AGRONEGÓCIO
FPA mostra força e reúne 13 frentes para contestar MP que reonera a folha de pagamentos
Em uma demonstração de força e união, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se uniu a outras 13 Frentes em uma coletiva de imprensa para contestar a Medida Provisória 1202/23, que trata da reoneração da folha de pagamento. Durante o encontro, os parlamentares apresentaram um manifesto que expressa seu repúdio à medida e defende os interesses do setor produtivo e da população brasileira.
O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), destacou que a posição da coalizão é clara e firme: a MP 1202/23 é prejudicial à geração de empregos, à competitividade das empresas e ao crescimento da economia nacional. Lupion salientou a importância do setor agropecuário, que gera cerca de 34% dos empregos no país e contribui com aproximadamente um terço do PIB. A reoneração da folha, segundo ele, representaria um retrocesso e um obstáculo adicional para o desenvolvimento do país.
Além disso, Lupion mencionou os vetos presidenciais a projetos aprovados pelo Congresso Nacional, como o marco temporal e a lei de pesticidas, que foram rejeitados por uma maioria expressiva. Ele manifestou otimismo após ouvir as declarações dos presidentes do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, em relação ao papel do Poder Legislativo na defesa dos interesses do povo brasileiro.
O manifesto entregue pelos parlamentares convoca seus colegas congressistas a defenderem o estado democrático de direito e as prerrogativas constitucionais. Entre as principais reivindicações estão:
- Devolução da Medida Provisória 1202/2023: A coalizão argumenta que a MP é inconstitucional e fere os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa.
- Inclusão na pauta do projeto de lei 5552/2023: O projeto autoriza o trabalho aos domingos e feriados no comércio, o que, segundo os parlamentares, pode estimular a criação de novos empregos e o crescimento do setor.
- Realização de discussões com a sociedade civil e outras Frentes Parlamentares: A coalizão defende a necessidade de um diálogo amplo e transparente durante a elaboração e apreciação das Leis Complementares da Reforma Tributária.
As Frentes que subscrevem o manifesto representam diversos setores da economia brasileira, como o empreendedorismo, o material de construção, o comércio e serviços, o biodiesel, a mineração, a indústria, o couro-calçadista, a vitivinicultura, a inovação em saúde e a competitividade do país. A união de diferentes setores em torno de um objetivo comum demonstra a força do Parlamento e sua capacidade de mobilizar-se em defesa dos interesses do Brasil.
Ao se unirem e apresentarem um manifesto conjunto, as Frentes Parlamentares enviam um recado claro ao governo federal: o Congresso Nacional está disposto a defender os direitos da população e lutar por um Brasil mais justo, próspero e competitivo.
Frentes Parlamentares signatárias do manifesto:
- Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE)
- Frente Parlamentar do Material de Construção (FMC)
- Frente Parlamentar do Comércio e Serviços (FCS)
- Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio)
- Frente Parlamentar da Mineração Sustentável (FPMin)
- Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)
- Frente Parlamentar do Livre Mercado (FPLM)
- Frente Parlamentar da Mulher Empreendedora (FPMEmp)
- Frente Parlamentar da Indústria e de Máquinas e Equipamentos
- Frente Parlamentar em Defesa do Setor Coureiro-Calçadista
- Frente Parlamentar da Vitivinicultura
- Frente Parlamentar Mista de Inovação e Tecnologias em Saúde para Doenças Raras
- Frente Parlamentar da Indústria
- Frente parlamentar pelo Brasil Competitivo.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Mapa e Polícia Civil apreendem milhares de bebidas falsificadas em Curitiba
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, na última terça-feira (13), de uma operação conjunta com a Polícia Civil do Paraná (PCPR) que resultou na apreensão de milhares de garrafas de bebidas com indícios de irregularidade e falsificação, em Curitiba.
A ação foi conduzida pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov/PR) e pelo Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), com apoio da Vigilância Sanitária Municipal de Curitiba, da Receita Estadual do Paraná e da Secretaria Municipal de Urbanismo. O alvo da operação foi um barracão utilizado como centro de armazenamento e distribuição de bebidas suspeitas de abastecer comércios e eventos na capital e na região metropolitana.
Durante a fiscalização, auditores fiscais federais agropecuários inspecionaram todas as bebidas armazenadas no estabelecimento, com base na legislação federal que regula a produção, a comercialização e a rotulagem de vinhos e bebidas em geral. Foram encontrados vinhos classificados como “vinho colonial” sem registro no Mapa e sem informações obrigatórias nos rótulos, como composição, lote, validade, marca e rastreabilidade. Também não foram apresentadas notas fiscais de aquisição dos produtos.
O Mapa é o órgão responsável pelo registro e pela fiscalização dos estabelecimentos produtores de bebidas no Brasil. Toda bebida comercializada no país deve ser produzida por estabelecimento previamente registrado no Ministério, e os rótulos devem conter o número de registro no órgão. A exigência também se aplica aos produtos coloniais e artesanais.
Ao todo, foram apreendidas cerca de 8,4 mil garrafas de vinho irregular, dos sabores Bordô e Niágara, acondicionadas em caixas com seis unidades de dois litros cada. A ausência de identificação e rastreabilidade impede a verificação da origem e da qualidade das bebidas, representando risco à saúde pública.
A operação também identificou diversas garrafas de cerveja com fortes indícios de falsificação. Entre as irregularidades constatadas estavam rótulos mal colados, presença de bolhas e rugosidades, ausência de lote e validade, além de características incompatíveis com os padrões industriais das marcas envolvidas. A quantidade de cervejas suspeitas de falsificação ainda está sendo apurada pelas autoridades.
A análise contou com a participação técnica de representante da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Amostras das bebidas foram coletadas e encaminhadas ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Paraná para elaboração de laudo pericial oficial.
Um homem foi preso em flagrante durante a operação e poderá responder pelos crimes de falsificação de produtos destinados ao consumo, receptação qualificada e crimes contra as relações de consumo.
Os produtos permanecem apreendidos sob responsabilidade da autoridade policial, e eventual destruição dependerá de autorização judicial.
O Mapa destaca que a fiscalização de bebidas é fundamental para proteger a saúde do consumidor, garantir a qualidade dos produtos comercializados e combater a concorrência desleal. A atuação integrada entre os órgãos públicos reforça o compromisso institucional no enfrentamento à comercialização de bebidas clandestinas ou falsificadas no Brasil.
Informações à imprensa
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