MATO GROSSO
Programa MT Criativo vai oferecer atividades formativas sobre turismo cultural durante a FIT Pantanal
A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) integra a programação da FIT Pantanal, com atividades formativas que exploram a conexão entre a economia criativa e o turismo, oferecidas pelo Programa MT Criativo nos dias 5 e 6 de junho. As inscrições são gratuitas e já estão abertas neste link.
Durante a maior feira de turismo do Centro-Oeste, que ocorre de 3 a 7 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, a formação propõe estratégias para desenvolver o turismo cultural de experiência em Mato Grosso.
O objetivo das atividades formativas é capacitar profissionais, estudantes e empreendedores do setor turístico e cultural na estruturação e comercialização de práticas inovadoras, utilizando a economia criativa como base para o desenvolvimento regional sustentável.
Entre os destaques da formação estão conteúdos que destacam a importância da identidade cultural, os saberes tradicionais e a sustentabilidade, transformando o potencial local em vivências autênticas para os visitantes.
Para a superintendente de Desenvolvimento de Economia Criativa da Secel, Keiko Okamura, ter a cultura e a economia criativa como pautas na FIT Pantanal demonstra o reconhecimento da potencialidade dessa parceria para o trade turístico de Mato Grosso.
“Essa parceria busca o fortalecimento do turismo cultural, criativo, de vivência e de experiência, trazendo oportunidades de desenvolvimento econômico e de impulsionamento desses setores de forma conjunta. A partir disso, propomos uma atividade que traz essa perspectiva, principalmente a partir de quem já atua, trazendo projetos e experiências reais e que demonstram na pratica todo esse potencial”, explica Keiko.
Programação MT Criativo na FIT Pantanal
Na quinta (5.6), das 14h às 17h, a superintendente Keiko Okamura mediará o painel “Economia Criativa e Turismo – apresentação de cases”, no auditório Minerais do Centro de Eventos do Pantanal.
A presidente da Associação das Redeiras de Limpo Grande (TeceArte), Jilaine Maria, participa do painel, contando como o artesanato tradicional aliado ao turismo ajudou o desenvolvimento econômico e sustentável da comunidade.
Já as fundadoras da agência de turismo Afrotours, Poliana Queiroz e Bianca Rondon, compartilham informações sobre o impacto econômico e social nas comunidades quilombolas e tradicionais envolvidas nos roteiros turísticos.
O fundador e produtor da Feria de Vinil e Criatividades, Max Amorim, também integra o painel deste dia. O produtor apresenta o impacto econômico do modelo de feira de economia criativa, bem como as possibilidades como roteiro turístico urbano.
O debate terá ainda a participação da proprietária da Estância Recanto dos Sonhos, Dalva Cristina do Nascimento, de Tangará da Serra. Dalva abordará o turismo rural criativo, que une agroecologia, gastronomia afetiva e experiência imersiva na rotina do homem do campo
Completa o painel o coordenador da Vivência Umutina Balatiponé, Isaac Amajunepa, que apresentará o projeto de Etnoturismo na Terra Indígena Umutina, em Barra do Bugres, e os impactos no desenvolvimento do território.
Neste dia, haverá também a palestra “Turismo Criativo – Cultura e Turismo cocriando experiências”.
Na sexta-feira (6.6), a formação acontece das 8h às 12h, no Piso Sol, sala 11, com a oficina “Economia Criativa e Turismo: inovando experiências e impulsionando o desenvolvimento regional”.
Ministrada pela turismóloga da equipe da superintendência de Desenvolvimento da Economia Criativa, Luciana Pinheiro Viegas, a oficina levará o participante a criar uma experiência estruturada de roteiro turístico e cultural.
Participam da atividade os representantes dos projetos Rota da Ancestralidade”, “Almoço na Roça e Roda de Prosa”, “Turismo de resistência” e “Turismo rural na agricultura familiar”.
A FIT Pantanal é realizada pelo Sistema Comércio de Mato Grosso, em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), além de instituições parceiras e apoiadores do setor turístico nacional. Mais informações sobre a feira em www.fitpantanal.com/programacao
Serviço
MT Criativo na FIT Pantanal
5 de junho: painel e palestra, das 14h às 17h
6 de junho: oficina, das 8h às 12h
Inscrições: AQUI
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT
Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente
Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.
Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.
Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.
“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.
A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.
Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.
“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.
O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.
Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.
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