TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Judiciário cria espaço humanizado de acolhimento para vítimas de crimes atendidas no Fórum de Cuiabá

Um espaço lúdico, aconchegante e acolhedor. Assim será o Centro Especializado de Atenção e Apoio às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais que está sendo estruturado no Fórum de Cuiabá. O objetivo do setor é acolher de forma humanizada as vítimas enquanto elas estão nas dependências do judiciário.
 
O centro irá oferecer atendimento psicológico e encaminhamentos a programas sociais, tanto para as vítimas quanto seus familiares, por meio da atuação de dois psicólogos, duas assistentes sociais, uma servidora e uma estagiária. Também será ofertado o serviço de orientação processual no espaço especial.
 
Além disso, o local também se destina à permanência segura de crianças e adolescentes enquanto os pais participam de audiências e outros procedimentos no fórum. Dessa forma, procura-se evitar que as crianças fiquem sozinhas pelos corredores enquanto os pais estão ocupados com suas demandas jurídicas.
 
“Quando você sai pelos corredores do fórum, você vê muitas crianças que ficam sozinhas enquanto os pais estão dentro das varas. Isso prejudica inclusive as audiências, porque as pessoas ficam apressadas e preocupadas com os filhos do lado de fora. Também vemos a necessidade da vítima não estar ombro a ombro com o agressor”, explica a gestora do Centro de Atenção e Apoio, Raquel de Carvalho Vaz Curvo.
 
A gestora ressalta que o centro destinado às vítimas e seus familiares irá procurar fazer com que se sintam protegidos e acolhidos pela Justiça. “Queremos que seja um centro real de acolhimento. Acolher essas pessoas é nosso objetivo, para que elas se sintam acolhidas e protegidas. Além do ambiente de espera, vamos dar toda uma estrutura multidisciplinar”, enfatiza a gestora.
 
Orientação processual
 
Um dos diferenciais do Centro Especializado de Atenção e Apoio às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais será o trabalho de orientação e esclarecimento a respeito dos processos do público. “A vítima não precisa necessariamente se dirigir à vara para obter informação sobre seu processo. Ela pode pedir essa orientação processual no centro de atenção porque lá ela terá um atendimento diferenciado”, destaca a gestora judicial do fórum, Roberta Muller.
 
A iniciativa foi inspirada em outros centros criados por outros tribunais, como o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, de acordo com as determinações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio das Resoluções 253/2018 e 386/2021.
 
Inauguração
 
O Centro Especializado de Atenção e Apoio às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais está localizado no subsolo do Fórum de Cuiabá, próximo ao setor Psicossocial e ao Ambulatório. A inauguração será no dia 27 de julho, às 16h, com a presença da presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Póvoas. O atendimento ocorrerá das 12h às 19h.
 
 
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: Arte gráfica colorida do logo do centro. Fundo branco com ilustração feita com riscos e bolinhas semelhante a uma pessoa abraçando outras duas, lado a lado, na cor azul. Abaixo o letreiro Centro de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais em azul.
Segunda imagem: Foto horizontal colorida da servidora Raquel. Ela está sentada, olha para a câmera e sorri. Tem cabelos curtos e loiros, veste camisa branca com babado preto, usa crachá e brinco.
Terceira imagem: Foto horizontal colorida da servidora Roberta. Ela está levemente virada para o lado esquerdo, usa um vestido preto, gargantilha e tem cabelos castanhos curtos. Ao fundo, um corredor do Fórum de Cuiabá, com um balcão, barreiras de proteção e piso de mármore bege.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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