Eleições 2026
Saúde no centro das reuniões: Max reúne cerca de 2 mil pessoas e destaca pautas da enfermagem
Deputado apresentou ações da Assembleia voltadas à categoria e citou temas como piso salarial, jornada de 30 horas, carreira, segurança e saúde mental
O deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e candidato à reeleição, reuniu cerca de 2 mil pessoas em encontros realizados em diferentes regiões de Cuiabá na noite desta terça-feira (15). Participaram profissionais da saúde, servidores públicos, trabalhadores da iniciativa privada e moradores da capital.
As reuniões ocorreram nos bairros Boa Esperança, Jardim Florianópolis, Bela Vista e também no Comitê 20000, na Avenida Jurumirim.
Entre os assuntos apresentados por Max esteve o trabalho da Câmara Setorial Temática (CST) da Enfermagem, criada na Assembleia para discutir demandas de enfermeiros, técnicos e auxiliares e transformá-las em propostas legislativas. A criação da CST consta em ato oficial da ALMT de março de 2025.
Pautas da enfermagem
Durante os encontros, Max citou reivindicações debatidas pela categoria, como a aplicação do piso salarial, o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), a jornada semanal de 30 horas, saúde mental e melhores condições de trabalho.
Segundo o deputado, a participação dos profissionais nas discussões permite levar demandas diretamente ao Parlamento.
A CST também participou, conforme relatado nos encontros, de articulações relacionadas à segurança dos trabalhadores da saúde, incluindo a ampliação do Vigia Mais Saúde MT, iniciativa que integra unidades de saúde a sistemas de monitoramento e resposta da Segurança Pública.
Outro ponto mencionado foi o Maio Verde Esmeralda, legislação apresentada como resultado das discussões relacionadas à valorização da enfermagem.
Outras categorias
Além da enfermagem, Max citou outras Câmaras Setoriais Temáticas voltadas à aproximação entre segmentos da sociedade e o Legislativo. Entre elas estão grupos relacionados aos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, mineração e saúde indígena.
A agenda também contou com a presença dos candidatos a deputado federal Neri Geller e Katiuscia Mantelli, além de Elson Ramos, candidato a suplente de senador, todos do Podemos.
As atividades fazem parte da agenda de campanha de Max Russi para a disputa pela reeleição à Assembleia Legislativa em 2026.
POLÍTICA MT
Feminicídio provoca novo confronto entre Buzetti e Galvan durante debate ao Senado
Candidatos divergiram sobre a diferenciação entre homicídio e feminicídio e sobre os efeitos do endurecimento das penas para crimes contra mulheres
A discussão sobre o feminicídio voltou a colocar os candidatos ao Senado Margareth Buzetti (PP) e Antônio Galvan (Avante) em lados opostos durante o debate entre os concorrentes à vaga por Mato Grosso. O confronto teve como principal ponto de divergência a legislação que transformou o feminicídio em crime autônomo e aumentou as penas para assassinatos de mulheres em determinadas circunstâncias.
Galvan questionou a diferenciação entre feminicídio e homicídio e defendeu que crimes contra homens e mulheres tenham a mesma punição. O candidato também colocou em dúvida a efetividade do chamado Pacote Antifeminicídio, sancionado em 2024, que elevou o feminicídio à condição de crime autônomo e estabeleceu pena de 20 a 40 anos de prisão.
Buzetti, que foi autora do projeto que deu origem à legislação, rebateu o posicionamento do adversário e afirmou que a diferença entre os crimes está relacionada às circunstâncias e à motivação da violência, e não somente ao sexo da vítima. A candidata também criticou Galvan por questionar a existência de uma classificação específica para crimes cometidos contra mulheres em contexto de violência de gênero.
Durante a discussão, Buzetti citou o assassinato de Emily Bispo, ocorrido em 2023, em Cuiabá, para defender a necessidade de punições mais rigorosas. Segundo a candidata, a pena aplicada ao responsável pelo crime foi de 18 anos e 9 meses. Ela também mencionou outro caso ocorrido em Minas Gerais, no qual uma condenação chegou a 42 anos, relacionando os episódios às mudanças promovidas pela nova legislação.
Galvan, por sua vez, manteve o argumento de que a legislação não deveria estabelecer punições diferentes com base no sexo da vítima. Durante o debate, citou ainda um caso de uma mulher que teria esfaqueado o marido em Rondonópolis após suspeitar de uma traição, utilizando o episódio para questionar a diferenciação prevista na legislação.
A discussão expôs uma diferença de posicionamento entre os dois candidatos sobre a forma de tratar juridicamente os assassinatos de mulheres. Enquanto Buzetti defende a manutenção do feminicídio como crime autônomo e o endurecimento das punições, Galvan sustenta que homicídios devem receber tratamento penal equivalente independentemente do sexo da vítima.
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