POLÍTICA NACIONAL

Subcomissão debate na terça financiamento para vacina contra o câncer

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O financiamento da pesquisa e o desenvolvimento de vacinas, medicamentos e terapias contra o câncer serão tema de debate na Subcomissão Temporária de Prevenção e Tratamento do Câncer (Cascâncer), ligada à Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A audiência está marcada para terça-feira (7), às 14h.

O requerimento para a audiência (REQ 3/2025 – CASCANCER) foi feito pela presidente da comissão, senadora Dra. Eudócia (PL-AL). A audiência atende ao que foi previsto no plano de trabalho da subcomissão, instalada em agosto.

Foram convidados para a audiência representantes do Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria Comércio e Serviços, além dos seguintes debatedores:

  • Diretora-geral do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos  (Biomanguinhos), Rosane Cuber Guimarães
  • Representante do A.C.Camargo Cancer Center, Ana Paula Pinho
  • Representante da Pfizer Brasil, Adriana Polycarpo Ribeiro

Subcomissão

A subcomissão foi criada para discutir e elaborar propostas sobre terapias, vacinas e medicamentos de alto custo para prevenção ou tratamento dos diferentes tipos de câncer. As propostas podem tratar de aspectos como regulamentação, financiamento, desenvolvimento e incorporação desses tratamentos no Sistema Único de Saúde. O grupo, composto por cinco titulares e cinco suplentes, trabalhará por 180 dias.

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Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Randolfe apresenta PEC com código de ética e novas regras para ministros do STF

Proposta estabelece restrições para magistrados, altera critérios de escolha para o Supremo e prevê quarentena após o fim do mandato

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O líder do governo Lula no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria um Código de Ética e Conduta para os magistrados brasileiros e estabelece novas regras para a escolha e atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A iniciativa ocorre em meio à crise envolvendo o Supremo e ganhou força após o chamado Caso Master. Randolfe iniciou a coleta de assinaturas no Senado para que a proposta possa começar a tramitar.

Para ser apresentada, uma PEC precisa reunir ao menos 27 assinaturas de senadores. Depois, o texto ainda precisa passar pelas etapas de discussão e votação previstas no Congresso.

Regras mais rígidas para ministros

Entre as mudanças propostas está a proibição de que ministros recebam custeio de viagens ou hospedagens e atuem em processos que envolvam interesses próprios ou de cônjuges, companheiros e parentes.

A proposta também restringe vínculos com escritórios de advocacia que atuem perante o tribunal e impede a participação de ministros em julgamentos patrocinados por escritórios ligados a familiares até o terceiro grau.

Outro ponto previsto é a fiscalização dos ministros do STF pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nos mesmos moldes aplicados aos demais magistrados. O procurador-geral da República também passaria a ter sua atuação submetida ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

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PEC mira critérios para escolha dos ministros

O texto também modifica os critérios para indicação de integrantes do Supremo. Pela proposta, magistrados não poderiam ter exercido cargo público de confiança nem mantido filiação partidária nos seis meses anteriores à indicação.

A medida busca reduzir a possibilidade de que presidentes da República indiquem para o STF pessoas diretamente ligadas aos seus governos ou a partidos políticos.

A PEC ainda estabelece uma quarentena de seis meses para ministros que deixarem o Supremo antes que possam assumir outras funções.

Além disso, o texto determina que decisões monocráticas não possam ter sua eficácia suspensa ou restringida por outro ministro de forma individual.

Relação com o caso Daniel Vorcaro

A proposta ganhou destaque em um momento de discussões sobre a relação entre integrantes do Judiciário e interesses privados.

O texto faz referência a situações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo informações citadas na reportagem, mensagens divulgadas pelo Estadão apontaram que Moraes teria editado um contrato do escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, no valor de R$ 130 milhões.

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As mensagens também teriam indicado que Vorcaro consultou o ministro sobre uma possível saída do país antes de ser preso.

Em meio à repercussão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que todos os envolvidos nas investigações sejam apurados, afirmando que as investigações devem alcançar “doa a quem doer”.

Objetivo é ampliar controle e transparência

Na justificativa da PEC, Randolfe afirma que as medidas pretendem fortalecer a legitimidade e a responsabilidade do Poder Judiciário.

O senador defende que a independência dos magistrados deve coexistir com mecanismos de controle, transparência e responsabilização.

Se aprovada, a proposta poderá alterar regras relacionadas à composição, fiscalização e atuação dos ministros do Supremo, além de estabelecer novos critérios para futuras indicações à Corte.

Com informações da Agência Estado.

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