NACIONAL
São Paulo recebe 1,25 milhão de turistas internacionais e bate recorde histórico
São Paulo alcançou um marco histórico no turismo internacional, nos cinco primeiros meses de 2026. Entre janeiro e maio, o estado recebeu 1.258.606 visitantes estrangeiros, o maior volume já registrado no período e 5% superior ao registrado nos cinco primeiros meses de 2025, quando desembarcaram 1.199.723 pessoas vindas de outros países.
Os dados são da Polícia Federal e foram divulgados pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Embratur.
Responsável por atrair quase um terço dos visitantes internacionais do país, São Paulo consolidou-se como o principal hub de entrada do Brasil. A partir da capital paulista, o fluxo de turistas se distribui pelas demais regiões, um movimento impulsionado diretamente pela forte conectividade aérea.
Além da liderança nacional, os números revelam uma trajetória de crescimento consistente ao longo dos anos, como mostra a evolução da chegada de turistas internacionais entre janeiro e maio de cada ano:
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2026: 1.258.606
-
2025: 1.199.723
-
2024: 966.405
-
2023: 920.190
-
2022: 538.172
-
2021: 108.065
-
2020: 525.835
-
2019: 1.062.590
-
2018: 984.217
Analisando apenas maio, também houve aumento de 5% na comparação entre 2025 e 2026. No mês passado, São Paulo recebeu 187.238 turistas internacionais. No ano passado, no mesmo mês, 178.872 pessoas desembarcaram no estado.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o resultado reforça o papel de São Paulo como principal porta de entrada de turistas internacionais no Brasil. “Superar a marca de 1,2 milhão de turistas estrangeiros em apenas cinco meses, posicionando o estado como a principal porta de entrada de visitantes internacionais no país, mostra a força e a diversidade do nosso turismo. São Paulo não é apenas o coração financeiro do Brasil, mas consolidou-se definitivamente como um hub cultural, gastronômico, de negócios e de grandes eventos, que atrai o mundo. Esse crescimento consistente desde 2021 prova que o turismo brasileiro está maduro, forte e gerando emprego e renda de norte a sul”, afirmou.
Missão na China
Gustavo Feliciano, cumpriu agenda recentemente na China, com objetivo de atrair mais turistas para o Brasil.
Ele participou da ITB China 2026, uma das principais feiras de turismo voltadas ao mercado asiático. A agenda ocorreu dias depois do Governo do Brasil anunciar a isenção de vistos para chineses que vêm ao país. A medida, que passou a valer em 11 de maio, é válida até 31 de dezembro deste ano e engloba viagens para turismo ou negócios.
Na China, ele também apresentou o potencial turístico do país à associação que reúne mais de 3 mil agências de turismo do país asiático, intensificando a estratégia de divulgar os destinos brasileiros naquele mercado.
O ministro também negociou a abertura de novas rotas entre os dois países e articulou parceria com a gigante Trip.com, uma das maiores companhias digitais de viagem do mundo. A proposta é que os destinos brasileiros sejam divulgados na plataforma da empresa, numa ação em parceria com a Embratur.
Ainda em Xangai, o Ministério do Turismo lançou o guia de investimentos em mandarim, com projetos que podem chegar a US$ 4,5 bilhões. O objetivo é ampliar a presença de turistas e investidores chineses no Brasil.
Recorde
O Brasil registrou recorde histórico na chegada de turistas chineses em maio deste ano, quando 15.380 visitantes desembarcaram no país. O número é 75% maior em relação a maio de 2025, quando o Brasil recebeu 8.767 pessoas vindas do país asiático.
No acumulado do ano, também houve aumento nesse fluxo. De janeiro a maio, 55.260 visitantes da China vieram para o país – número 43% maior na comparação com o mesmo período do ano passado, quando 38.607 visitantes desembarcaram no Brasil.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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