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Aeroportos de Aracati e Jericoacoara passam por visita técnica antes da primeira rodada do AmpliAR

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O secretário executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, realizou no sábado (22) visita técnica aos aeroportos de Aracati e Jericoacoara, acompanhado do secretário de Turismo do Ceará, Eduardo Bismarck, e da secretária executiva adjunta do MPor, Thairyne Oliveira. A comitiva avaliou as condições operacionais dos terminais e conversou com lideranças, passageiros e funcionários.

Os aeroportos integram a primeira fase do Programa AmpliAR e podem receber mais de R$ 140 milhões em obras de ampliação de pátio, reforma de terminal, melhorias de pista e construção de áreas de segurança.

Aracati

Em Aracati, o secretário verificou as instalações da área de embarque, desembarque, saguão, praça de alimentação e pista de pousos e decolagens. Pelo Programa AmpliAR, a previsão é de que seja realizado um investimento de aproximadamente R$ 42 milhões para ampliação do pátio de aeronaves, reforma do terminal de passageiros e ampliação do estacionamento de veículos.

“Graças a sua localização, Aracati é de grande importância para o desenvolvimento do litoral leste cearense e do oeste potiguar. Um aeroporto requalificado tem potencial para fortalecer a aviação geral e retomar a aviação comercial com a abertura de novas rotas, que se traduzem em mais turistas, mais empregos e oportunidades para a região”, comentou Franca.

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Em uma região com forte vocação turística, é em Aracati que fica a famosa praia de Canoa Quebrada, conhecida por suas falésias, mar verde e dunas.

Jericoacoara

No município de Cruz, vizinho da famosa praia de Jericoacoara, a comitiva verificou a operação de desembarque de passageiros no Aeroporto Regional Comandante Ariston Pessoa, terminal que tem recebido em torno de 300 mil visitantes por ano.

“Jericoacoara é conhecida mundialmente pelas belezas naturais e deve ter um aeroporto à altura. Colocado em oferta pública, a previsão é de que tenhamos um investimento de quase R$ 100 milhões para reformar o terminal, ampliar a pista de pousos e decolagens e garantir mais segurança aeronáutica com a construção nas duas cabeceiras de RESA (área de segurança de fim de pista, na sigla em inglês)”, detalhou o secretário.

O programa AmpliAR busca trazer para os aeroportos regionais a experiência bem-sucedida das concessões aeroportuárias nos principais aeroportos brasileiros. Concessionárias que já possuem contrato de gestão destes grandes terminais com a União podem apresentar propostas para operação dos terminais regionais; em contrapartida, terão o reequilíbrio do contrato em vigor (por extensão do prazo de contrato, redução da outorga ou revisão tarifária).

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Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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NACIONAL

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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