dos herdeiros, continuidade da atividade e regras para evitar que conflitos familiares comprometam o patrimônio construído ao longo de décadas.
Regularização fundiária e responsabilidade ambiental completam uma área particularmente sensível para o produtor. Documentação da terra, Cadastro Ambiental Rural (CAR), licenciamento e cumprimento da legislação ambiental podem interferir no acesso ao crédito, na comercialização e até na valorização da propriedade.
A tecnologia acrescentou novos temas a essa agenda. Inteligência artificial e blockchain estarão entre os assuntos discutidos na conferência, ao lado de gestão de riscos e sustentabilidade. A utilização crescente de dados na produção rural também amplia discussões sobre responsabilidade, validade de documentos digitais, contratos automatizados e proteção das informações geradas dentro das propriedades.
A programação inclui ainda cooperativismo, relações trabalhistas, governança, planejamento patrimonial e gestão da cadeia produtiva.
A conferência chega à terceira edição depois de as duas anteriores reunirem mais de 2 mil participantes cada. Ribeirão Preto foi novamente escolhida para receber o encontro por sua ligação com algumas das principais cadeias agropecuárias do País.
Mais do que questões restritas aos tribunais ou aos escritórios de advocacia, os assuntos colocados em debate mostram uma mudança na gestão das propriedades. Produção, patrimônio, crédito, tributos e sucessão passaram a exigir decisões jurídicas que podem interferir diretamente no resultado econômico da atividade rural.
Serviço
3ª Conferência Estadual de Direito e Agronegócio da OAB SP
Data: 17 e 18 de setembro
Início: 9h
Local: Centro de Eventos do Ribeirão Shopping, Ribeirão Preto (SP)
Fonte: Pensar Agro
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