SAÚDE

Brasil apresenta na Alemanha estratégias de inovação para fortalecer o SUS

Em busca de avanços para a saúde pública brasileira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta segunda-feira (2/3), do fórum internacional Regulation & Investment – Frankfurt 2026, na Alemanha. Na oportunidade, o chefe da Pasta defendeu parcerias e investimentos em áreas como inovação, produção nacional e fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) para ampliar o acesso a medicamentos, aumentar a eficiência e garantir a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS).  

“No Brasil do presidente Lula, a saúde não é tratada como despesa fiscal, mas como uma agenda estratégica de desenvolvimento econômico e social. É um setor que mobiliza investimentos intensivos em tecnologia, gera empregos qualificados e estimula cadeias produtivas complexas em todo o território nacional”, afirmou Padilha.   

A participação do ministro ocorre em um contexto de expansão das políticas brasileiras voltadas à incorporação de novas tecnologias no SUS. “Investir em inovação não é apenas uma escolha tecnológica. É uma estratégia econômica que reduz custos futuros associados a tratamentos tardios e hospitalizações complexas”, reforçou. 

Padilha também destacou instrumentos como as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), conduzidas em articulação com instituições como Fiocruz, INCA e o Grupo Hospitalar Conceição, que permitem a internalização de tecnologias estratégicas e fortalecem a produção nacional de medicamentos e outros insumos.   

Leia Também:  Farmácias têm até 31 de julho para renovar o credenciamento no Programa Farmácia Popular

Por fim, o ministro enalteceu o papel do Brasil na cooperação internacional em saúde, especialmente após a liderança brasileira na criação da Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo.   

“Sustentabilidade em saúde não significa gastar menos — significa investir melhor, com foco no valor social e econômico gerado para a população. Ao tratar a saúde como agenda de desenvolvimento, o Brasil reafirma seu compromisso com sistemas mais resilientes, inovadores e equitativos”, concluiu.  

Realizado na Goethe-Universität Frankfurt am Main, o encontro integra a agenda internacional do Dinter – Diálogos Intercontinentais e tem como objetivo promover um intercâmbio institucional de alto nível entre Brasil e Europa, contribuindo para a qualificação das políticas públicas e o fortalecimento da cooperação internacional. 

Inovação internacional para os hospitais inteligentes no SUS

ministro_hospital (1).jpg
Foto: Walterson Rosa/MS

O ministro também visitou o Hospital de Alta Tecnologia da Fresenius Helios (FSE), referência mundial em hospital inteligente. O objetivo foi conhecer as instalações, fortalecer o diálogo para possíveis parcerias e avaliar a incorporação dessas tecnologias no Brasil, contribuindo para consolidar a iniciativa pioneira do SUS na implantação de hospitais inteligentes. 

O Brasil, por meio do Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade de São Paulo, estados e municípios, trabalha na estruturação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes. A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, do Governo Federal, que busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos especializados no SUS. 

Leia Também:  Ministério da Saúde lança Guia para qualificar atendimento de emergências no SUS

“Estamos construindo, além disso, uma rede de hospitais e serviços inteligentes em todas as regiões do país, com financiamento do Banco dos BRICS e do governo brasileiro. Entre eles, está previsto um hospital de urgência e emergência que será o primeiro do Brasil 100% inteligente, em parceria com a universidade e o governo do estado de São Paulo. Serão serviços de saúde com uso intensivo de Inteligência Artificial e com integração entre usuários, serviços e equipamentos”, explicou o ministro. 

O projeto prevê a implantação inicial em 13 estados — Manaus (AM), Belém (PA), Salvador (BA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Dourados (MS), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS) — com foco nas UTIs e na criação de um hospital de emergência totalmente inteligente, conectado por internet, com monitoramento digital de equipamentos, integração com ambulâncias e articulação com as redes locais de atenção à saúde. 

Edjalma Borges   
Ministério da Saúde   

Fonte: Ministério da Saúde

Propaganda

SAÚDE

Ministério da Saúde investe mais de R$ 22,4 milhões no fortalecimento a saúde indígena em Mato Grosso do Sul

Para ampliar a assistência à saúde indígena em Mato Grosso do Sul, o Ministério da Saúde destinou mais de R$ 22,4 milhões para a construção de uma Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) na Aldeia Água Branca, no município de Aquidauana, e para a ampliação da frota utilizada pelas equipes de saúde. O investimento contempla a entrega de 98 caminhonetes, sendo 64 disponibilizadas imediatamente e outras 34 nos próximos dias. O anúncio foi feito neste sábado (20), pela secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.

Do total de recursos, R$ 21,38 milhões serão destinados à locação de 98 veículos e à disponibilização de 185 motoristas. Outros R$ 1,05 milhão serão investidos na ampliação da UBSI da Aldeia Água Branca, beneficiando diretamente 706 indígenas. Além da ampliação da unidade de saúde, Aquidauana e os demais municípios atendidos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS) serão contemplados com o reforço da frota utilizada pelas equipes de saúde indígena, ampliando a capacidade de atendimento nos territórios.

Leia Também:  Ministério inicia curso de educação popular em saúde para o cuidado à população em situação de rua

O contrato prevê a locação de veículos com motorista, manutenção, limpeza, seguro e franquia livre, garantindo melhores condições para o acesso das comunidades aos serviços de saúde. A iniciativa também contribuirá para agilizar o deslocamento das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI), bem como a realização de vistorias em estruturas de saneamento e o transporte de insumos, medicamentos e equipamentos.

Para a secretária Lucinha, os investimentos são estratégicos e estão alinhados ao compromisso do Governo do Brasil com o fortalecimento da saúde indígena. “Esses investimentos reforçam o compromisso do governo com a ampliação do acesso à saúde, a qualificação da infraestrutura e o fortalecimento da atenção primária nos territórios indígenas. No DSEI Mato Grosso do Sul, as equipes dependem quase integralmente do transporte terrestre para percorrer os cerca de 250 mil quilômetros quadrados de área de atuação. Por isso, a disponibilidade de veículos adequados e em boas condições é fundamental para garantir a continuidade da assistência e evitar a descontinuidade do atendimento nas comunidades mais distantes”, completou.

O DSEI de Mato Grosso do Sul atende mais de 93 mil indígenas pertencentes a oito povos — Guarani, Kaiowá, Terena, Kadiwéu, Kinikinau, Ofaié, Guató e Atikum — distribuídos em 30 municípios do estado. Atualmente, a rede é composta por 81 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), 53 pontos de apoio e três Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai).

Leia Também:  Proadi-SUS viabiliza cerca de R$340 milhões de recursos para o SUS em 2025

Luiz Cláudio Moreira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA