POLÍTICA NACIONAL
Instalada subcomissão que vai debater prevenção e tratamento de câncer
Foi instalada nesta quarta-feira (27) a Subcomissão Temporária de Prevenção e Tratamento do Câncer. O colegiado, que está vinculado à Comissão de Assuntos Sociais (CAS), definiu sua presidente, a senadora Dra. Eudócia (PL-AL), e o vice-presidente, o senador Dr. Hiran (PP-RR). Além disso, o grupo aprovou o plano de trabalho que norteará suas atividades.
A subcomissão, que funcionará por 180 dias, deverá analisar e formular propostas legislativas, além de promover audiências públicas sobre prevenção e a tratamento do câncer.
A criação desse colegiado foi proposta por Dra. Eudócia, que destacou o aumento dos diagnósticos de câncer e a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e ao acesso a terapias inovadoras. Ela lembrou que é autora do PL 126/2025, projeto de lei que institui um marco regulatório para vacinas e medicamentos de alto custo contra o câncer.
— Os casos de câncer estão aumentando substancialmente no nosso país e em todo o mundo. Precisamos olhar com atenção para esse tema, investir em prevenção, diagnóstico precoce e tratamentos de ponta, capazes de reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida dos pacientes — afirmou ela.
A reunião foi marcada por um relato pessoal da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que revelou ter sido diagnosticada com câncer em julho.
— Em 18 dias consegui fazer todos os exames e a cirurgia, e em cinco dias já estava trabalhando novamente. Na próxima segunda-feira começo a radioterapia, mas já estou declarando vitória. O diagnóstico precoce foi fundamental para eu estar como estou hoje. Quero que todas as mulheres no Brasil tenham acesso a saúde como eu tive — disse.
O senador Dr. Hiran lembrou de sua experiência em Roraima com a implantação de uma unidade do Hospital de Amor e ressaltou a importância da implementação da Lei 14.758/2023, que trata da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer.
— O diagnóstico precoce é fundamental. Quando feito no início, ele pode curar até 90% dos casos de câncer de mama. Mas, infelizmente, em muitos lugares do país a maioria das mulheres descobre a doença em estágio avançado. Nosso desafio é garantir que a lei seja cumprida, levando acesso e tratamento de qualidade a todos pelo SUS [Sistema Único de Saúde] — declarou ele.
Já o senador Esperidião Amin (PP-SC) quer que a subcomissão promova debates sobre novas terapias, como as vacinas de RNA mensageiro. Para ele, o colegiado deve contribuir para a incorporação de tecnologias que reduzam danos e ampliem a eficácia dos tratamentos.
— O mundo está evoluindo muito rápido nas terapias contra o câncer. Precisamos aprender com esses avanços e trazer esse conhecimento para o Brasil. O depoimento da senadora Damares mostra o quanto esse tema é humano e urgente — enfatizou.
Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Randolfe apresenta PEC com código de ética e novas regras para ministros do STF
Proposta estabelece restrições para magistrados, altera critérios de escolha para o Supremo e prevê quarentena após o fim do mandato
O líder do governo Lula no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria um Código de Ética e Conduta para os magistrados brasileiros e estabelece novas regras para a escolha e atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A iniciativa ocorre em meio à crise envolvendo o Supremo e ganhou força após o chamado Caso Master. Randolfe iniciou a coleta de assinaturas no Senado para que a proposta possa começar a tramitar.
Para ser apresentada, uma PEC precisa reunir ao menos 27 assinaturas de senadores. Depois, o texto ainda precisa passar pelas etapas de discussão e votação previstas no Congresso.
Regras mais rígidas para ministros
Entre as mudanças propostas está a proibição de que ministros recebam custeio de viagens ou hospedagens e atuem em processos que envolvam interesses próprios ou de cônjuges, companheiros e parentes.
A proposta também restringe vínculos com escritórios de advocacia que atuem perante o tribunal e impede a participação de ministros em julgamentos patrocinados por escritórios ligados a familiares até o terceiro grau.
Outro ponto previsto é a fiscalização dos ministros do STF pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nos mesmos moldes aplicados aos demais magistrados. O procurador-geral da República também passaria a ter sua atuação submetida ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
PEC mira critérios para escolha dos ministros
O texto também modifica os critérios para indicação de integrantes do Supremo. Pela proposta, magistrados não poderiam ter exercido cargo público de confiança nem mantido filiação partidária nos seis meses anteriores à indicação.
A medida busca reduzir a possibilidade de que presidentes da República indiquem para o STF pessoas diretamente ligadas aos seus governos ou a partidos políticos.
A PEC ainda estabelece uma quarentena de seis meses para ministros que deixarem o Supremo antes que possam assumir outras funções.
Além disso, o texto determina que decisões monocráticas não possam ter sua eficácia suspensa ou restringida por outro ministro de forma individual.
Relação com o caso Daniel Vorcaro
A proposta ganhou destaque em um momento de discussões sobre a relação entre integrantes do Judiciário e interesses privados.
O texto faz referência a situações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo informações citadas na reportagem, mensagens divulgadas pelo Estadão apontaram que Moraes teria editado um contrato do escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, no valor de R$ 130 milhões.
As mensagens também teriam indicado que Vorcaro consultou o ministro sobre uma possível saída do país antes de ser preso.
Em meio à repercussão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que todos os envolvidos nas investigações sejam apurados, afirmando que as investigações devem alcançar “doa a quem doer”.
Objetivo é ampliar controle e transparência
Na justificativa da PEC, Randolfe afirma que as medidas pretendem fortalecer a legitimidade e a responsabilidade do Poder Judiciário.
O senador defende que a independência dos magistrados deve coexistir com mecanismos de controle, transparência e responsabilização.
Se aprovada, a proposta poderá alterar regras relacionadas à composição, fiscalização e atuação dos ministros do Supremo, além de estabelecer novos critérios para futuras indicações à Corte.
Com informações da Agência Estado.
-
POLICIAL1 dia atrásRelatório da Polícia Civil cita Adelcino Lopo em suspeitas de favorecimento em contratos públicos
-
POLÍTICA MT7 dias atrásSTF dá vitória a Janaina Riva e manda dividir propaganda eleitoral em 50% com José Medeiros
-
POLÍTICA MT6 dias atrásJustiça mantém vídeo de Pivetta em que Silval acusa Wellington de receber propina
-
POLÍTICA MT6 dias atrásPaulo Araújo reúne cerca de mil pessoas em ato com Virginia, Mauro Mendes, Gisela e lideranças em Cuiabá
-
POLÍTICA MT2 dias atrásPivetta amplia vantagem e eleição pode ser decidida no primeiro turno, Wellington cai
-
POLÍTICA MT5 dias atrásOtaviano Pivetta incorpora agenda feminina ao projeto de governo
-
POLÍTICA MT2 dias atrásIrajá avança, entra no pelotão de frente e Emanuelzinho pode perder a reeleição no PSD
-
POLÍTICA MT6 dias atrásMax Russi vai levar oficinas sobre recursos minerais e sustentabilidade a mais de 22 mil estudantes de Mato Grosso
