MATO GROSSO
Seduc entrega nova quadra poliesportiva da Escola Estadual Jada Torres: “entrega de um sonho de mais de 20 anos”, afirma diretora
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) entregou, na manhã desta quinta-feira (5.6), em Tangará da Serra, a quadra poliesportiva da Escola Estadual Cívico-Militar Professora Jada Torres. O evento reuniu alunos, professores e autoridades locais.
Com um investimento de R$ 2,2 milhões, a quadra beneficiará os 479 estudantes da unidade, oferecendo um espaço adequado para a prática esportiva e atividades de lazer.
A diretora da escola, Idalina Meurer, disse que a quadra era um sonho esperado há mais de 20 anos pela comunidade escolar. “Agora, os estudantes poderão vivenciar a prática de esportes alinhada à proposta de termos alunos mais saudáveis. E vamos além, abrindo a quadra no horário noturno para que os pais, tios e primos dos nossos alunos possam praticar futsal, vôlei ou basquete. Dessa forma, traremos a família ainda mais para dentro da escola”, destacou.
Elena Nogueira é mãe do aluno Hugo Rafael, do 7º Ano. Ela aprovou a proposta da diretora e definiu como fundamental que a escola esteja aberta em todos os sentidos. “Meu filho estava ansioso, porque, quando tinha educação física, precisava ficar na sala de aula. O calor impedia os alunos de praticar educação física na área externa. Agora, isso mudou”, disse.
O estudante Murilo Manoel Alves, do 8º Ano, contou que começou a estudar na Jada Torres neste semestre e que a expectativa pela inauguração da quadra era grande. “Começamos o ano sem poder jogar bola e, agora, com a quadra entregue, vamos interagir muito mais”, disse.
A colega de turma, Maria Eduarda, também reforçou a espera pelo espaço: “Não vejo a hora de estrear a quadra para jogar vôlei, o esporte de que mais gosto”.
Além da quadra, o secretário anunciou a construção de dois Colégios Estaduais Integrados (CEIs) em Tangará da Serra, com um investimento total de R$ 42 milhões. O edital para a construção será publicado no segundo semestre e faz parte de um projeto que prevê a construção de 30 CEIs em diversos municípios até 2026.
Alan destacou que os investimentos do Governo de Mato Grosso, apenas na infraestrutura escolar do município, já somam mais de R$ 22 milhões. Os recursos foram aplicados na construção de quadras poliesportivas nas escolas estaduais Dr. Hélcio de Souza e Ministro Petrônio Portela, no CME Tânia Arantes, na ampla reforma e ampliação da Patriarca da Independência e da Escola Militar Tiradentes Salomão Piovesan, além da construção da Escola Estadual Vereador Bento Muniz.
“A gente vive um momento muito importante. Estamos inaugurando uma grandiosa obra para os nossos alunos. Só temos a agradecer pelos investimentos da Seduc em Tangará da Serra. Vamos retribuir usando muito bem todos esses recursos”, concluiu o prefeito Vander Masson.
Atualmente, o município de Tangará da Serra tem 7.196 alunos matriculados em 16 escolas da rede estadual.
Infraestrutura escolar
Na somatória total dos investimentos na infraestrutura escolar da Rede Estadual, de 2019 a maio de 2025, já foram entregues aos municípios 38 escolas novas; outras 49 unidades estão em obras pelo Estado, e há 9 escolas conveniadas com as licitações em andamento.
No mesmo período, a Seduc ainda entregou 84 escolas reformadas; outras 96 estão em obras, e 9 escolas conveniadas aguardam licitação para início das obras de reforma. A comunidade escolar também recebeu 43 novas quadras poliesportivas e outras 17 estão em obras.
Também participaram da solenidade em Tangará da Serra o vice-prefeito Eduardo Sanches; a primeira-dama do município, Silvana Masson; os vereadores Edmilson Porfírio, Renato Calhas, Sebastião Ramos, Miltinho do Lanche, Hélida Nazaré, Serlima Moraes; os secretários municipais Vagner Guimarães (Educação), Luciano Sassá (Esportes), Magno César (Obras), Ângela Xavier (Saúde), Silvio Somavilla (Comércio); o diretor do Polo Regional de Educação, Saulo Scariot; entre outras autoridades.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Gisela aposta na força regional e leva recado de Pivetta a Moacir em Barra do Garças
A candidatura de Moacir Couto à Assembleia Legislativa ganhou nesta sexta-feira (21), um componente político que extrapola o lançamento de mais um nome na disputa proporcional. Em Barra do Garças, onde mais de 300 pessoas participaram do ato, a presença da candidata a vice-governadora Gisela Simona levou ao palco uma discussão que há anos atravessa o Araguaia: a necessidade de transformar o peso econômico e social da região em maior capacidade de representação política e de interlocução com o Governo do Estado.
Empresários, produtores rurais, lideranças políticas, moradores de Barra do Garças e apoiadores de municípios vizinhos acompanharam o lançamento da candidatura de Moacir, que pretende ocupar um espaço que considera estratégico para o desenvolvimento regional, especialmente nas áreas de saúde, infraestrutura e investimentos públicos. A agenda também expôs uma característica cada vez mais presente na campanha de Gisela: a circulação pelos municípios e a tentativa de compreender a política a partir das demandas concretas que chegam das comunidades.
Ao declarar apoio ao empresário barra-garcense, Gisela levou uma mensagem do governador Otaviano Pivetta, de quem é candidata a vice na disputa pelo Palácio Paiaguás. Segundo ela, Pivetta havia encontrado Moacir em Várzea Grande e pediu que sua vice levasse pessoalmente seu abraço ao amigo. “Ele disse: estive com Moacir em Várzea Grande. Agora, na Barra do Garças, minha vice vai pessoalmente entregar meu carinho a você, que não é um irmão de sangue, mas é de alma”, relatou.
Mais do que uma manifestação de amizade, a fala evidencia uma característica da atual composição política que tenta se consolidar em torno de Pivetta: a construção de uma rede que procura combinar a força administrativa do governo com lideranças regionais capazes de traduzir demandas locais para dentro da estrutura estadual.
Gisela também associou a candidatura de Moacir ao debate sobre a continuidade administrativa de Mato Grosso. Ao defender a chapa liderada por Pivetta, destacou a experiência do governador e sua capacidade de interlocução com os municípios.
“Ele é um administrador nato, com experiência comprovada em criar qualidade de vida. E todos sabem que é confiável. O projeto de transformar para melhor a vida da população de Mato Grosso precisa ter prosseguimento”, afirmou.
A declaração ganha dimensão política maior diante do movimento recente de prefeitos em torno da candidatura de Pivetta. Na última terça-feira, 133 dos 142 prefeitos de Mato Grosso, o equivalente a 93,7% dos municípios, formalizaram apoio à sua reeleição. O dado evidencia a capilaridade municipal da candidatura, embora, naturalmente, apoio de prefeito não se confunda automaticamente com transferência de votos.
Para Gisela, entretanto, a adesão dos prefeitos traduz sobretudo uma experiência administrativa vivenciada nos próprios municípios. A candidata a vice tem defendido que gestores municipais reconhecem os efeitos dos investimentos estaduais em infraestrutura, saúde e serviços e, por isso, não desejariam retroceder. A leitura coloca o municipalismo no centro da estratégia eleitoral de Pivetta e aproxima a campanha do cotidiano de quem administra as cidades.
Em Barra do Garças, essa discussão ganhou um rosto concreto. Durante o evento, Dona Célia relatou a dificuldade enfrentada pela família para conseguir atendimento especializado para a neta Melissa, de seis anos, diagnosticada com autismo e que precisava passar por uma cirurgia de hérnia umbilical. Segundo seu relato, depois de procurar atendimento em Barra do Garças e em Cuiabá, tomou conhecimento da atuação de Moacir em defesa da estrutura hospitalar da região.
“Mesmo sem me conhecer, ele olhou para a nossa situação e segurou a nossa mão”, afirmou.
O depoimento é significativo porque recoloca a saúde no centro de uma disputa eleitoral que, frequentemente, é narrada apenas pelos números do crescimento econômico. Barra do Garças funciona como polo de atendimento para diversos municípios do Araguaia e enfrenta há anos o desafio de ampliar sua capacidade de atendimento especializado. Em maio, o Governo do Estado anunciou justamente a elevação do repasse para a saúde do município de R$ 800 mil para R$ 2 milhões, reconhecendo a pressão exercida sobre a rede local pelo atendimento de pacientes de toda a região.
Há, portanto, uma equação política interessante em construção: o Estado afirma ter capacidade de investimento; os municípios reivindicam infraestrutura e serviços; e lideranças regionais buscam transformar essas demandas em representação política permanente.
É nesse ponto que Moacir pretende construir sua candidatura. “Não é apenas uma campanha política. É um movimento histórico de uma cidade e de uma região que precisa deixar de ser órfã e ter um representante que conheça sua realidade, que tenha portas abertas e possa ajudar a alavancar Barra do Garças e toda a região do Araguaia”, afirmou.
A expressão “deixar de ser órfã” talvez seja a síntese política mais importante do encontro. Não se trata apenas de eleger um deputado, mas de disputar a capacidade de uma região de participar das decisões sobre recursos, obras e políticas públicas que afetam diretamente sua população.
E é justamente aí que a presença de Gisela ganha significado próprio. Depois de quase três anos na Câmara dos Deputados, onde construiu sua atuação a partir de pautas nacionais como a defesa do consumidor, combate à violência contra as mulheres, proteção contra fraudes financeiras e enfrentamento de novas formas de vulnerabilidade social, a candidata a vice-governadora passa a ocupar outro lugar na engrenagem política: o de alguém que pretende levar para a chapa majoritária a experiência de quem aprendeu, no Procon e depois no Congresso, que grandes decisões públicas só fazem sentido quando chegam à vida cotidiana.
Em Barra do Garças, essa experiência encontrou uma agenda regional muito concreta: saúde, representação e capacidade de fazer a ponte entre o município e o Estado.
E talvez seja justamente essa ponte que a campanha de Pivetta e Gisela esteja tentando construir nos municípios: uma candidatura majoritária que não se apresente apenas como continuidade de um governo, mas como continuidade de uma relação política com as cidades. Relação que agora será testada diretamente nas ruas e nas urnas.
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