SAÚDE

Histórias que narram a força da saúde pública e o impacto na vida dos brasileiros

Há 35 anos, a saúde pública é um direito de todos os brasileiros. O Sistema Único de Saúde (SUS) surgiu para promover dignidade, qualidade, equidade, e o mais importante, a vida. Em celebração ao aniversário de um dos maiores sistemas de saúde públicos do mundo, o Ministério da Saúde apresenta histórias reais de como o SUS tem impactado na vida dos brasileiros desde a sua criação.

A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada do SUS. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) presentes em todo o país promovem o cuidado inicial, a orientação e prevenção. Vai desde o agente comunitário que conhece cada pessoa pelo nome até o enfermeiro e médico de família que sabem das histórias da comunidade.

Quem faz o SUS acontecer

Sania Raquel atuou por nove anos como Agente Comunitária de Saúde na UBS de Canaã, no estado do Maranhão. Sempre gostou de trabalhar em hospitais, mas foi na atenção primária que aprendeu o quanto a prevenção é importante. “Ter acompanhado tantas crianças desde o nascimento, vê-las crescer e o seu desenvolvimento é gratificante. O carinho que sentem por mim faz cada minuto de trabalho valer a pena. Eu me sinto orgulhosa”.

No Brasil, muitas pessoas ainda vivem longe dos grandes centros, a atenção primária é a força que rompe barreiras e alcança quem mais precisa. Com as equipes de Saúde da Família, consultórios de rua e programas voltados para as populações ribeirinhas, indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua, a APS leva cuidado, acolhimento e esperança aos territórios mais remotos do país.

A enfermeira Anaira Rosa de Assis da UBS do Cururu, no Pará, sai de casa preparada para enfrentar sol e chuva em uma embarcação para chegar nas vilas ribeirinhas do lago Cururu. As viagens demoram até duas horas e levam as equipes de saúde da família para visitas domiciliares, e em alguns casos buscam pacientes para consultas.

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Foto: divulgação/MS
Foto: arquivo pessoal

Anaira destacou como o cuidado na região evoluiu com os anos. “Antes, as gestantes iniciavam o pré-natal com 5 ou 6 meses de gravidez, além de não levarem os bebês e crianças nas consultas de acompanhamento. Hoje, com o trabalho constante de conscientização e a visita regular dos profissionais de saúde, as mulheres têm consciência de que o atendimento deve ser feito quanto antes, e a equipe consegue manter a constância no cuidado das famílias”.

Vidas transformadas

A Atenção Primária se organiza em ações amplas e integradas, com programas, serviços e políticas públicas que garantem atenção integral à saúde em todas as fases da vida. Todos os dias, milhares de profissionais atravessam rios, estradas de terra, favelas, aldeias, sertões e vielas para garantir que cada pessoa, em qualquer canto do país, tenha acesso à saúde. Eles levam vacinas, medicamentos, consultas, orientação, apoio e, acima de tudo, esperança.

Anderson Pucceti viveu 10 anos em situação de rua. Foi com a ajuda do programa Consultório na Rua, em São Paulo, que ele conseguiu retomar a sua vida. “Quando você está disposto à mudança, cuidar da sua saúde é essencial”, relata.

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Foto: divulgação/MS
Foto: arquivo pessoal

Nos Consultórios na Rua, o SUS acolhe quem vive em situação de rua, garantindo dignidade a essas pessoas. Nas unidades de saúde, mulheres recebem acompanhamento durante a gestação, crianças têm suas cadernetas de vacinação atualizadas e idosos são cuidados. Nas comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e rurais, a presença do SUS garante respeito e inclusão. É com o esforço diário de milhares de pessoas que o sistema público de saúde está presente na rotina dos brasileiros de forma integral.

J. Fleck
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde atualiza normas para organização da infraestrutura da saúde indígena

O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira, 6 de julho, a Portaria GM/MS nº 11.925, que atualiza as normas de organização física dos estabelecimentos de saúde do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). A medida estabelece parâmetros mínimos assistenciais, funcionais e arquitetônicos para implantação, ampliação e adequação das unidades de saúde indígena.

As mudanças indicam a padronização da rede física do SasiSUS, considerando as especificidades culturais, geográficas e sanitárias dos povos indígenas. De acordo com a Secretária Adjunta da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), Putira Sacuena, a atualização amplia as tipologias de edificações reconhecidas oficialmente. “Além de manter os estabelecimentos já consolidados, como as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), as sedes de Polo Base, as Casas de Saúde Indígena (Casai) e os alojamentos, a nova regulamentação incorpora equipamentos que respondem de forma mais adequada à diversidade territorial, cultural e assistencial dos nossos povos indígenas”.

As tipologias dos estabelecimentos passam a contar com definições mais claras sobre atribuições e parâmetros de funcionamento. Entre as mudanças, está a regulamentação do Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI), unidade destinada à oferta de serviços especializados, atendimento em situações de urgência e emergência, vigilância em saúde e resposta a emergências sanitárias. A estrutura oferecerá cuidados especializados, especialmente em regiões remotas.

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A portaria também institui o Ponto de Atendimento em Saúde Indígena (Pasi), destinado a comunidades de pequeno porte ou localizadas em áreas de difícil acesso. Essa estrutura permitirá a oferta de ações de atenção primária, prevenção e promoção da saúde por meio de atendimentos programados realizados pelas Equipes Multiprofissionais de Saúde Indígena (EMSI).

A portaria ainda prevê a criação da Casa de Passagem de Saúde Indígena (Capasi), espaço destinado ao acolhimento temporário de usuários indígenas e seus acompanhantes durante deslocamentos para atendimento especializado ou tratamentos de curta duração.

A norma também atualiza a gestão da assistência farmacêutica ao instituir a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) como unidade específica para armazenamento, controle e distribuição de medicamentos e insumos estratégicos.

Outro ponto é a atualização da classificação das Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), que passam a ser dimensionadas conforme o porte populacional das aldeias, permitindo adequação da infraestrutura às necessidades de cada território. As Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai) também passam a ser classificadas em níveis de referência local, regional e nacional.

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A portaria cita as medicinas indígenas e o diálogo intercultural, indicando as Casas de Medicinas Indígenas como espaços destinados à preservação dos conhecimentos tradicionais, ao cuidado integral e à promoção da interação entre os saberes ancestrais e a medicina convencional.

A regulamentação estabelece ainda, que os projetos deverão considerar aspectos como perfil epidemiológico, características socioculturais, condições geográficas, logística de acesso, população assistida e planejamento distrital.

Sílvia Alves
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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