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Mais próximo da comunidade: Judiciário inaugura Posto Avançado de Atendimento em Gaúcha do Norte

O Poder Judiciário de Mato Grosso deu mais um passo importante para garantir o acesso da população aos serviços públicos. A Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva e o Corregedor-Geral da Justiça, Juvenal Pereira da Silva inauguraram na manhã desta terça-feira (06 de junho) mais um Posto Avançado de Atendimento Digital (PAAD) do Judiciário mato-grossense.
 
O PAAD de Gaúcha do Norte (416 km da Capital) foi inaugurado em parceria com o Sindicato Rural do Município, onde a unidade também está instalada, com duas salas reformadas, mobiliadas e com computadores cedidos pela entidade.
 
Um anseio antigo da população, o PAAD funciona como extensão do Fórum da Comarca, oferecendo os principais serviços por meio da tecnologia às comunidades mais distantes. O município foi o terceiro em Mato Grosso a receber um Posto Avançado de Atendimento Digital, depois de Planalto da Serra e Nova Brasilândia.
 
A unidade vai facilitar o acesso à Justiça e ampliar a capacidade de atendimento dos serviços do Judiciário para a população, que não precisará mais percorrer cerca de 200 quilômetros até a sede da Comarca, em Paranatinga.
 
Para a presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, com a instalação do PAAD, as pessoas passam a ser bem atendidas diretamente no município, como se estivessem na sede da Comarca.
 
“A instalação que estamos inaugurando em Gaúcha do Norte prevê, audiências, atendimentos com o gabinete e a Secretaria da Comarca de Paranatinga, tudo por acesso remoto. Temos diversas possibilidades que podem ser usadas para qualquer lugar do Brasil. Então é a tecnologia diminuindo distâncias e fazendo com que o Poder Judiciário de Mato Grosso estabeleça essa conexão, onde cada vez mais a Justiça se aproxime do cidadão”.
 
Segundo a desembargadora, a pretensão do Judiciário mato-grossense é por meio dos PAAD’s atingir todos os municípios que não são sedes de Comarcas. “Ao total são quase 30 municípios, Gaúcha do Norte ajuda a puxar essa fila importantíssima de instalação dos Postos Avançados”.
 
O diretor do Foro da Comarca de Parantinga, juiz Fabrício Sávio da Veiga Carlota, ressalta que a visão do TJMT de aproximar o cidadão da Justiça vai estreitar os duzentos quilômetros de distância com a Comarca. “Vai permitir que o jurisdicionado possa fazer o seu atendimento, participar de audiências, averbações, economia de tempo e dinheiro. Estou muito feliz de fazer parte desse projeto, Gaúcha do Norte precisava desse posto. É mais uma vez o Tribunal de Justiça à frente e mostrando que está presente em todos os cantos do Estado de Mato Grosso.
 
De acordo com o corregedor-geral da Justiça, Juvenal Pereira da Silva, o município de Gaúcha do Norte é um local de muito progresso e que possuía essa dificuldade de acesso à Justiça. “Esse Posto Avançado de Atendimento Digital garante facilidade e cidadania a esse povo tão ordeiro. O Judiciário está prestando o que é de sua competência e jurisdição ao cidadão.”
 
O presidente do Sindicato Rural de Gaúcha do Norte, Josenei Zemolin, destacou que a instalação do PAAD é motivo de muita comemoração para população gauchense do norte. “Para nós, com o Posto Avançado, ficará muito mais prático e acessível o acesso aos serviços de Justiça. Foi uma ótima parceira, nos apresentaram as necessidades e a gente correu atrás para oferecer o que era preciso. A população fez uma ótima colaboração e esse espaço vai servir de exemplo para muitos municípios de Mato Grosso.”
 
Estiveram presentes na cerimônia, o desembargador Paulo da Cunha, a juíza auxiliar da Presidência, Viviane Brito Rebello, o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Lídio Modesto da Silva Filho, e a diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula.
 
Cidadã Gaúcho Nortense – A líder do Judiciário foi prestigiada durante o evento com o Título de Cidadã Honorária Gaúcho Nortense. A honraria da Câmara dos Vereadores de Gaúcha do Norte também foi concedida ao corregedor-geral da Justiça, Juvenal Pereira da Silva, ao desembargador Paulo da Cunha, ao diretor do Foro da Comarca de Paranatinga, Fabrício Sávio da Veiga Carlota, e a outras autoridades ligadas ao município.
 
Justiça 4.0 – O Programa Justiça 4.0, do CNJ, tem o objetivo de aproximar o sistema Judiciário brasileiro da sociedade ao disponibilizar novas tecnologias e inteligência artificial. Para isso, impulsiona a transformação digital no Judiciário garantindo serviços mais rápidos, eficazes e acessíveis, ao promover soluções digitais colaborativas que automatizam as atividades dos tribunais, otimizando o trabalho dos magistrados, servidores e advogados.
 
#paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: ao centro a placa de inauguração do Posto de Atendimento está sobre um cavalete. As autoridades estão ao lado da placa a aplaudem a solenidade. Segunda imagem: fotografia mostrando o interior do Posto de Atendimento. Terceira imagem: fotografia registrando a solenidade de inauguração. As autoridades estão sentadas à mesa de honra. A presidente do Poder Judiciário está em pé, ao lado da mesa, e fala ao microfone. Quarta imagem: fotografia registrando uma visão geral do evento. Os participantes estão sentados e olhando para frente. O Corregedor-Geral da Justiça está em pé e fala ao microfone. Quinta imagem: a presidente exibe o título de cidadã de Gaúcha do Norte. Ela está ao lado do vereadores..
 
Marco Cappelletti/ Fotos Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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