NACIONAL
Ministérios do Turismo e da Cultura debatem ações para ampliar a promoção do Brasil na China
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, debateram, nesta segunda-feira (11), formas de promoção do Brasil na China. O objetivo é atrair turistas chineses, com o fim da exigência do visto por 30 dias, que passou a valer a partir de hoje.
No último ano, o Brasil recebeu 103.122 turistas da China, um aumento de 35% em relação a 2024. Já no primeiro trimestre de 2026, o aumento foi de 30,5%, totalizando mais de 26,4 mil visitantes do país asiático.
“Temos excelentes roteiros e atrativos, que despertam muito interesse dos turistas chineses, como a Amazônia, o Pantanal, as Cataratas do Iguaçu, nossa fauna e flora, e os diversos biomas. Estamos prontos para recebê-los. Essa articulação entre ministérios é fundamental para que possamos, juntos, definir ações de divulgação e parcerias que atraiam chineses para o nosso país”, afirmou Gustavo Feliciano.
Já Margareth Menezes destacou o interesse dos chineses pela nossa cultura. “O público chinês tem demonstrado um grande interesse em aprofundar o diálogo com o Brasil. O Ano Cultural Brasil-China representa uma oportunidade para ampliar a presença da cultura brasileira e fortalecer as conexões entre os dois países”, disse a ministra, que acabou de retornar de uma visita oficial à China para promoção da cultura brasileira.
Durante a reunião, os ministros abordaram, por exemplo, o potencial do audiovisual como ferramenta de promoção internacional do país. A ideia é ampliar a presença das paisagens, da cultura e das experiências brasileiras em produções capazes de alcançar públicos em diferentes partes do mundo, fortalecendo a imagem do Brasil no exterior. Ações poderão ser pensadas para divulgações específicas na China.
Fim dos vistos
A reunião foi voltada ao fortalecimento de ações entre os dois ministérios, com foco na promoção do Brasil no mercado chinês, e reforça a estratégia do Governo do Brasil de ampliar a presença brasileira entre os chineses.
A isenção de vistos é válida até dezembro de 2026 e deve impulsionar o fluxo de turistas chineses no país, fortalecendo o intercâmbio cultural, turístico e econômico entre as nações, especialmente no contexto do Ano Cultural Brasil-China.
A medida abarca viagens para fins de turismo, negócios, atividades artísticas, culturais, recreativas e desportivas, além de visita a familiares, além da participação em conferências, congressos ou reuniões.
O Ministério do Turismo vem atuando na preparação do setor para atender esse público. Por meio do programa Approved Destination Status (ou Programa ADS China), o Ministério credencia agências brasileiras aptas a receber grupos chineses no país. Atualmente, 325 empresas estão habilitadas para oferecer o serviço, com suporte especializado e acompanhamento aos visitantes.
A revista “Tendências do Turismo”, de 2026 – parceria entre o Ministério do Turismo e a Embratur –, destaca que a China deverá ocupar uma das primeiras posições como emissores de turistas em todo o mundo até 2050, ao lado de Índia e Estados Unidos.
Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
André Mendonça abre sigilo e PF expõe mensagens entre Vorcaro e Moraes sobre operação; banqueiro perguntou se deveria deixar o Brasil – veja documentos da PF
Decisão do ministro do STF tornou públicos elementos da investigação sobre a relação entre os dois; material reúne mensagens sobre medidas contra o Banco Master, referências a Paulo Gonet e Andrei Rodrigues e contrato milionário com escritório ligado à família de Moraes
A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de retirar o sigilo de elementos da investigação envolvendo o Banco Master trouxe a público novos detalhes sobre a relação e as comunicações atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes.
O material revelado joga luz sobre mensagens nas quais o empresário demonstra preocupação com o avanço das investigações e das medidas judiciais contra o banco, além de trazer referências ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, ligado à família do ministro.
Com a abertura do sigilo determinada por André Mendonça, documentos e registros que estavam restritos à investigação passaram a alimentar o debate público sobre a extensão dos contatos mantidos por Vorcaro e Moraes e, principalmente, sobre aquilo que o banqueiro sabia a respeito das medidas que estavam sendo preparadas contra ele.
É importante destacar que o conteúdo integra material investigativo e que as interpretações apresentadas pela Polícia Federal não equivalem, por si só, a uma conclusão judicial de que houve prática criminosa por parte das pessoas mencionadas.
“Acha que segunda já tenho que estar fora?”
Um dos episódios que mais chama atenção teria ocorrido em 15 de novembro de 2025, dois dias antes da primeira prisão de Vorcaro.
Segundo o material divulgado, o banqueiro teria enviado uma mensagem ao ministro na qual demonstrava preocupação com o avanço das medidas.
“Acha que segunda já tenho que estar fora?”, teria perguntado Vorcaro.
O conteúdo apresentado também registra questionamentos sobre um juiz chamado Ricardo e sobre Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central.
Segundo investigadores, o conteúdo das conversas sugere que Vorcaro buscava informações sobre o andamento inicial da Operação Compliance Zero, incluindo medidas que poderiam atingir o banqueiro e a instituição financeira.
Vorcaro teria pedido tentativa de adiamento
Outro trecho atribuído ao banqueiro menciona diretamente Andrei Rodrigues.
Na véspera de sua primeira prisão, Vorcaro teria perguntado se o diretor-geral da PF teria condições de postergar o cumprimento das medidas cautelares.
“Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível”, escreveu o banqueiro, segundo o material divulgado.
Em outra mensagem, Vorcaro teria demonstrado preocupação com a gravidade das providências que poderiam ser adotadas e perguntado se existiria alguma possibilidade de bloqueá-las.
A sequência das mensagens passou a ser um dos pontos sensíveis da investigação porque pode ajudar a esclarecer qual era o nível de conhecimento prévio de Vorcaro sobre as medidas que estavam em preparação.
PF aponta referências a Paulo Gonet
O material tornado público também contém referências ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Segundo a investigação, Vorcaro não teria o contato direto de Gonet, mas aparecem registros de aproximação por intermédio de terceiros.
Em 15 de março de 2025, o advogado Ciro Soares teria encaminhado ao banqueiro uma fotografia ao lado do procurador-geral. Logo depois, escreveu: “Liga aqui” e “Ele quer falar com vc”.
Na sequência, aparecem registros de chamadas de voz entre o telefone do advogado e o banqueiro.
O material também menciona a organização de um fórum jurídico em Londres, com despesas custeadas pelo Banco Master.
Segundo a PF, uma referência a “Pedro e Ciro” em uma lista de convidados corresponderia a Pedro Gonet e Ciro Soares.
Ciro Soares negou qualquer ilegalidade, argumentando que não existe irregularidade em convidar empresários, advogados, administradores e palestrantes para seminários e ressaltando que o evento acabou não sendo realizado.
Mensagens de visualização única
Outro ponto destacado pelos investigadores é a maneira como algumas mensagens entre Vorcaro e Moraes teriam sido enviadas.
Segundo a PF, Vorcaro escrevia textos no bloco de notas do celular, fazia uma captura da tela e encaminhava a imagem pelo WhatsApp utilizando o recurso de visualização única.
A investigação sustenta que Moraes responderia de maneira semelhante. As conversas completas, portanto, não teriam sido recuperadas, mas determinadas anotações permaneceram disponíveis para análise.
Em uma delas, atribuída a Vorcaro, o banqueiro teria dito ser “importante reforçar” com Andrei Rodrigues e Paulo Gonet uma orientação para que integrantes subordinados das instituições não fizessem, nas palavras reproduzidas no material, “uma sacanagem” com o Banco Master.
Contrato previa R$ 108 milhões
A investigação também alcança o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes.
A minuta previa 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões, chegando a um valor potencial de R$ 108 milhões ao longo de três anos.
Outro elemento que chamou atenção está nos metadados de uma versão do documento, que indicariam que a última modificação teria sido feita por um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.
O escritório Barci de Moraes apresentou uma explicação para o episódio.
Segundo a manifestação divulgada, o setor de compliance teria solicitado informações a Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia-diretora do escritório, para verificar eventuais impedimentos legais relacionados à contratação do Banco Master.
O escritório sustenta ainda que não existia previsão de atuação no STF e que Moraes jamais havia julgado causa envolvendo o banco. Diante da inexistência de impedimento, segundo essa versão, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios foram prestados.
Abertura do sigilo coloca relação sob escrutínio
A decisão de André Mendonça de abrir o sigilo acrescenta uma nova dimensão ao caso, porque permite que mensagens, documentos e conclusões preliminares da investigação sejam submetidos ao escrutínio público.
O ponto central agora é esclarecer até onde chegou a relação entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, qual era a natureza efetiva das comunicações e de que maneira o banqueiro teria tomado conhecimento de medidas que poderiam atingir o Banco Master.
A divulgação também aumenta a pressão por esclarecimentos sobre as referências a integrantes da cúpula da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.
Os documentos levantam questionamentos relevantes, mas não constituem, isoladamente, prova definitiva de interferência ilegal na investigação. Caberá às autoridades responsáveis estabelecer o contexto das mensagens, confrontar versões e determinar se houve ou não qualquer irregularidade.
Com a retirada do sigilo, o caso Banco Master ganha uma nova frente de repercussão jurídica e política e coloca sob os holofotes a relação entre Vorcaro e integrantes de algumas das instituições mais importantes da República.
Veja documentos e conversas entre o banqueiro e o ministro Alexandre Moraes

-
POLÍTICA MT5 dias atrásJanaina se revolta com PL do sogro e admite: “Se soubesse, poderia ter saído independente” – veja entrevista
-
POLÍTICA MT5 dias atrásJustiça manda soltar empresária de Cuiabá presa em operação da PF que investiga tráfico internacional
-
AGRONEGÓCIO5 dias atrásNovo acesso
-
POLÍTICA MT4 dias atrásMedeiros fala em “melancia” e expõe apelido de Wellington Fagundes, aliado do próprio PL
-
POLÍTICA MT6 dias atrásDilmar detona Wellington Fagundes, diz que senador “nunca fez nada por MT” e declara apoio a Pivetta
-
POLÍTICA MT4 dias atrásDepois de declaração de apoio de prefeito, Pivetta fecha asfalto em 100% de Rondonópolis e Cláudio diz: “Não é conversa fiada, é entregar de verdade” – veja o video
-
POLÍTICA MT7 dias atrásDebandada: Prefeitos do PL, MDB, PSB e PRD declaram apoio a Pivetta e ampliam racha nas bases de Wellington, Janaína e Fávaro
-
POLÍTICA MT7 dias atrásQuaest: 55% dizem que Mauro merece eleger sucessor e 53% aprovam governo Pivetta em MT

