NOVO MANDATO
Thiago Silva retorna à ALMT e coloca educação entre prioridades para próximos quatro anos
Deputado reeleito com 40.856 votos também cita saúde, inclusão, autismo, saúde mental e agricultura familiar como frentes de atuação
O deputado estadual Thiago Silva (MDB) retomou, nesta quarta-feira (7), as atividades na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) após as eleições e utilizou a tribuna para agradecer os 40.856 votos recebidos no pleito deste ano. O parlamentar destacou ainda que foi votado nos 142 municípios do Estado.
Durante o pronunciamento, Thiago afirmou que o resultado eleitoral aumenta a responsabilidade para o próximo mandato e defendeu uma atuação cada vez mais próxima dos municípios. Segundo ele, a intenção é transformar as demandas apresentadas pela população em ações e resultados.
Entre as prioridades anunciadas para os próximos quatro anos, a educação ganhou destaque. O deputado citou a evolução de Mato Grosso nos indicadores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e afirmou que pretende continuar trabalhando para melhorar os resultados do Estado na área.
Thiago também incluiu entre suas pautas a defesa das pessoas com autismo e outras neurodivergências. De acordo com o parlamentar, o objetivo é ampliar a atuação nessa área e cobrar do poder público maior atenção às políticas de saúde mental.
Na área da saúde, uma das principais bandeiras mencionadas foi a construção de um novo Hospital Regional em Rondonópolis. Segundo Thiago, a unidade deverá atender moradores de 19 municípios da região sudeste de Mato Grosso. Ele também afirmou que continuará defendendo a implantação do campus definitivo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis, além da criação de novos cursos regulares.
Além de educação e saúde, o deputado reeleito afirmou que pretende manter atuação em pautas relacionadas à inclusão, saúde mental e agricultura familiar, com acompanhamento de projetos e ações voltados às diferentes regiões do Estado.
Thiago recebeu 40.856 votos e garantiu um novo mandato na Assembleia Legislativa. Levantamento sobre a votação dos deputados estaduais aponta que ele esteve entre os parlamentares que receberam votos em todos os 142 municípios mato-grossenses.
Ao agradecer aos eleitores, o parlamentar afirmou que pretende usar o próximo mandato para manter presença nos municípios e concentrar a atuação em demandas relacionadas à qualidade de vida da população.
com informações mídia News
POLÍTICA MT
Júlio Campos responsabiliza cúpula do União Brasil e polarização por derrota eleitoral
Deputado estadual recebeu 18.517 votos e ficou como primeiro suplente; parlamentar aponta falta de recursos, esvaziamento da chapa e ausência de palanque competitivo entre os fatores que prejudicaram sua campanha.
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) atribuiu sua não reeleição à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) a problemas internos do partido, à falta de estrutura na campanha do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo estadual e à polarização política nacional. A avaliação foi apresentada na quarta-feira (7), após o resultado das eleições de domingo (4).
Com 18.517 votos, Júlio ficou na primeira suplência da coligação, resultado abaixo dos cerca de 40 mil votos que sua equipe esperava alcançar. O parlamentar direcionou críticas à condução estadual do União Brasil, presidido pelo senador eleito Mauro Mendes, a quem atribuiu responsabilidade pelo enfraquecimento da chapa proporcional.
Segundo Júlio, a saída de nomes considerados competitivos, como Allan Porto, Gilberto Figueiredo e Wagner Ramos, reduziu o número de candidatos da legenda e comprometeu a possibilidade de conquistar mais cadeiras na Assembleia. Ele afirmou que quatro integrantes Dilmar Dal Bosco, Sebastião Rezende, ele próprio e Michelly Alencar somaram aproximadamente 120 mil votos, mas o desempenho dos demais candidatos não teria sido suficiente para assegurar uma terceira vaga.
Outro ponto levantado pelo deputado foi a distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral. Júlio afirmou que não recebeu repasses da executiva estadual, enquanto outros correligionários teriam recebido valores de até R$ 2,9 milhões. De acordo com ele, sua campanha foi custeada com recursos próprios e doações de familiares e amigos. As declarações sobre a distribuição dos recursos foram feitas pelo próprio parlamentar.
A falta de um palanque político também foi apontada como fator prejudicial. A situação ocorreu após o partido não viabilizar a candidatura de seu irmão, o senador Jayme Campos, ao governo de Mato Grosso. Júlio e o grupo ligado ao irmão passaram a apoiar Wellington Fagundes, enquanto o União Brasil integrou a aliança de apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Ao comentar a campanha de Wellington, Júlio avaliou que faltou mobilização, especialmente no interior do estado. “Fiquei sem palanque”, afirmou o deputado, ao explicar que não se sentia integrado às duas frentes políticas.
O parlamentar também atribuiu parte do resultado à polarização nacional. Na avaliação dele, candidaturas associadas ao bolsonarismo e à esquerda tiveram desempenho acima das expectativas internas, reduzindo o espaço eleitoral de nomes tradicionais de centro-direita em Mato Grosso.
Apesar da derrota, Júlio Campos afirmou que pretende cumprir o restante do mandato na Assembleia Legislativa e continuar atuando na vida pública estadual. Sem uma cadeira garantida para 2027, o parlamentar encerra a tentativa de reeleição após uma trajetória política de mais de cinco décadas.
Com informações Gazeta
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