POLÍTICA MT
Decisão do STF reforça atuação da ALMT no debate sobre áreas úmidas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deve liderar as discussões para elaboração de uma legislação específica que regulamente o uso e a proteção das áreas úmidas no estado. A afirmação foi feita pelo presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos), após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida em 15 de maio, que extinguiu, sem julgamento do mérito, a ação civil pública que havia suspendido os efeitos da Resolução Consema nº 45/2022.
Na decisão, o ministro Gilmar Mendes acolheu recurso do Governo do Estado e entendeu que a ação civil pública foi utilizada de forma inadequada para suspender, com efeitos gerais, uma norma estadual. Segundo ele, a medida ultrapassou os limites de um caso concreto ao buscar afastar a aplicação da resolução e impor outra lei estadual a áreas ainda sem regulamentação específica.
Na avaliação de Max Russi, o posicionamento do STF contribui para dar mais clareza e segurança jurídica ao debate ambiental em Mato Grosso, ao afastar dúvidas sobre temas como licenciamento, produção e proteção ambiental.
“A decisão ajuda a reduzir a insegurança que havia sobre licenciamento, produção e proteção ambiental. O STF não julgou se a resolução é boa ou ruim do ponto de vista ambiental; disse apenas que não se pode suspender uma norma de efeito geral por meio inadequado. Isso dá mais clareza ao debate”, afirmou.
Russi ressaltou ainda que o estado precisa avançar na criação de uma legislação específica para as áreas úmidas, especialmente nas regiões do Araguaia e do Guaporé.
“Precisamos contar com uma legislação clara, técnica e equilibrada sobre áreas úmidas. Regiões como Araguaia e Guaporé têm características próprias e não podem ficar presas à insegurança jurídica. É preciso proteger o meio ambiente, mas também garantir que o produtor possa trabalhar dentro da lei”, frisou.
Conforme o parlamentar, caberá à Assembleia Legislativa conduzir as discussões e ouvir os diferentes setores envolvidos.
“O papel da Assembleia é liderar esse processo com responsabilidade. Para isso, devemos ouvir o setor produtivo, o Ministério Público, a Sema [Secretaria de Estado de Meio Ambiente], o Consema [Conselho Estadual do Meio Ambiente], os pesquisadores e a sociedade para construir uma legislação moderna, baseada em dados técnicos. A Casa já vinha defendendo esse caminho: diálogo, ciência, equilíbrio e segurança jurídica”, declarou.
Impactos regionais da decisão – Representante do Araguaia na ALMT, o deputado estadual Dr. Eugênio (Republicanos) afirmou que a decisão do STF representa um avanço para o Araguaia ao reforçar a segurança jurídica sobre a regulamentação das áreas úmidas. Segundo ele, estudos técnicos indicam que a região não pode ser enquadrada como bioma Pantanal, o que, em sua avaliação, justifica a adoção de regras específicas compatíveis com a realidade ambiental local.
O parlamentar também destacou a necessidade de conciliar produção e preservação ambiental. “Nosso trabalho é fazer com que nós possamos produzir com sustentabilidade, respeitando o meio ambiente, mas também não impedindo que o nosso Araguaia cresça”, salientou.
Para o deputado Valmir Moretto (Republicanos), a extinção da ação civil pública restabelece a vigência das regras de licenciamento ambiental e destrava processos que estavam paralisados, especialmente na região do Guaporé.
“A extinção da ACP afasta o risco imediato de cancelamento de licenças de drenagem e de outras atividades agropecuárias em áreas úmidas, algo essencial para a economia do estado. Os estudos sobre a estratificação dessas áreas e as discussões sobre o melhor uso do território, conciliando preservação ambiental e produção, representam um caminho mais seguro do que tentar adaptar ao Vale do Guaporé uma norma elaborada para outro bioma”, acrescentou.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Max Russi articula a convocação de 50 oficiais e mais 200 soldados da PM
O deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, anunciou nesta terça-feira (19), o avanço nas negociações para a ampliação do efetivo da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT). Após reuniões consecutivas com o governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), e com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), o parlamentar confirmou a sinalização positiva para a convocação de 50 vagas para o Curso de Formação de Oficiais (CFO) e mais 200 soldados aprovados no concurso.
A convocação para o CFO vai abrir 50 vagas para aspirantes a oficial da Polícia Militar. Desse total, 18 candidatos já atuam na instituição como praças e agora ingressarão no oficialato, o que reduz o impacto financeiro para o Estado. O chamamento atende a uma forte cobrança dos aprovados e busca suprir as necessidades de comando da corporação.
Além das vagas para oficiais, Russi garantiu o encaminhamento junto ao governo do estado para o chamamento de, pelo menos, mais 200 soldados da lista de aprovados. O objetivo do Parlamento estadual é colocar esses novos soldados nas ruas o mais rápido possível, direcionando o reforço do policiamento preventivo e ostensivo principalmente para os municípios do interior.
“O governador Pivetta foi muito sensível ao nosso pleito. Ele reforçou que a prioridade da gestão é o combate firme às facções e a melhoria da segurança pública nos 142 municípios de Mato Grosso. A Assembleia Legislativa fez esse pedido de forma unificada porque o fortalecimento do efetivo é a resposta que a nossa população precisa. Vamos continuar nessa luta para que essa convocação aconteça nos próximos dias”, afirmou Max Russi.
Fonte: ALMT – MT
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