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Programa Super Star_Gio recebe a segunda facilitação sobre Linguagem Simples

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Em uma iniciativa pioneira, a Coordenadoria Judiciária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, pela segunda vez, trouxe a atenção ao relevante tema da “Linguagem Simples” e realizou uma facilitação sobre o assunto nessa quinta-feira (07 de março), na sede do TJMT, em Cuiabá.
 
Para falar sobre o assunto, estiveram presentes as servidoras do Laboratório de Inovação (InovaJusMT), Janaína dos Santos Taques e Josiane Dalmagro, que vêm trabalhando o tema dentro do judiciário mato-grossense.
 
A capacitação teve como público-alvo os estagiários e servidores da área judiciária, visando aprimorar suas habilidades em linguagem simples, essenciais para o pleno entendimento dos processos judiciais e para uma interação eficaz com as partes envolvidas nos processos.
 
O Super Star_Gio é um programa consolidado do TJMT e tem como missão assegurar um aprendizado abrangente e eficiente aos estagiários, com o objetivo de proporcionar uma compreensão integral das diversas fases do processo judicial e da estrutura da Área Judiciária.
 
“Eu acho esse assunto muito importante para esses estagiários, pois eles são jovens, vindos da faculdade, mas que ainda são ensinados de um jeito antigo, de falar, de peticionar, com todos os vernáculos, latins e tudo que tem na faculdade. Então abordar esse assunto com eles é fundamental para mudança de cultura do Poder Judiciário. Trazer a linguagem simples para o judiciário é algo que já deveria ter acontecido há muito tempo. Mas, felizmente, o Conselho Nacional de Justiça está realizando essa abordagem e incentivando essa mudança, assim como nosso Laboratório de Inovação, e isso irá impactar no futuro”, pontuou a coordenadora judiciária do TJMT, Rose Pincerato.
 
A capacitação em Linguagem Simples foi conduzida de forma dinâmica e interativa, com apresentação da teoria e diretrizes da linguagem simples, além de uma gamificação em formato de quiz com os participantes.
 
Essa etapa proporciona uma oportunidade única de testar o conhecimento recém-adquirido e estimular a participação ativa dos estagiários e servidores.
 
O tema é trazido à tona para ressaltar a importância do aprimoramento da Linguagem Simples no contexto jurídico, destacando que a clareza na comunicação contribui para a eficiência do sistema judicial, promovendo um ambiente mais acessível e compreensível para todos os envolvidos, além ser tema central do Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples, estabelecido pelo Conselho Nacional de Justiça.
 
“Eu tenho 28 anos de judiciário e eu, com toda essa experiência, já tive que pegar em dicionário para entender decisões, então você imagina a parte que está lendo aquilo. Por isso esse trabalho é muito importante”, ressaltou, ainda, Pincerato.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativos para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto 1: Imagem horizontal colorida em ângulo aberto com a servidora Josiane Dalmagro falando para os participantes. Ela é uma mulher branca, loira de cabelos curtos e lisos. Usa calça, blusa comprida de manga e sapatos pretos. Ela segura o microfone com uma das mãos e conversa com os aprticipantes, que estão sentados em poltronas de frente para ela. Foto 2: servidora Janaina Taques em pé, no centro do plenário falando ao microfone. Ela é uma mulher loira, de cabelos cacheados compridos. Usa calça jeans escura e blusa de manga comprida azul. De frente para ela, sentados nas poltronas, estão os estagiários e servidores.
 
Josiane Dalmagro
Laboratório de Inovação do TJMT
InovaJusMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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