ELEIÇÕES 2026

Gisela e Pivetta defendem política voltada ao serviço público e às pessoas

Candidata a vice-governadora afirma que atuação política deve resultar em melhorias na saúde, infraestrutura e qualidade de vida da população

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A candidata a vice-governadora Gisela Simona (União) se emocionou ao falar sobre sua trajetória e o significado de ocupar atualmente uma posição na disputa majoritária ao lado do candidato ao Governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos). A declaração ocorreu durante uma reunião em Cuiabá que reuniu voluntários do Rotary, Lions Club e presidentes comunitários em uma agenda de apoio à chapa.

Durante o encontro, Gisela relatou que, ao longo da campanha, conversou com meninas de regiões periféricas e famílias de baixa renda que disseram enxergar nela uma representação e também manifestaram o desejo de ocupar espaços de decisão política no futuro.

“Quando estou aqui, onde hoje me encontro, em uma campanha majoritária, candidata a vice, ao lado de Pivetta, sim, eu me emociono. Principalmente, quando meninas da nossa periferia, de baixa renda, me dizem: eu também quero estar aí, você me representa”, afirmou.

A candidata relacionou sua trajetória ao voluntariado. Segundo a publicação, Gisela cresceu em uma família ligada ao Rotary e, ainda criança, acompanhou, em 1990, a posse do pai, Amilton Ribeiro de Souza, conhecido como “Mitu”, na presidência do Rotary Club de Várzea Grande-Cristo Rei.

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Para Gisela, essa experiência contribuiu para sua visão de que a política deve estar associada à prestação de serviços à população. Ela afirmou que decisões políticas têm reflexos diretos em situações cotidianas, como pavimentação de ruas, preço do gás e atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Não podemos perder de vista que estamos aqui para servir os outros e não para sermos servidos. A política, para mim, é coisa séria. É um lugar onde os mais simples e as pessoas mais carentes dependem dela para viver”, declarou.

Advogada e servidora pública de carreira, Gisela possui trajetória de mais de duas décadas no Procon e também teve atuação na Câmara dos Deputados em pautas relacionadas ao enfrentamento da violência de gênero. Em agosto, passou a integrar a chapa de Pivetta como candidata a vice-governadora, conforme relatado pela publicação. 

Na área social, Gisela defendeu que uma eventual nova administração seja avaliada não apenas pelos indicadores econômicos, mas também pela capacidade de fazer com que investimentos e desenvolvimento cheguem à população mais vulnerável.

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Ela citou a necessidade de garantir o funcionamento do SUS e a redução das dificuldades enfrentadas por pessoas que não possuem condições financeiras para buscar atendimento particular.

A chapa também apresenta propostas voltadas às mulheres. Segundo o material divulgado, Pivetta e Gisela defendem medidas relacionadas à proteção, oportunidades, autonomia, saúde e dignidade.

No encontro, a candidata ainda afirmou que a população deve observar a trajetória e as propostas dos candidatos antes de definir o voto, especialmente em relação à administração do orçamento público e à definição de prioridades.

“Mato Grosso já demonstrou sua capacidade de produzir, investir e gerar riqueza. O desafio agora é fazer com que essa prosperidade não permaneça restrita aos indicadores econômicos ou aos setores que já conseguem capturá-la, mas alcance também os mais vulneráveis, os municípios, as periferias e as famílias que dependem diretamente da qualidade dos serviços públicos”, diz a manifestação atribuída à chapa. 

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POLÍTICA MT

Justiça concede medida protetiva a vice-prefeita de Jauru contra servidor

Decisão proíbe contato direto ou por terceiros após relatos de ofensas e avanço em direção à gestora dentro da Prefeitura

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A Justiça de Mato Grosso concedeu medida protetiva de urgência à vice-prefeita de Jauru, Enércia Monteiro (PSB), contra o servidor municipal Brasiliano Garcia de Moura, após relatos de ofensas e de um avanço agressivo contra a gestora dentro da Prefeitura. A decisão foi assinada pelo juiz Tiago Gonçalves dos Santos, durante o Plantão da Comarca de Jauru.

Conforme os autos, Enércia relatou episódios recorrentes de comportamento hostil e de desqualificação de sua atuação como vice-prefeita. Um dos casos teria ocorrido em agosto, durante uma solenidade de entrega de títulos habitacionais, quando ela representava o prefeito. Na ocasião, o servidor teria afirmado que ela não seria “digna de exercer função institucional”, sendo necessária a intervenção de terceiros. 

O episódio mais recente ocorreu na manhã de 18 de setembro, dentro da Prefeitura. Segundo o processo, Brasiliano estaria exaltado durante uma discussão relacionada ao protocolo de um requerimento administrativo e teria chutado a mesa do secretário de Finanças.

Ainda conforme o relato apresentado à Justiça, Enércia pediu que o servidor se acalmasse e teria sido alvo de frases como “Cala a boca, você não tem que falar nada”, “Você não é nada” e “Você não manda em nada”. Na sequência, ao exigir respeito, o servidor teria avançado em sua direção, sendo contido por pessoas que estavam no local. 

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Na análise preliminar, o juiz apontou a existência de elementos que indicariam violência psicológica, injúria e intimidação, além de uma situação que poderia ter evoluído para agressão física. O magistrado também destacou a dimensão de gênero diante dos relatos de desqualificação da atuação funcional da vice-prefeita e da tentativa de silenciá-la. 

Pela decisão, Brasiliano está proibido de manter contato com Enércia diretamente ou por terceiros, inclusive por telefone, mensagens, WhatsApp, e-mail, redes sociais ou recados. Ele também não poderá utilizar outras pessoas para transmitir mensagens, intimidar ou constranger a vice-prefeita.

A medida, porém, não impede que o servidor continue frequentando a Prefeitura para exercer suas funções. Eventuais comunicações indispensáveis ao trabalho deverão ocorrer por meio da chefia imediata, do setor de Recursos Humanos ou de canal institucional formal. A proteção foi estabelecida por prazo indeterminado enquanto persistir a situação de risco. 

A medida protetiva tem caráter preventivo e não representa, por si só, uma condenação do servidor. O caso ainda deverá ser apurado pelas autoridades competentes. 

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