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Expominerio 2025 destaca o Brasil como potência global da mineração

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Começa nesta quarta-feira (26.11), em Cuiabá (MT), a Expominerio 2025, evento que reúne profissionais, empresas e interessados do setor mineral de todo o país para uma programação intensa de debates, capacitação e networking. Realizada em um dos momentos mais aquecidos da mineração brasileira, a Expominerio reflete a expansão e o protagonismo nacional no setor: só no terceiro trimestre de 2025, a mineração faturou R$ 76,2 bilhões, crescimento de 34% sobre o ano anterior.

O Brasil ocupa a vice-liderança mundial na produção de minério de ferro—atrás apenas da Austrália—e se destaca ainda nas cadeias de ouro, cobre, bauxita, nióbio, manganês, estanho e níquel. O minério de ferro sozinho representa quase 60% do valor da produção nacional. Os concorrentes globais mais relevantes para o país são Austrália, China, Rússia, Canadá e Estados Unidos, tornando o cenário altamente competitivo.

A programação da Expominerio foca nos principais desafios e tendências do setor mineral brasileiro:

  • Transformação digital e automação: debatem-se as tecnologias emergentes, inteligência artificial, automação industrial e seus impactos práticos nas operações;

  • Gestão ambiental e sustentabilidade: painéis discutem legislação, uso racional dos recursos e cases de mineração sustentável;

  • Logística e infraestrutura: são abordadas as soluções para escoamento da produção, integração de modais, ampliação portuária e ferroviária;

  • Mercado internacional e competitividade: análises sobre a conjuntura global, estratégias de expansão das exportações e o posicionamento do Brasil frente aos principais players internacionais;

  • Mineração e comunidades: espaço para temas como segurança, impactos socioeconômicos e relação setor/sociedade nas regiões produtoras;

  • Capacitação e inovação: cursos, oficinas e workshops para atualização profissional e formação de novos talentos no segmento;

  • Painéis setoriais: debates voltados a segmentos como ouro, cobre, bauxita, níquel, calcário e manganês, com destaque para oportunidades de negócios e tendências tecnológicas.

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Consolidada como principal vitrine do setor mineral no Centro-Oeste, a Expominerio 2025 debate inovação, sustentabilidade e competitividade, conectando empresas de diferentes portes, pesquisadores e representantes institucionais. A expectativa é que o evento impulsione soluções e fortaleça ainda mais o papel do Brasil como potência global da mineração.

Fonte: Pensar Agro

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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